O assunto continua a suscitar reacções.
As últimas que se ouviram são as que representam os aparelhos partidários, são as vozes daqueles que têm dificuldade em ver para além do espaço que os rodeia ou, em esforço de futurologia, desaguam de imediato na impossibilidade de acordos, entendimentos, etc…
É a lógica partidária que lhes dita as regras do pensamento. E os obriga a rejeitar o termo “coligação”. Diga-se, em abono da verdade, que os responsáveis pelo lançamento do debate também não têm ajudado a desenrolar o novelo. Questionam sobre uma coligação PS+PSD, cingindo-se às afirmações de Paulo Arsénio, que respondeu ao que lhe perguntaram.
É um problema de semântica, já se percebe.
Para evitar afunilar o debate, centre-se o mesmo, em primeiro lugar, sobre se há ou não necessidade de afastar a CDU da Câmara de Beja, considerada como obstáculo ao desenvolvimento da cidade e da região. A partir daqui, saber o que se deseja para a cidade. Definidos os objectivos, saber quem é que os pode por em prática.
E quem quiser participar nas soluções deverá ser claro na forma como aborda a inclusão/exclusão partidária. A Democracia não vive só dos Partidos, mas não se faz contra eles.
Impõe-se uma adenda: percebo, pelo que vou lendo e ouvindo, que poucos foram os que ouviram a entrevista com Paulo Arsénio. A questão a que este teve que responder foi: “Entre a manutenção da CDU e uma coligação com o PSD, por qual optaria?”.
Entalado entre a espada e a parede, mesmo apontando as dificuldades que a sua escolha comporta, o dirigente socialista foi frontal e politicamente incorrecto.
As escolhas editoriais que se têm seguido nunca referiram a pergunta. E avançaram pelo mato das direcções partidárias, sabendo antecipadamente qual seria a reacção.
Assim, é um debate inquinado!