Arquivo de Junho de 2014
José Velez escreve a Vito Carioca
21 de Junho de 2014
“(…)Sr. presidente, escrevo-lhe esta carta, por enquanto aberta apenas a nós, porque acreditei na sua sinceridade, mesmo até na sua amizade, dando-lhe ainda a possibilidade de me responder e, se for caso disso, de me desmentir ou até de me chamar mentiroso. Espero uma resposta em poucos dias, pois todos os limites temporais foram há muito ultrapassados; contudo, não cometerei a prepotência de impor prazos, pois não quero sujeitá-lo ao que eu tenho sido sujeito ao ouvir garantias de respostas nunca dadas, sem qualquer preocupação ou respeito pelo cumprimento de prazos estabelecidos. Portanto, espero pelo seu contraditório num curto prazo, de alguns dias, após o qual partirei do princípio de que o que escrevo é incontestavelmente verdade, tendo toda a legitimidade (embora já a tenha agora) de seguir o caminho que tenho de seguir, lembrando que “a justiça pode tardar, mas nunca falha”.
Permita-me, sr. presidente, fazer um pequeno historial do meu passado no IPBeja.(…)”
(leia na íntegra aqui)
A capa do DA
20 de Junho de 2014Mértola – Festas da Vila
19 de Junho de 2014Uma dúvida
18 de Junho de 2014Calçada portuguesa
17 de Junho de 2014É hoje
16 de Junho de 2014Beja – piscina abre amanhã
13 de Junho de 2014
As Piscinas Municipais descobertas de Beja abrem amanhã, Sábado, dia 14.
As piscinas de Beja, estarão abertas até meados de Setembro, nos moldes tradicionais, de terça-feira a domingo, das 9h00 até às 20h00.
Às segundas-feiras a piscina está fechada para descanso do pessoal e limpezas.
Questão: a de Cuba já abriu?
Vito Carioca responde a José Barriga
13 de Junho de 2014Eventual processo criminal e civil por Vito Carioca Presidente do Conselho de Gestão do IPBeja:
O Instituto Politécnico de Beja, por referência ao teor e sentido da crónica de opinião do dr. José Barriga, publicada no “Diário do Alentejo” de 8 de junho de 2014, sob o título de “Beja a Ferro e Fogo”, no exercício do direito legal de resposta vem esclarecer e tomar a posição definida seguinte:
I. O dr. José Barriga omitiu a devida e necessária declaração de interesses e não referiu, para que todos pudessem saber à partida as verdadeiras razões da sua declaração, o vínculo de proximidade e familiaridade que o liga ao senhor eng.º José Velez: essa mistura de interesses e disfarce de intenções deve ser conhecida de todos para que não fique a ideia de manipulação da opinião pública;
II. O que o dr. José Barriga sempre quis foi utilizar a crónica de opinião que assina no “Diário do Alentejo” para forçar dirigentes em exercício de funções públicas, no sentido de favorecer uma resolução a contento do senhor eng.º José Velez num processo em que estão em causa dinheiros públicos;
III. É também falso que o senhor eng.º José Velez tenha sido despedido: o contrato que o ligava ao IPBeja é um contrato por tempo determinado, a termo certo, que nos termos gerais, e à imagem do que acontece com todos estes contratos, caducou, se não por outra razão, automaticamente na data do seu termo;
IV. Acresce informar que o senhor eng.º José Velez, até à data da sua saída, nunca teve com o IPBeja qualquer vínculo de natureza ou conteúdo definitivos;
V. Ninguém compreenderia que um contrato fosse mantido ou se renovasse apenas porque se é amigo de um médico, porque este escreve crónicas de opinião ou está convencido que é a reserva moral do distrito: a gestão dos dinheiros públicos faz-se exclusivamente de acordo com a lei e com o interesse público;
VI. Em face das reiteradas pressões e chantagens exercidas pelo próprio dr. José Barriga desde há meses, e disso há provas, para resolução deste assunto fora das instâncias próprias, sob ameaça de publicação da crónica que entretanto efetivamente publicou, o IPBeja e os seus dirigentes entenderam, em face das maiores garantias de imparcialidade, das dúvidas de natureza jurídica existentes, aliás reconhecidas pela própria Dgaep, e porque os dinheiros públicos não devem ser geridos em função dos interesses e egos particulares, submeter a questão superiormente, às instâncias competentes;
