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Dia da Mulher
8 de Março de 2019
Hoje, ao princípio da noite, quando estiveres a vestir a tua melhor saia, a mais curta, a mais apertada, a mais provocadora, quando ajeitares a tua lingerie e o teu fio dental, quando compuseres os teus seios dentro do bra, para que o decote seja provocador, quando te sentares à mesa com as tuas amigas, também elas bem produzidas, quando ergueres o copo para um brinde à mulher, às mulheres, quando tudo isto estiver a acontecer, recorda-te: o teu silêncio pode levar-te a ser a próxima vítima a jazer numa casa mortuária. E que a tua denúncia pode salvar outras mulheres de um final trágico. Não tenhas medo, pois o teu medo vai aniquilar-te.
Comemora o Dia da Mulher como uma verdadeira Mulher. Sem medos! Só assim terá valido a pena esse jantar/convívio.
Nota: Ao longo de todo o ano de 2018 morreram, em Portugal, 28 mulheres vítimas de violência em contexto doméstico. Este ano, desde Janeiro, já são 13 vítimas. Não te cales! Lê mais aqui (Apoio à Vítima de Violência).
Vestiu-se para um baile que não há.
Sentou-se com suas últimas jóias.
E olha para o lado, imóvel.
Está vendo os salões que se acabaram,
embala-se em valsas que não dançou,
levemente sorri para um homem.
O homem que não existiu.
Cecília Meireles
Pergunta de ignorante
7 de Março de 2019
A Central de Compras da CIMBAL- Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, tem aberto concurso público internacional para o Acordo- Quadro para fornecimento de Gás.
Este acordo é composto por cinco lotes e contempla o fornecimento de gás natural (canalizado e granel); gás propano (garrafas e granel) e gás butano (garrafas). (notícia da RPax)
A minha pergunta: não faria sentido apoiar e investir em energia solar?
Costa na Cristina
6 de Março de 2019Boas notícias
6 de Março de 2019
Hillary Clinton não será candidata às primárias democratas nos Estados Unidos.
Candidata derrotada em 2016 por Donald Trump afirmou que irá “continuar a trabalhar e a defender” os temas em que acredita. O antigo presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, anunciou também que não se vai candidatar.
Descentralizar (a Sério!?)
26 de Fevereiro de 2019
Escreve Pedro Albuquerque (aqui)
Portugal é um país com gravíssimas assimetrias, não obstante a sua relativamente reduzida dimensão territorial terrestre. A distribuição populacional no Continente é muito desigual entre Norte e Sul (8 milhões de pessoas vivem a norte do Tejo) e muitíssimo desigual entre Litoral e Interior (8 milhões de pessoas vivem nos distritos do Litoral).
Existe algo de esquizofrénico no facto de um país pequeno ter um “interior” remoto. O atual governo, à imagem de iniciativas mais ou menos simbólicas dos seus antecessores, vem propalar uma agenda de descentralização cujo fulcro reside na transferência de competências para as Câmaras Municipais, nem sempre acompanhada da devida provisão orçamental. Transferir competências e consequentemente aumentar a importância dos poderes locais pode ser um erro histórico gravíssimo. Afinal, é sabido que os poderes locais (autarquias) são muito menos escrutinados que os poderes nacionais (governo), e, consequente muito mais permeáveis à corrupção e compadrio, já de si tão patente na lógica de funcionamento camarário nos meios mais pequenos. Mas há muito a fazer para alterar o estado de coisas, senão vejamos dois exemplos!
Relocalizar Organismos do Estado
Não tem qualquer sentido deslocalizar ministérios, mas existem múltiplas extensões do Estado que podem ser retiradas da capital e relocalizadas noutras paragens contribuindo para a dinamização da economia local e para a fixação de população. O infausto episódio da fracassada transferência do Infarmed para o Porto ilustrou a força das “forças de bloqueio”, passo o pleonasmo, e a fraqueza dos nossos governantes. Mas quem governa para as minorias não serve para liderar um país!
Vivemos um contexto único no qual acredito que seria possível, concomitantemente, utilizar e combater a bolha imobiliária para dar um contributo para descentralizar, nomeadamente relocalizando as múltiplas sedes de institutos, serviços, laboratórios e autoridades (e.g. IPMA, AT, INE, SEF, ANSR, ASAE, CMVM, NAV, ANAC, LNEC, ISQ, CGD, BdP, Turismo de Portugal). Se forem vendidas as instalações ocupadas por estes organismos na capital, facilmente se financia a construção de novas sedes noutras localidades e, ao mesmo tempo, estaremos a aumentar a oferta imobiliária em Lisboa, o que poderá atenuar a atual bolha.
