Da arrogância
28 de Fevereiro de 2020
A secção de Beja do PSD voltou a dar sinais de vida. Desta vez, em comunicado às rádios, falou sobre a requalificação do Mercado Municipal de Beja, colocando algumas questões ao município. Poderia o PSD ter colocado outras questões, nomeadamente sobre o valor base da obra – 2,2 milhões de euros. (ler notícia aqui)
A resposta de Paulo Arsénio deixou-me de boca aberta. Demonstrando uma evidente arrogância, aliada à falta humildade democrática, disse o edil presidente: “O presidente da Câmara de Beja respondeu, dizendo que muito se “espanta por a Concelhia ter voltado a este assunto depois de lhe terem sido dadas as respostas na Assembleia Municipal”, referindo que o “PSD é pouco atento ao que é dito nas instâncias certas”. Repudiou a questão do “Timing político”, explicou como decorre o processo de obras e disse que “o PSD de Beja não sabe como as “coisas funcionam” e que “é um partido sem preparação”, que está “no lugar certo a oposição”. De Paulo Arsénio já se pode esperar todo o tipo de missivas de presunção e vaidade, mas esta via, de inqualificável arrogância, é nova. Seguramente que se terá sentido incomodado e não lhe ocorreu melhor forma para responder ao PSD. Este foi o caminho usado em Beja pelo PCP durante anos. É agora retomado pelo socialista presidente. Até quando?














