Noticia hoje a Radio Pax que, na óptica de João Paulo Ramôa, o PSD vai sair beneficiado da guerrilha verbal entre PCP e PS. É uma opinião, válida, mas com a qual discordo.
Estando eu a leste – muito a leste – da estratégia do PSD de Beja para as próximas autárquicas, sinto-me na situação privilegiada de assisitir às disputas como simples cidadão, tal como muitos outros milhares de bejenses. E aquilo que vou vendo é que a disputa autárquica vai ser muito bipolarizada. À recandidatura de Francisco Santos contrapõe-se a forte candidatura de Pulido Valente. Se, por um lado, Francisco Santos anda, há muito tempo, em permanente campanha e estando já Pulido Valente no terreno, quer criticando decisões do executivo comunista quer agendando e apresentando novas propostas, não se percebe onde é que o PSD poderá vir a beneficiar da sua estratégia silenciosa. Sabe-se que tem um candidato, mas a sua voz não se faz ouvir e não lhe bastará a sua postura apaziguadora e moderada para recolher dividendos da referida guerrilha verbal.
É que excluir-se a emitir opiniões pode fazer com que não se percam votos. Mas seguramente que não atrairá novos eleitores e mais votos.
O PSD de Beja, já o disse aqui em tempos, tem pela frente uma grande batalha: manter o vereador no executivo camarário. Duvido que alhear-se do que se passa à sua volta possa contribuir para esse desígnio.