Arquivo de Novembro de 2006

Ó PRA ELES

8 de Novembro de 2006

Acabo de ouvir, na Rádio Pax, um comunicado em que a Câmara Municipal de Beja dá lições (àquela estação) de deontologia e relembra os códigos de conduta dos órgãos de comunicação social.
Quando não se consegue controlar editorialmente um órgão de comunicação, fazem-se acusações e tenta-se passar a imagem de virgindade no assunto. Ora, como todos sabemos, a Câmara de Beja domina alguns órgãos de comunicação (não vale a pena mencionar, pois sabemos quais são) onde se faz propaganda das actividades das autarquias da CDU e onde não se lê uma linha que possa incomodar os senhores da Praça da República.
Quando aparece uma notícia em que as cores do clube sejam postas em causa (muito principalmente se for cor de rosa a provocação) ai Jesus que eu sou virgem e estes gajos são todos uns malandros.
Desta vez foi por causa dos cartazes colocados pela Câmara de Cuba. Amanhã será por outra coisa qualquer.
Bem fez a Radio Pax em dar voz a quem se sente discriminado.
Mal está uma Câmara que, com tantas assessorias de imprensa, faz um comunicado à boa maneira controleira.

Ler aqui.

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OÁSIS NA PLANíCIE

8 de Novembro de 2006

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foto: ricardo sousa

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foto: ricardo sousa

Curiosas imagens do Parque da Cidade, enviadas pelo Ricardo Sousa. Uma beleza rara na planície.
E o Ricardo anuncia que no Sábado, dia 11, entre as 16H e as 24H00 haverá por ali Magusto, com castanhas assadas, prova do vinho novo, linguiça assada e animação musical.
Será ali um dos oásis da planície?

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Les Jeux de l’Amour et du Hasard ….

7 de Novembro de 2006

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Uma galeria de Guy Berthier.

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COLINA DO CARMO? NÃO, OBRIGADO!

7 de Novembro de 2006

Parece que tem sido esta a campanha para angariar compradores do futuro Bairro “Colina do Carmo”, um dos ex-libris da anterior gestão camarária e que a actual herdou sem pestanejar.
Recordo que, em Janeiro, o vereador Ramalho dizia-nos que as vendas estavam a decorrer em bom ritmo, havendo já cerca de 60 intenções de aquisição. Pensando que a memória era curta, o mesmo vereador vinha em Junho repetir a lenga-lenga das vendas a bom ritmo, só que as mesmas intenções não passavam de 60. Questionei o Presidente da Câmara de Beja, em Assembleia Municipal, que informou ser aquele um “bairro problemático” e “que se fosse necessário, adquiria ali uma apartamento”, como forma de angariar mais compradores.
Chegados a Novembro ( notícia Radio Pax ) a situação mantém-se nas 60 promessas de compra/venda.
Não se entendem as razões para que as vendas não estejam já esgotadas, pois segundo o vereador Ramalho ” a zona do empreendimento da Colina do Carmo, no Bairro da Esperança, será a curto prazo, uma das mais privilegiadas da cidade“.
Vê-se!

ler também o Ireflexões

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A TRISTEZA DO S. MARTINHO BEJENSE

7 de Novembro de 2006

Por todo o Alentejo, desde aldeias a vilas, o S. Martinho é comemorado com pompa e alguma circunstância.
Feiras, festas e diversas actividades assinalam a data e o magusto invade as nossas terras.
Beja, certamente com complexos saloios, deixa passar a ocasião e assinala simbolicamente a data. Como?
Com castanhas e água-pé, pois claro!
Onde?
Na Praça da República, que é o centro da urbe.
O pior vem depois. O magusto tem lugar amanhã, quarta-feira (dia 8) num horário inconcebível: entre as 14H00 e as 17H30. Isto é, num dia normal de trabalho e em horário laboral. Como a grande parte dos cidadãos estará a trabalhar, calculo que no edifício dos paços do concelho haverá tolerância de ponto, para que a Praça não se pareça com um deserto animado por desempregados, desocupados, reformados e pensionistas (que certamente também teriam tempo para celebrar noutro dia e noutro horário).
À falta de ideias junta-se agora uma má ideia.
Cada um tem aquilo que merece.

