Arquivo de Junho de 2017
Beja – exemplo de pequenez de horizontes
15 de Junho de 2017
Diz um leitor:
“Ney Matogrosso é o espelho da CDU em Beja e dos Partidos Comunistas europeus…envelhecido , para não dizer decrépito e em fase terminal de carreira ainda consegue reunir à sua volta alguns saudosistas… o cavaleiro alado meio índio Guarany meio Drag-queen do saudoso Alcântara-mar já perdeu há muito a sua graça de inovador fracturante…não tem a dignidade de Leonard Cohen nem a mística do Nobel Bob Dylan…a CDU já não apresenta ao eleitorado os mais Trabalhadores , os mais Honestos e os mais Competentes…Ney Matogrosso cobra 43 mil euros para actuar em Coimbra e a Câmara de Beja vai pagar-lhe 70 mil euros por uma hora de actuação.
A Câmara de Beja transborda de dinheiro e de sofreguidão eleitoralista. Estoira dinheiro a seu bel-prazer como qualquer burguês bebedolas que ,nas bocas de algum político europeu “gasta tudo em mulheres e vinho…” haverá seguramente alguma verdade nas palavras de Djisselbloem , pelo menos a avaliar pelo que se passa aqui por Beja. Disseram-me que uma qualquer associação que necessite de uns míseros 300 ou 400 euros para equipamentos terá que mendigar à câmara essa parca verba.
Matogrosso vem por 70 mil euros,ajuste directo como sempre acontece em Beja e já acontecia no passado em Serpa… vem “à patrão…” como se diz na terra do Presidente da Câmara, Viana do Castelo. Vem de Coimbra com uns míseros 43 mil euros, apanha a Autoestrada até Grândola, mete-se no helicóptero e acaba a encher a mula em Beja com 70 mil euros para uma hora e pouco de de actuação…
Os Cartazes do Partido Comunista espalhados por Beja dizem que ” o Alentejo EXIGE” Médicos , Enfermeiros , Auxiliares para os serviços de Saúde…já leram concerteza…se tiverem dúvidas eu indico os locais exactos onde se encontram.
Mas o poder central , tão criticado por alguns dá voltas orçamentais para conseguir pagar aos técnicos especializados que tem ao seu serviço…que salvam vidas…que administram medicação , que cuidam, que alimentam os doentes e estão lá todos os dias a bombar 7 ou 8 horas para levar para casa mil euritos por mês…
Mas no Poder Local não…pelo menos em Beja não…40 mil à Ana Moura , 70 mil ao Matogrosso , e os Stranglers foi quanto? e quantas centenas de milhar mais já foram…sem retorno? O Partido Comunista perdeu argumentação perante as pessoas…ninguém compreende este despautério eleitoralista e despesista…ninguém poderá levar a sério qualquer afirmação futura por parte da CDU de que o Partido tal ou tal gastaram isto ou aquilo…a incoerência no discurso da CDU é já por demais evidente.
A sua atitude novo-riquista e pequeno-burguesa tacanha é bem visível em alguns dos seus protagonistas autárquicos…Beja é um PÉSSIMO EXEMPLO destes devaneios e desta pequenez de horizontes…o total desinvestimento numa política Cultural sustentada vai acabar mal…Beja não se afirma no panorama nacional…Beja vai-se iludindo com cantigas e festas e pior de tudo sem qualquer retorno cultural sustentado para o Concelho…quando a festa acaba olha-se á volta e nada cresceu…apenas o ego do Presidente se vislumbra nos resquícios dos copos plásticos pisados que os homens e mulheres da higiene e limpeza da Câmara amanhã , bem cedo, virão limpar…já agora e para que conste a Câmara de Serpa deve à EDP cerca de 2 milhões de euros de electricidade, vinha hoje no jornal…porra,esta malta além da “superioridade moral comunista” não brinca em serviço…”
UE – fim do roaming
15 de Junho de 2017
O fim do “roaming” na União Europeia, anunciado em 28 de maio de 2006, torna-se realidade hoje, 15 de Junho, depois de 10 anos de negociações e de inúmeros avanços e recuos.
Atenção: é só nos países da UE (leia aqui)
Beja – Base Aérea recebe exercício multinacional
14 de Junho de 2017
A Força Aérea Portuguesa irá acolher, de 19 a 30 de junho, na Base Aérea N.º11, em Beja, o exercício European Air Transport Training 2017 (EATT 2017). Este exercício multinacional surge no âmbito do Programa Europeu de Transporte Aéreo da Agência Europeia de Defesa (EDA) e será executado pelo Centro Europeu de Transporte Aéreo Tático (ETAC) e apoiado pelo Comando Europeu de Transporte Aéreo (EATC).
Portugal, como país anfitrião do EATT 2017, irá contar, com 1700 militares de França, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, Roménia e Reino Unido, que ficarão sediados na BA11, em Beja, estando as suas ações planeadas para o interior Centro/Norte de Portugal Continental.
Eles é que são os puros
14 de Junho de 2017
Diz o PCP: “A opção de Helena D’ Aguilar, agora tornada pública, de se candidatar numa lista de cidadãos eleitores, revela que, mais do que a integração num projecto coerente, em si mesmo factor comprovado de promoção dos interesses do concelho e da população, são razões ditadas pela ambição, protagonismo e poder pessoal que a terão motivado, que só a si própria dizem respeito.”
Cheira a zanga de comadres e azia mal tratada.
É mais uma das heranças de Manuel Narra. Poderá ficar para a história do concelho da Vidigueira. Avante!
Comemorar os Genesis
14 de Junho de 2017Passos em Almodôvar
13 de Junho de 2017Bom dia Lisboa!
