No seguimento do post “A cegueira“, destaco comentário de leitor:
“E para continuarem com a politica de terra queimada (e enterrarem-se ainda mais), acrescento que foi solicitada a reintrodução desta matéria num ponto da ordem de trabalhos na próxima segunda-feira (2ª parte da Assembleia), para que os critérios do PAEL sejam reapreciados, já que a taxa de juro, segundo informação da Associação Nacional de Municípios, não será de 4,15%, conforme tinha sido anunciado, mas sim de 2,69%! Em função disto é legalmente possível nova votação da proposta já que a primeira assentou sobre um pressuposto de peso, substancial e que agora se constata, não corresponde à verdade! Fica pois a questão: será que a cegueira vai continuar? Será que os senhores presidentes de junta do PCP colocarão em risco a real possibilidade de não verem as verbas mensais transferidas, com prejuízo para as respectivas populações? Será que vão impedir o equilíbrio dos apoios às Associações, o atenuar das dificuldades por que passam? Será que vão obstaculizar o pagamento aos fornecedores e dessa forma permitir um balão de oxigénio, ou até mesmo um novo impulso para o desenvolvimento do comércio local e consequentemente da cidade? Será que vão permitir que os trabalhadores da Assembleia Distrital continuem a definhar pelos ordenados a que têm direito?
E Tigre Alentejano, garanto-lhe que a maior fatia pertence ao anterior executivo! Poderá perguntar à Tecnovia, por exemplo, ou até mesmo na Câmara (tem esse direito) ou então apareça na Assembleia Municipal e verá que quando são confrontados com elas, pelos números que as mesmas envolvem nem rabeiam, ficam caladinhos que nem ratos!
Confesso que a simpatia e admiração que em tempos tive pelo PCP e pelos seus militantes se vai desvanecendo cada vez mais pois sistematicamente colocam a xicana politica, os interesses politico-partidários e eleitoralistas acima das populações e fica cada vez mais demonstrado que têm que recuperar Beja a todo o custo, nem que fiquem com ela moribunda a definhar, sem desenvolvimento e perspectivas de futuro e garanto-vos que a culpa não é única e exclusivamente dos sucessivos governos mas também de quem a governou durante quase 35 anos e que agora contribui, enquanto oposição, decisivamente para a sua morte!”