Arquivo da Categoria ‘Geral’
Festival do Cogumelo
3 de Fevereiro de 2019
Cabeça Gorda, no concelho de Beja, será palco, entre os dias 8 e 10 de Março de 2019, de mais uma edição do Silarca Festival do Cogumelo, organizado pela junta de freguesia. De acordo com a autarquia, o festival “é um evento que celebra os recursos silvestres e micológicos, ancestral prática na gastronomia local, enquanto valor patrimonial de excelência cruzando os saberes tradicionais, o cante e os produtos naturais”.
Joana e os jornalistas
31 de Janeiro de 2019
Transcrevo o que Pedro Correia escreve no Delito de Opinião:
“Que tenha sido uma psicóloga, num espaço televisivo de comentário político, a revelar ao País aquela que foi até agora a notícia mais importante do ano, divulgando a lista dos megadevedores da Caixa Geral de Depósitos, paga com o dinheiro de todos nós, é algo que devia envergonhar toda a classe jornalística. A começar por alguns directores de publicações, que continuam a ser pagos a peso de ouro por empresas tecnicamente falidas.
Nas últimas duas décadas, proliferaram como cogumelos os jornalistas especializados na “área económica”. Deviam ter sido estes – ao menos um deles – a difundir aos portugueses a informação que Joana Amaral Dias divulgou, prestando assim um autêntico serviço público. Tal como deviam ter sido eles a alertar em devido tempo para os riscos sistémicos da governação Sócrates, em irresponsável conúbio com o Grupo Espírito Santo, instrumentalizando e depauperando grupos empresariais como a PT e a CGD.
A diferença, neste caso, é que Joana Amaral Dias nunca aceitou férias milionárias na neve, pagas por Ricardo Salgado, que assim – durante anos – foi comprando o silêncio de directores e editores de órgãos “de referência” na comunicação social. Será também ela a revelar-nos um dia a tal misteriosa lista de avençados do Grupo GES que nenhum “jornalista de investigação” até hoje conseguiu trazer a público?”
Correio Alentejo
30 de Janeiro de 2019Caixa de Pandora
30 de Janeiro de 2019Combater os ódios
22 de Janeiro de 2019
O meu amigo Pedro Horta, mente aberta e sempre objectiva, escreve na sua página no Facebook:
“Acerca dos acontecimentos desta noite
Conta-se que São João, já velho, em Efeso, era chamado pelos cristãos primitivos para participar nas Ecclesias, dando o seu testemunho de Cristo. Este, já velho e cansado, anuía e dizia sempre o mesmo: Amai-vos uns aos outros.
Era sempre assim.
Os mais jovens, cheios de ímpeto e fé, queriam mais. Queriam ouvir falar mais de Jesus, o Cristo e pediam-lhe que não se limitasse a proferir o que sempre dizia: Amai-vos uns aos outros.
Um dia perguntaram-lhe, ou terão perguntado, se não havia mais nada a dizer.
Ele, velho e cansado, disse: Basta que cumpram este preceito e tudo o resto está feito.
Amai-vos uns aos outros.
Digo isto, porque nisso acredito, mas igualmente porque tal faz-me saber que as coisas, mesmos as mais complicadas, se resumem ao simples e óbvio. E muitas vezes, querendo resolver grandes problemas, esquecemo-nos, porque estamos cegos ou não queremos ver, que a solução é simples.
Por exemplo a resolução do ódio.
Temos um problema de racismo em Portugal. Temos. Ponto.
E temos que o resolver. Ponto outra vez.
Temos dois caminhos, o do ódio, que gerará mais ódio, ou o tal que São João nos falava. O do Amor, da compreensão.
Coloquemo-nos na pele do polícia que recebe pouco, dorme em camaratas indignas para a sua condição humana, com os filhos longe. Um polícia que faz rondas em bairros onde ( e já lá vamos) lhe atiram pedras, o ofendem.