VII. Instâncias essas onde nem o dr. José Barriga nem qualquer outro tipo de pressão pudessem manchar a idoneidade e acerto da decisão final a tomar, mesmo que seja favorável aos interesses, aspirações e expetativas legítimas do senhor eng.º
José Velez: é pois neste contexto que este processo se encontra em análise na Direção Geral da Administração Pública e do Emprego Público, do Ministério da Tutela e, por iniciativa dele, nos tribunais;
VIII. O IPBeja, enquanto entidade pública, neste como em outros processos, aceitará, sem reservas, as decisões superiores vinculativas das instâncias próprias;
IX. No mais poderá ainda esclarecer-se o seguinte:
a. O decréscimo do número de alunos do ensino superior é um dado objetivo, que corresponde a um fenómeno nacional, com prejuízo maior para todas as instituições do interior e cuja resolução não depende, como é óbvio, da vontade de uma equipa de gestão, como demagogicamente o dr. José Barriga quer fazer crer;
b. É contraditório afirmar que têm existido decréscimo de número de alunos e critica as saídas de colaboradores que deixem de ter serviço docente distribuído, da mesma forma que não faz sentido, apelar a uma revisão da oferta formativa e exigir que a mesma se faça sem a renovação de quadros que é indispensável.
X. O dr. José Barriga desconhece, como é próprio de quem trata de assuntos que não prepara, não percebe ou não quer entender, que o instituto tem já em efetiva execução, entre tantos outros, um protocolo de colaboração recíproca que celebrou
com os municípios do Baixo Alentejo, ou que está envolvido, entre dezenas, no Projeto do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT), no montante de 42 milhões de Euros, apresentado no âmbito dos regulamentos específicos “Sistemas
de Apoio a Parques de Ciência e Tecnologia e Incubadoras” e ao “Sistema de Apoio a Infraestruturas Científicas e Tecnológicas”;
XI. O que o dr. José Barriga desejava era que a sua mera existência e intervenção bastasse para resolver com eventual prejuízo para a lei e para o interesse público, um interesse de um amigo;
XII. Assim, e tudo quanto concorra para a distinção entre educação, justiça e política é uma questão de necessária higiene pública;
XIII. As contas do IPBeja são auditadas por entidades oficiais, tribunais e os membros que integram a sua gestão, responsáveis, também pessoalmente, pelas decisões que tomam;
XIV. Num Estado de Direito Democrático, a justiça faz-se nos tribunais, por aplicação da lei, e não nos jornais ou nos consultórios médicos.
XV. Sem prejuízo dos esclarecimentos prestados, os membros do Conselho de Gestão do IPBeja reservam-se ao direito de proceder, querendo, judicialmente, no foro civil e criminal, por violação dos seus direitos.
Para ler na edição de hoje do Diário do Alentejo
O pulha – O post do semestre
11 de Junho de 2014
O pulha há anos que não trabalha.
O pulha há anos que só fala dos trabalhadores.
O pulha há anos que fala pelos trabalhadores.
O pulha há anos que é pago pelos contribuintes portugueses.
O pulha há anos que diz andar a defender a classe.
O pulha há anos que é adorado pelos jornalistas.
O pulha há anos que faz sempre o número da indignação.
O pulha há anos que aparece em todo o lado à procura de ser visto.
O pulha há anos que faz de conta que precisa de gritar.
O pulha há anos não quer que os outros falem.
O pulha há anos que exige absoluto respeito pelos seus direitos. (Para o pulha mais ninguém tem direitos à excepção dos camaradas do pulha.)
O pulha foi ao 10 de Junho.
O pulha gritou.
O pulha foi filmado.
O pulha riu quando o Presidente desmaiou.
O pulha abanou-se ainda mais para que os repórteres o filmassem outra vez.
O pulha ouviu gritos contra si.
O pulha veio-se embora.
O pulha amanhã vai falar de patriotismo.
O pulha é apenas um pulha.
O pulha nunca deixa de ser pulha.
Mas nem sequer é o nosso pulha. Porque não serve para nada. Só nos envergonha.
Obs. Já agora quantas pessoas votaram no pulha? Como é eleito o pulha?
(daqui)









