Arquivo de Agosto de 2021

A vacina é um privilégio?

2 de Agosto de 2021

No passado dia 4 de Fevereiro publiquei o post “A vacina é um privilégio?”
Só um leitor comentou, afirmando: “Julgo que isso poderá ser facilmente desmontado pelo facto da Vacina não ser obrigatória.”
No post escrevi:

    De acordo com notícias recentes, sabemos que a vacina tem sido um privilégio de alguns dirigentes de cargos públicos, a quem a ética nada diz. Adiante.
    A minha primeira questão é: os vacinados podem regressar à vida normal, mais cedo que os restantes cidadãos? Isto é: podem viajar, ir ao cinema, teatro, concertos? Podem ir a restaurantes? Se sim, isso não vai criar divisão nas diversas sociedades, provocando uma exigência “oculta” de vacinação?
    Podem os vacinados ser mais felizes e recuperar mais cedo as liberdades entretanto suspensas? Estas reflexões/questões podem parecer pertencer a um filme de ficção. Mas quantas vezes não vimos já a ficção transformar-se em realidade?
    Pensem nisto.”

Passados 6 meses, apeteceu-me recordar o que escrevi e acrescentar: somos todos livres de forma igual? Ou há uns mais livres do que outros?

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As fake news de Paulo Arsénio

2 de Agosto de 2021

NOTA: Este post foi escrito em 22 de Maio de 2019. Nunca o publiquei. Faço-o agora. Sem acrescentar uma linha.

A propósito dos festejos de adeptos de um clube, no passado fim de semana, junto à estátua do Bandeirante, em Beja, o Presidente da Câmara fez um extenso post, como é seu hábito, na sua página pessoal do Facebook.
Paulo Arsénio deu-lhe o título: As “fake news” das redes sociais. E falou sobre boatos postos a circular naquela rede social, que o davam como responsável pelo corte das ruas de acesso ao Bandeirante. Estes boatos, que calculo tenham sido feitos em comentários no FB, são Fake News para Paulo Arsénio.
Deve haver alguma confusão nos espíritos sobre as tais fake news.

É que, após algumas buscas, não encontrei nenhum grupo organizado, não encontrei qualquer notícia, que pudesse ser amplificada nas redes sociais, que visassem a actuação do Presidente (ou respectivo executivo), que se referissem, minimamente, ao que é relatado no post presidencial. Não sei se alguém fez um post a dizer “o presidente mandou cortar o trânsito…..”. Se alguém o fez, e está identificado, deve ser denunciado por tal. Porém, se a coisa apareceu num comentário do estilo “foi o tipo, que é do Sporting, que mandou encerrar as ruas…”, não é uma fake new, é uma mentira, é uma tentativa de criar boato para atingir o presidente. Há séculos que há boatos. Em Beja poderia ter sido à mesa do café, numa banca do mercado ou, noutros tempos, na meia-laranja, fonte de zuns-zuns e intrigas, algumas bem desagradáveis. Agora confunde-se a quadrilhice com fake news, confundindo-se a árvore com a floresta.
Neste caso alguns ainda tiveram a humildade de pedir desculpas. Nas fake news ninguém pede desculpas. As notícias falsas nascem de grupos organizados, com objectivos bem definidos. Os criadores de fake news, e Portugal já conhece alguns, pretendem influenciar resultados eleitorais, derrubar governos, branquear crimes e irregularidades.
Paulo Arsénio, repito-o, anda a alimentar o Facebook com as suas constantes e extensas investidas, sem que se percebam as razões da exaustiva utilização desta ferramenta para falar disto ou daquilo.
Eu quase diria que, sem Facebook, Paulo Arsénio não existiria.
Fica a questão: sem Facebook Paulo Arsénio teria chegado a presidente de câmara?

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