É evidente que não é fácil dizer a funcionários públicos que terão de mudar de terra ou de trabalho, mas governar para as minorias não é solução já que iremos prejudicar o país no seu cômputo. Um plano a 10 anos que incluísse 34 organismos (2 por capital de distrito que não Lisboa) e compensasse trabalhadores que não quisessem mover-se e facilitasse a movimentação de trabalhadores entre organismos do Estado de forma a causar o menor transtorno geográfico às respetivas famílias poderia ter sucesso, assim houvesse uma visão nesse sentido e coragem política. Imaginem o impacto em cidades como Beja, Bragança, Guarda ou Portalegre, por exemplo! O Estado não tem moral para pedir aos Portugueses e aos privados para rumar e investir no interior quando não dá o exemplo.
Alterar Lei Eleitoral
Outra questão prende-se com a anacrónica lei eleitoral que não pondera o território. No quadro abaixo apresento os círculos eleitorais (distritos e regiões autónomas) ordenados por ordem decrescente de área territorial, incluindo também a população e o número de deputados eleitos. A amarelo os distritos interiores e a azul os litorais.

Fica claro que os distritos do interior, menos populosos e logo com menor representação parlamentar, têm áreas maiores que os distritos do litoral. É evidente que não tem sentido esquecer que no distrito de Lisboa vivem 2.250.533 e no de Portalegre temos apenas 118.506, mas também não pode ser ignorado que Beja tem 10.225km2, enquanto o Porto tem apenas 2.395km2. É importante que tudo seja contabilizado e se encontre uma forma mais justa e eficaz, considerando o valor do equilíbrio inter-regional ao distribuir o número de deputados pelos vários círculos eleitorais.
Um aspecto é claro: 56.2% em área do país (o Interior) elege 14% dos deputados. Fica patente o porquê de nada de substantivo se fazer pelo interior e de o país não eleger a coesão territorial como uma prioridade. Enquanto o interior não tiver relevância política, a tendência de declínio populacional dificilmente se inverterá, e a temática da coesão territorial continuará a a servir para «entreter o pagode».
Senilidade?
22 de Fevereiro de 2019Organograma do actual governo
22 de Fevereiro de 2019Correio Alentejo
22 de Fevereiro de 2019A terra a quem a trabalha
21 de Fevereiro de 2019
Foto: daqui
Governo devolve a última herdade ocupada no 25 de Abril no Alentejo
Mais de 200 hectares da Herdade dos Machados vão ser entregues aos proprietários expropriados, em 1975, quando vários trabalhadores a ocuparam sob o lema “a terra a quem a trabalha”. Os arrendatários a quem o Estado entregou a sua gestão, a partir de 1980, não quiseram manter tais terras, daí a decisão do Governo.
O Estado vai devolver mais de 200 hectares da Herdade dos Machados aos seus antigos proprietários, a quem os primeiros governos a seguir ao 25 de Abril de 1974 expropriaram. A formalização da entrega de tal área, publicada esta terça-feira em “Diário da República”, acontece 43 anos sobre o decreto de nacionalização daquelas terras em Moura, e que mais tarde as entregou a muitas dezenas de arrendatários. Este é o último caso de indemnizações da Reforma Agrária que ainda está por resolver. (ler aqui)
Vice-campeãs
18 de Fevereiro de 2019Marciano ou Gonçalo?
15 de Fevereiro de 2019
Marciano ou Gonçalo? PSD escolhe novo líder
De um lado surge um militante histórico, fundador do partido na região e que teve grande actividade política durante o período “cavaquista”; do outro lado um jovem social-democrata, que presidiu fugazmente a uma das mais importantes concelhias do partido no Baixo Alentejo (a de Ourique) e que tem sido um dos “rostos” mais visíveis na região no apoio a Rui Rio.
É entre Marciano Lopes e Gonçalo Valente que os militantes do PSD no distrito de Beja vão ter de escolher para liderar os destinos da Distrital laranja nos próximos dois anos, numa “corrida” que não conta com o actual presidente, João Guerreiro.
As eleições na Distrital de Beja estão agendadas para este sábado, 16 de Fevereiro, e surgem num dos momentos mais críticos da existência do partido no Baixo Alentejo. (continue a ler aqui, com a constituição das listas)







