Arquivo da Categoria ‘Fotografia’

Bom fim de semana

29 de Dezembro de 2017

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O olhar de…

27 de Dezembro de 2017

IMG_2101beja
foto: joão espinho

    “Em terra de pouca sorte,
    insípida p’las águas do pranto,
    dizia o vento – que corria parado –
    memórias cansadas,
    ao entardecer da vida num banco
    de praça, deserta e despida,
    tricotando, incerta, a nudez
    da memória de outrora, esquecida.

    E à luz da janela improvável,
    na cal já gasta esculpida,
    vivia de língua amputada
    o silêncio da despedida.”
    Rita Nascimento

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Lixo em Beja – concurso de fotografia

24 de Dezembro de 2017

LIXO – “hoje e amanhã não há recolha, sendo retomada na terça- feira a partir das 7 horas.

Nos dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, este cenário repete-se novamente.

A câmara de Beja apela à população para que não depositem o seu lixo doméstico nos contentores colocados na via pública nos períodos em que não será possível garantir a recolha.”

Desafio aos leitores: enviem-me fotografias com imagens que demonstrem a falta de civismo dos munícipes bejenses. As melhores serão premiadas.
Envie para: joaoespinho@gmail.com com indicação do local e endereço de mail válido.

(não serão revelados os nomes dos concorrentes, caso assim o expressem).
Atão vá!

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Bom fim de semana

22 de Dezembro de 2017


foto: jc

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Fotografia

21 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho

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O olhar de…

19 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho

    “Não creio que sejas tu mais do que outros.
    Tao pouco que exista alguém que a mais se eleve
    se posto lado a lado com o mendigo
    que dorme ao relento da vida,
    envolto no sopro de um cobertor de memórias
    sob um alpendre que lhe ignora, irrisórias
    as tempestades e intempéries que o papelão abriga.
    Casa sem tecto e paredes de papel onde o coração dormita.

    Chego a invejar-lhe o corpo e alma,
    essa que sente tudo o quanto por ela passa
    por mais ínfimo que seja,
    por mais desprezível que nos pareça
    por mais banal que se tenha tornado às nossas mãos.
    Um corpo sem “senãos”, que com pouco se enjeita
    de alegria partilhada
    e onde nunca o supérfluo se ajeita;
    Aos contornos, frequentemente largo
    o amargo cheiro das pregas vazias.
    Assim se parece a nossa necessidade de enchumaços,
    pecados de luxúria pendurados
    nos ombros, nos braços e enchendo-nos a barriga.
    Almofadados os pés,
    enterrados que estamos em créditos até aos joelhos
    para bem-parecer até às orelhas.

    Não creio que seja ele menos do que tu,
    ou eu mais ou menos que qualquer um de vós.
    A diferença entre nós mora num arranha céus
    de cem andares. Onde somos vizinhos.
    No rés-do-chão sente-se pouco,
    E os que muito sentem, escolheram o rés-do-céu para viver.
    E sonhar no centésimo andar, a contar do vale dos mortos.
    Não creio que tenhamos nós mais do que eles.
    Se uns têm mais alegria, outros têm mais prostração;
    Se uns têm mais tempo, noutros é maior a dilação;
    Se uns doam mais sorrisos, outros fazem as lágrimas florir
    sem sentir, que todos nós temos alguma coisa
    entre nascer e morrer. Espaço cronológico que nos limita a existência.
    Pode apenas ser ar nos pulmões,
    essa qualquer coisa que temos.
    Mas temos. E dar-lhe-emos valor?

    … é amor do Criador, o oxigénio que a todos brinda, por igual.”
    Rita Nascimento

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O olhar de…

18 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho (aqui)

    “Bati-te à porta, mas não respondeste.
    Espreitei. Espreitei pelo postigo aberto, como que a desafiar o olhar de quem de soslaio passava.
    Estava escuro. Inclinei-me mais um pouco. Já com a sensibilidade visual mais apurada, consegui vislumbrar um rasgo de luz ao fundo à esquerda. O cheiro era o mesmo que sempre conhecera. Fresco e doce, suave, mas enigmático. Detive-me. Hesitei em chamar por ti. Uma hesitação daquelas que temos quando jovens, quando a incerteza se abate. Fiquei a pensar, e mais uma vez olhei aquele corredor, onde as portas se cruzam, onde o chão acusa o desgaste dos anos, e onde a luz, ora trémula, ora insistente, faz brilhar a alma que sei ali habitar.
    Bati-te à porta mas não respondeste.
    Espreitei pelo postigo aberto, e ao fundo, lá estavas tu, vida! Fui ao teu encontro, e de mãos dadas seguimos.
    Helena Palma
    17-12-2017
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Domingo #393

10 de Dezembro de 2017


foto: nino veron

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Fotografia

8 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho

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Fotografia

6 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho

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O olhar de…

4 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho

    “Escrevo poemas na água à espera que um dia tu tenhas sede.”
    Vítor Encaranação
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Domingo #392

3 de Dezembro de 2017

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