
Durante a “novela” em que se transfomou o “saneamento” de Paulo Barriga da direcção do Diário do Alentejo, houve um profundo silêncio por parte dos diversos actores afectos ao Partido Socialista e com responsabilidades directas em todo este processo. O silêncio que mais me incomodou, e que se transformou num sublime acto de cobardia, veio da parte de Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja. Um silêncio que, para alguns, resulta do seu feitio apaziguador, tolerante, isto é , a característica do tal “bom moço” que um dia decidiu candidatar-se (e ganhar) à presidência da CMB.
Se é verdade que qualquer político deve manter-se em silêncio sempre que o discurso o possa beliscar ou prejudicar, no caso de PA a coisa tinha ares de uma certa estranheza. Campeão de “posts” no Facebook, onde se auto-elogia pela obra que está a ser feita, que vai ser feita, ou que ele quer venha a ser feita, no caso do Diário do Alentejo, o silêncio do presidente da Câmara de Beja não foi nada inocente. Incapaz de reconhecer publicamente o trabalho feito por Paulo Barriga, Paulo Arsénio deu a entender que queria passar pelas gotas de água sem se molhar. Foi por pouco tempo. Com tanta coisa a acontecer na cidade e no concelho, Arsénio decide, ontem, num dos seus escritos na rede social, promover um trabalho (video) do actual Director do DA ( o tal que ganhou o concurso por ser barato e saber fazer videos). Paulo Arsénio pode escrever o que entender, a página no FB é sua, mas não se pode esquecer que é presidente de uma Câmara e que está sujeito ao escrutínio dos munícipes. E que as eleições se ganham nas urnas, precisamente no mesmo local onde elas se perdem.
Mais uma vez, está mal!