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16 de Outubro de 2006Castro Verde tem um Largo do Padrão onde se lêem notas soltas escritas no minarete.
Aconselha-se uma visita.

Castro Verde tem um Largo do Padrão onde se lêem notas soltas escritas no minarete.
Aconselha-se uma visita.

“Quem escreve em blogs é porque tem medo de discutir assuntos, que podendo ser importantes para todos, se tem de se defrontar em campo aberto com opiniões diferentes e que podem não ir de encontro às suas. Esse é um tipo de guerrilha muito próprio de quem gosta de matrizes de clandestinidade, mas que naturalmente não é exclusivo de uma ou outra área politica. Durante 50 anos tivemos em Portugal o exemplo, que não sendo um blog, deu naquilo que se sabe.”
Quem assim se manifestou recebeu já a resposta que merecia:
– O saco do Vereador
– Ó senhor vereador

“Mais prático, sem imagens…apenas letras. Devaneios sem preocupações. Pensamentos sem barreiras.”
A blogosfera ganha uma Mad vista À luz dos dias.

(crónica assinada por mim na edição de Outubro do jornal “Notícias Alentejo“)
Corre por aí, nalguns meios ligados aos blogues, que a blogosfera está a perder ritmo, que está assim meio adormecida, que deixou de ter o ímpeto de outros tempos, enfim, há quem sinta que os blogues já não são o que eram.
Se em relação à segunda asserção estou inteiramente de acordo, já quanto ao eventual adormecimento da blogosfera tenho opinião literalmente contrária.
Os dados estatísticos, e tenho que falar daquilo que conheço e não daquilo que outros alvitram, indicam-me que há cada vez mais gente a visitar blogues, há cada vez mais influência desta plataforma na agenda dos media e, não tenho dúvidas, os poderes estão, cada vez mais, interessados em saber como reagem os blogues a determinados acontecimentos.
(mais…)

3º Encontro Nacional e 1º Encontro Luso-Galaico
13 e 14 de Outubro de 2006, Universidade do Porto
Mais informações aqui.
Como é que se vai chamar o blogue do Professor Marcelo? Será um marcelo.blogspot ou a preferência vai para um marcelo.weblog? Estará na plataforma do sapo ou irá optar por um wordpress? Se ele aceitar a proposta que lhe foi feita há tempos, acredito que estará, em breve, a blogar no aeiou!
O Rui fez a visita 300 mil e enviou, tal como se pedia, o screenshot a comprovar o facto. Obrigado, Rui.

Como prémio, recebe:
1 – Este destaque aqui na Praça (já os estou a ouvir a falar de mim: “és muito convencido!”
2 – Uma nomeação para um prémio do “Pelourinho 2006“.
Não assiste o direito de reclamação aos restantes visitantes, a quem agradeço as constantes vindas à Praça, que fazem deste um dos mais importantes blogues lusos e, sem dúvidas, dos mais lidos no Alentejo (quem quiser desmentir tem a caixa de comentários à disposição).
Obrigado a todos e a todas, à esquerda e à direita e aos outros também, e não exijam hoje mais de mim, porque a coisa não está famosa, mas bem melhor graças aos analgésicos.
Até já.
“Pergunta-se..
Das funções das Câmaras Municipais não faz parte incrementar e apoiar a imprensa regional, mormente pela publicidade?
Porque não estender esse apoio aos blogues?
Por mim.. lanço um repto à minha Câmara Municipal: apoiar o blogue mais representativo da cidade?” in Ireflexões
Esclarece-se que esta Praça não é vulnerável a apoios, sejam eles da autarquia ou de outros poderes, vivendo exclusivamente da disponibilidade do seu editor, da boa vontade dos seus leitores e de um patrocínio que está ali do lado direito.
De qualquer forma, agradece-se a referência.

foto: Patrick Parenteau
Esta fotografia, publicada há dias aqui na Praça, sugeriu:
1 – Ao Pré, uma leitura muito pessoal, adaptando a conhecida “teus olhos castanhos” à actualidade. Ficou assim:
Teus lábios vermelhos
De encantos tamanhos
São pecados meus
Morangos fulgentes
Cerejas luzentes
E o caso Mateus.
E o chapéu-de-chuva
Assenta-te como luva
E essa sombra então…
Realça o verniz.
Do K(apa) se diz
Que foi prá prisão.
Lábios azuis são exóticos
E eu só um gajo careta.
Lábios pretos são prós góticos
Plutão já não é planeta.
Lábios verdes é coisa quente
Mas já sei que tu não topas
E no médio-oriente,
Vermelhos! Dão tusa às tropas.
Teus lábios vermelhos
De encantos tamanhos
Melhor que geleia.
Para lamber, talvez,
Em noite de estreia
Do Voo 93.
Falar da Natasha, não
Nem do urânio do Irão
Ou das salas de chuto.
Vestes preto pela manhã
Matas em catamaran
Mas não estás de luto.
Lábios azuis são exóticos
E eu só um gajo careta.
Lábios pretos são prós góticos
Plutão já não é planeta.
Lábios verdes é coisa quente
Mas já sei que tu não topas
E no médio-oriente,
Vermelhos! Dão tusa às tropas.
2 – Ao Jota, do La Pinacoteca de los días, o texto que segue:
Te veo marchar como a cámara lenta. Ya sabes, como esos largos planos cinematográficos de las grandes superproducciones de Hollywood que manan todas las emociones contenidas hasta ese momento en la película, todos aquellos sentimientos que la acción o el suspense desterraban de la película hasta ese momento.
Te veo marchar, si, como una de esas mujeres fatales de la novela negra, pero que en esta ocasión se han apiadado del hombre que la miraba con ojos de perro vagabundo, y sólo le hiere el corazón desde dentro, sin ningún tipo de arma blanca. Y mientras te marchas, con ese caminar sinuoso y curvilíneo que te gastas sobre el tacón, tu bolso se contonea con el movimiento de tu brazo, adelante y atrás, suavemente. Completamente seguro estoy que ahí llevas el libro.
(mais…)