
foto : daqui
A propósito das vacinações a um membro do executivo camarário, e a elementos do Conselho Administrativo da ULSBA, assunto levantado em entrevista televisiva pelo Dr. José Barriga, Paulo Arsénio, presidente da Câmara Municipal de Beja, fez no passado Domingo um longo, eu diria extensíssimo, post na sua página pessoal do Facebook em que, para defender a sua casa (“O Executivo da Câmara Municipal de Beja e o Gabinete de suporte é constituído por pessoas íntegras, dedicadas, honestas, de carácter, sem “esquemas” com x, com y ou com z”), Paulo Arsénio disparou em várias direcções, tentando atingir não se sabe quem. Ainda pensei que o alvo principal fosse a blogosfera local, como se sabe Beja tem uma blogosfera diminuta mas bastante activa, e todos aqueles que usam as redes sociais (leia-se Facebook), o que perfaz um inquantificável número de cidadãos.
A extensa prosa demonstra o estado a que chegou a”bolha” onde Arsénio se refugiou. Falando de ódios, insinuações, atentados à dignidade, de ódio, de politiquices, outra vez de ódios, de azias, e outras coisas que só servem para mascarar o “estado da arte”.
Nota-se que Arsénio nunca terá treinado numa carreira de tiro. É ali que se afinam as armas e também a arte de atirar. Quando temos muitos alvos em frente, devemos atirar para aquele que nos pode dar pontos. Atirar, sem jeito, a tudo ao mesmo tempo, só pode dar erro.
Não vou aqui dissecar a longa epístola. Seria enfadonho.
Detenho-me, porém, em 2 pontos da prosa:
“1.º – Por ser ano de eleições autárquicas “não vale tudo“;” Esta é uma máxima muito usada por quem se sente apertado por todos os lados. É um subterfúgio malicioso de efeito nulo para quem se pretende atingir, acabando por se transformar num autêntico tiro no pé. A expressão, dita por quem diariamente utiliza as redes para fazer campanha eleitoral , tem o valor que tem.
2º (…) “Quem deve prestar cabais esclarecimentos sobre a convocatória do Vice-Presidente Luís Miranda (…), deve ser quem procedeu à dita convocatória para a vacinação.”
Quando li isto vi a imagem de Moisés a abrir ao meio o Mar Vermelho para que os hebreus passassem. Só que o Mar já não é Vermelho, os hebreus já não vão em milagres e Arsénio não é Moisés.
Não me vou alongar muito mais sobre a coisa. Paulo Arsénio conhece quem o rodeia mas desvaloriza os presentes envenenados que diariamente lhe enchem as caixas de comentários, e que o fazem ser tão feliz.
Hoje começa em Beja a vacinação, de acordo com as orientações de quem tutela a referida actividadade. Só desejo que a missão seja um sucesso e que Beja seja um exemplo. Pela positiva.