13 de Junho de 2017Descubra as diferenças
12 de Junho de 2017Beja – amadores travestidos de políticos
12 de Junho de 2017
foto: joão espinho
Comentário de leitor:
“Para o poder central ( seja ele qual for) olhar para Beja também é necessário que Beja se “mostre” na área produtiva .
Dinâmica , com Liderança empreendedora equilibrada , com unidade entre as pessoas , com valor cultural… temos os Grandes Virgem Suta , de grande qualidade, o Grande Zambujo ( um abraço para ele), o Paulo Ribeiro , o Serafim, inigualável e os Coros do Cante Alentejano , mas não temos um Ministro no Governo…nem um Secretário de Estado sequer, daqueles que a gente sente que é “da casa”…
O peso específico de Beja no País é pequeno como se sabe , mas há áreas onde se destaca…Évora mete sempre Ministros e/ou secretários de Estado…porque será? será a visão instalada em Lisboa que “sendo de Évora” como “é tudo Alentejo” também defendem os interesses de Beja…
Temos que manter exigências ao Poder Central mas temos que amadurecer e crescer por dentro em fileiras produtivas , geradoras de emprego, com Indústrias “Limpas” , Agroindústrias, Tecnologias “Limpas” e crescer culturalmente com o Cante, as referências históricas , a Doçaria Conventual , a Arqueologia e tantas outras mais-valias… onde anda o Politécnico nesta batalha? está a formar gente capaz de pegar nestas ideias? ou está a perder “poder” e a diminuir os cursos e os alunos num momento em que a economia cresce sustentadamente…
É preciso reflectir muito e não me parece que Beja cresça com “amadores” travestidos de Políticos… os tais que mais parecem gestores de sociedades recreativas : ” o que é preciso é que a malta esteja contente! bora lá mais uma festarola! Beja aos olhos de outras cidades anda sempre em Festa…é uma alegria….!”
CP – gato por lebre
12 de Junho de 2017
Escreveu Salvador Silva: “Há anos, muitos, que não utilizava os comboios. Quiseram as circunstâncias que, desde Set/2016 até hoje, por duas vezes utilizasse a “nossa linha”, numa primeira viagem Beja/Porto e volta e, mais recentemente, Beja/Lisboa e volta. Felizmente, em ambas as ocasiões não aconteceram as, parece que frequentes, avarias na automotora velha, suja e barulhenta, que nos serve.
Devo no entanto referir que, numa primeira abordagem às minhas viagens, comecei por consultar na Net (site da CP) os horários que me fossem convenientes e, pasme-se, sabendo eu que já não havia Intercidades a partir de Beja, por nos ter sido tirado à má fila, só consegui aceder aos horários entre Beja e Casa Branca, selecionando os horários do IC. O regional estava fora de questão. Quer isto dizer, que nos querem dar lebre, quando nos dão gato. Uma maneira muito enganosa de convencer o Zé de que a cidade não perdeu valências ferroviárias. Bom, mas se ia no IC, esperava usufruir das comodidades compatíveis com esse IC. Puro engano, puseram-me à disposição uma automotora velha, com um aspecto interior deprimente e com a pretensão de se apresentar com alguma modernidade. Ronceiramente lá se chegou a Casa Branca e aqui, depois de uma espera, felizmente curta, numa plataforma completamente desabrigada, o que não se compreende e só acresce a falta de respeito pelo passageiro, um transbordo para, esse sim, um comboio IC limpo e silencioso que não disponibilizando todos os serviços (o bar estava fechado) me levou à Gare do Oriente.
A partir daqui e até ao Porto, embarquei num IC a 100% numa rápida e cómoda viagem. Aqui está, continuam a privilegiar-se os grandes centros, em detrimento daqueles em que os votos mais escasseiam. Acentuam-se as assimetrias em vez de se atenuarem, propagandeando no entanto que se “trabalha” para o contrário.
A conversa vai longa, o essencial já foi dito e nós por cá teremos que ir continuando a lutar. No entanto, por tudo o que não nos respondem, já começamos a crer que estamos Quixotescamente a lutar contra moinhos de vento e isso é desesperante.“
A elite bejense
11 de Junho de 2017
foto: joão espinho
Escreve José Frade em comentário aqui:
“Faço parte de uma geração de jovens médicos que se deslocou para Beja vindos do Porto, de Coimbra e de Lisboa. Um traço comum entre os elementos desse grupo era um certo idealismo, ainda que sentido em diversas tonalidades. Uma parte desse grupo foi ficando, passaram-se quase quatro décadas e alguns resistem. No que me diz respeito, passo a um registo pessoal. Em 1980, vinha engajado na militância de desenvolver os serviços de saúde numa perspectiva de integração e na missão pública. Apesar de ter uma vivência de centros urbanos muito maiores, não me foi difícil adaptar-me às características da cidade e da cultura dos seus habitantes. Trilhei os primeiros vinte anos da carreira com paralelo envolvimento cívico. Contribui com o meu trabalho para a evolução e crescimento do Hospital de Beja. Vi que a cidade crescia e as mentalidades evoluíam. A aldeia parecia estar seguramente a ficar num tempo passado. Entrámos num novo milénio determinados a enfrentar os desafios. Parecia-me que essa era a atitude da Elite Bejense. Ilusão minha. Os anos vieram a demonstrar a descrença em si próprios que tomou conta dos bejenses. Passividade, inibição, conformismo, ausência de atrevimento criativo. Qual o fator que determinou que esse derrotismo se instalasse nas mentes? Não sei, não avanço qualquer hipótese. Parece-me que os recursos materiais e naturais existem aqui. Mas o aproveitamento das potencialidades depende na iniciativa dos indivíduos. É este um problema educacional ou sociológico?”
Este comentário foi destacado como “Comentário da semana” no Delito de Opinião.







