Andreas Puhl
3 de Setembro de 2008
foto: andreas puhl

foto: andreas puhl

De leitor identificado:
“Como morador na zona junto ao NERBE (Beja), desejo relatar o seguinte:
A Federação Portuguesa de Futebol, em cooperação com as mais diversas autarquias, decidiu
instalar em todo o país, campos de futebol com relva sintética destinados apenas às crianças. A Câmara Municipal de Beja aderiu a esta parceria.
Até aqui tudo bem.
O problema grave é que o mini-campo UEFA que foi instalado em Beja, encontra-se no Loteamento do NERBE que está a ser jardinado e prejudica bastante toda a sua envolvência, pois é utilizado por adultos de todas as zonas periféricas da cidade, que chegam nas suas viaturas para jogarem tardes/noites inteiras o que prejudica os cidadãos ali residentes.
Além de as bolas estarem constantemente a saltar do campo, com remates fortíssimos que atingem janelas e viaturas próximas do campo, a linguagem utilizada não é correcta e o barulho ensurdecedor das bolas a baterem constantemente nas madeiras do campo também não é nada agradável. Justifica-se portanto que o campo seja levado para outro local.
Recordo que os moradores estão a estudar a forma de conseguirem retirar aquele campo do local onde foi instalado, pois neste momento em Beja existem outros locais mais próprios para a construção do mesmo. (Parque da Cidade, Zona do Complexo Desportivo, ou outra zona que não tenha moradores por perto).
PS: Neste momento o campo foi vedado pela Câmara Municipal de Beja, e deveria estar interdita a sua utilização, coisa que não sucede, pois está a ser utilizado diariamente por pessoas que rebentam as redes e pulam vedações de forma a utilizarem o mini-campo.”
A questão que coloquei ao executivo camarário, em 16 de Julho, mereceu resposta datada de 29 de Agosto (tanto tempo!) e diz assim:
Não sei se o Castelo já reabriu, mas o que sei é que “Museu Militar” deve ser uma ideia desenhada nos Paços do Concelho.
Museu Militar?

foto: Josh McAndrew
L. chega ao parque decidido. Não a avisara dos motivos do encontro. Também, áquela hora, seguramente que ninguém iria aparecer ou colocar questões.
Gostaria de lhe mostrar o nascer do sol, mas no parque seria quase impossível. Desenharia então uma aguarela, pedindo-lhe que assistisse à sua produção, pousasse nua para ele, dentro de água, e que visse como se redesenham paisagens. A alvorada reflecte-se na película de água, tornando a superfície do lago como a aguarela desejada.
Num impulso, L. atira a tela para o lago.
Não lhe respondeu, pois sabia que com a aguarela se afundavam todos os esboços de alvorada.
Partiram de mão dada, prometendo-se pintar as cores de um novo encontro.
A 2 de Setembro, eram inauguradas as actuais instalações do Regimento de Infantaria de Beja (RI3). Aproveitando esta efeméride, o Comando do RI3 promove no próximo dia 6 de Setembro (Sábado), um convívio com o seguinte programa:
11h00 – concentração dos convidados
11h30 – Missa
Cerimónia de Homenagem aos Militares Falecidos
Almoço Convívio
O objectivo deste Convívio é juntar todos os Oficiais e Sargentos que prestam ou prestaram serviço na Unidade e confraternizar recordando um passado e presente comuns.
(Contacto: 284325141)
Isto dá erro.
Mas não devia. Tem saldo e o pin correcto.
É do meu aparelho, se calhar.
Mas não é um aparelho novo?
Qual?
Tem mais do que um?
Afinal era este o problema.
A interioridade perante o Fim da História: haverá alternativa a esta inevitabilidade?
Renato Miguel do Carmo, sociólogo,
investigador auxiliar do CIES-ISCTE
“O atrofiamento demográfico e socioeconómico que se vive no interior do país tem-se vindo a transformar numa espécie de inevitabilidade da qual parece não haver saída possível. Embora não seja normalmente assumido publicamente, este processo é encarado pela maior parte dos políticos (e, também, por muitos intelectuais e cientistas sociais) como algo irreversível, apesar de, em muitos casos, se enredar por uma certa contradição irresolúvel entre, por um lado, um discurso geral que recorrentemente apela ao desenvolvimento das regiões do interior e, por outro, uma efectiva prática política cujas medidas contrariam sistematicamente os princípios enunciados.”
Com a sua comunicação no colóquio organizado pelo Praça da República, Renato do Carmo tem como objectivo não só identificar alguns desses ‘enguiços’ estruturais que teimam em reproduzir-se, como pretende avançar alguns contributos para uma perspectiva alternativa sobre a viabilidade da interioridade e dos espaços rurais.
O Colóquio tem o apoio de:
Instituto Politécnico de Beja
Correio Alentejo
Radio Pax