Um Homem-Policia que começa a sentir apoio apenas em discursos de ódio, radicais, que o fazem sentir bem outra vez. Que mesmo que assim não seja, que começa a sentir raiva da sua situação.
Esse Homem, quando tiver de atuar num bairro, onde está a ser ofendido, como fará?
Inevitavelmente converterá o seu ódio interior em ação violenta.
E agora passemos para a pele do Homem que recebe pouco. Estigmatizado pela cor da sua pele. O dinheiro que lhe pagam não dá para alimentar os filhos. Que quando chega a casa ou sai para o trabalho é revistado. O filho é preso e ofendido.
O que faz esse Homem quando vê a polícia a entrar no seu bairro?
Inevitavelmente converterá o seu ódio em ação violenta.
O que aconteceu esta noite e ontem é fruto disso.
Uma escalada de violência e ódio, para gáudio de um lado e do outro.
Virá o discurso racista contra os pretos, virá o discurso racista contra o policia-branco, virá mais ódio.
O que os extremistas pretenderão, porque cegos ou não querem ver, é simplesmente que esse ódio escale.
Esquecendo que a solução do problema está noutro campo:
No diálogo e na melhoria das condições sócio-económicas da população, seja ela polícia, branco, preto, amarelo, gay, mulher, ou qualquer outro adjetivo que se queria colocar.
Aqueles que, independentemente da cor e do credo político ou religioso, que para tal não contribuírem, estarão a querer apenas o ódio e a violência e não a resolução da situação.
Serão como os que convidavam São João, para tudo conhecer, mas esqueciam-se que a solução é só uma.”
Obrigado, Pedro, por não temeres lutar contra os ódios.
(foto: Mário Cruz/Lusa)
Sem vergonha
21 de Janeiro de 2019
“Os fundos europeus são essenciais para o nosso desenvolvimento e para a criação de emprego.
Constituem, para Portugal, uma ajuda superior a 12 milhões de euros por dia e representam mais de 80% do investimento público.
Mas o governo Costa não os tem aproveitado. A execução do Portugal 2020 é inacreditavelmente baixa, próxima de 1/3.
Nas últimas semanas, porém, vimos lançamentos de obras e anúncios de investimentos quase todos os dias. Parece que o governo socialista descobriu os fundos europeus apenas em ano de eleições
Atrasar a execução para “despejar” dinheiro em ano de eleições é desonesto. Reprogramar o Portugal 2020 e “vender” que há mais dinheiro é desonesto. Aceitar cortes na Política de Coesão e na Política Agrícola Comum no próximo Quadro Financeiro Plurianual e não o contestar ou debater é desonesto. E usar os Fundos europeus para financiar campanhas eleitorais é uma vergonha!”
Carlos Coelho eurodeputado
Terras sem Sombra 2019
14 de Janeiro de 2019
O Terras sem Sombra une, de forma inédita, a música ao património e à biodiversidade, e caracteriza-se por associar, à exigência da qualidade, uma programação de cariz internacional. Tem por palco o Alentejo, uma das regiões onde mais se faz sentir o peso da identidade, e o evento não se limita a trazer o mundo ao seu território leva também o Alentejo ao mundo.
A edição de 2019 tem, como país convidado, os Estados Unidos, e traz a Portugal destacados intérpretes do outro lado do Atlântico, assim como uma programação, que faz uma radiografia da música norte-americana, do século XIX à criação mais recente. Estão previstas estreias, integrais ou europeias, de alguns dos mais importantes compositores americanos da actualidade.
O Terras sem Sombra começa a 26 de Janeiro na Vidigueira e conta com quase 50 actividades, entre concertos, conferências, visitas ao património e acções de salvaguarda da biodiversidade, em 13 cidades: Vidigueira, Serpa, Monsaraz, Valência de Alcântara, Olivença, Beja, Elvas, Cuba, Ferreira do Alentejo, Odemira, Barrancos, Santiago do Cacém e Sines.