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COISAS COMPLICADAS -2-

6 de Novembro de 2006

Certamente que, também neste caso, foi uma mente brilhante que programou o site da Câmara Municipal de Cuba de forma a que todos os seus conteúdos não possam ser reproduzidos, pois estão com “direitos reservados”.
Fui lá para transcrever o programa de um evento e respectivo cartaz, mas o censor-informático acha que os conteúdos devem ser resguardados.
Assim, não faço publicidade ao evento nem linko o site. Espero que alguém responsável por aquela casa corrija a situação.

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COISAS COMPLICADAS

6 de Novembro de 2006

Quem é que teve a ideia de cobrar 1

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UMA DÚVIDA

5 de Novembro de 2006

Quando foi a última vez que o escritor português António Lobo Antunes esteve na Biblioteca Municipal de Beja?
Obrigado pelas (eventuais) respostas.

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APAGÃO

5 de Novembro de 2006

“Várias zonas de Lisboa, litoral Centro e Norte ficaram ontem à noite sem luz devido a uma

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DOMINGO

5 de Novembro de 2006

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foto: Aleksej K

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OPOSIÇÕES E BODA CIGANA

4 de Novembro de 2006

(crónica publicada no Correio Alentejo de 3/11/2006)

“1. (…) Se um dia PS e PSD compreenderem a força dos votos que recebem nas urnas talvez a cidade e a região conheçam um novo rumo. E a oposição também.”

“2. (…) É verdade que também os ciganos têm direitos, mas não nos obriguem a abdicar dos nossos em nome de uma falsa política de inclusão social.”

1. Na minha anterior crónica, a que dei o título de “Um ano cheio de nada!” (Correio Alentejo Nº 28 – 13/10/2006), tentei abordar a actuação do executivo da Câmara Municipal de Beja no primeiro ano do mandato iniciado em Outubro de 2005. Gostaria agora de aflorar o papel da oposição durante este período, tarefa que poderá apresentar algumas dificuldades pois nem sempre é fácil escrever em causa própria, pelo que tentarei, de forma mais ou menos autónoma, analisar o exercício da oposição ao actual executivo.
Começo por afirmar que foi acertada a decisão dos 4 vereadores (3 do PS e 1 do PSD) em não aceitar pelouros. A CDU foi a força maioritária e deverá ser ela a governar os destinos do concelho. Mas com algumas limitações, como adiante se verá.
Questiona-se que papel deverão ter os vereadores da oposição.
Julgo que, em primeiro lugar, serão “fiscalizadores” da actividade do executivo e, simultaneamente, geradores de debate sobre as propostas que o município local pretenda levar a cabo. E aqui a oposição tem dois caminhos a seguir: ou faz oposição por antecipação ou fá-la por reacção. Quer isto dizer que, ou é a própria oposição a marcar o compasso da governação ou, em alternativa, ir a reboque das decisões camarárias.
Este papel não é fácil de desempenhar, pois a regularidade quinzenal das reuniões camarárias e os próprios assuntos que aí são tratados não dão margem de manobra para que a oposição possa “brilhar”. Acredito que os vereadores da oposição desconheçam a maior parte do que se vai passando na Câmara e que algumas das acções desta só cheguem ao seu conhecimento através da comunicação social.
Para além disso, a oposição não actua em bloco, PS e PSD não têm estratégias comuns, se é que algum destes Partidos tem uma estratégia enquanto força opositora à CDU na Câmara Municipal de Beja e as recentes queixas que lhes ouvimos cairão – se não caíram já – em saco roto.
A acção opositora ao executivo comunista não existiu durante este primeiro ano de mandato e foi, não se duvide, na Assembleia Municipal (AM) que se assistiu ao exercício de contraposição, quer pelas intervenções de munícipes, quer pelos representantes do PS e do PSD. Só que a aritmética não falha: a CDU detém a maioria absoluta na AM e qualquer proposta ou diploma do executivo verá sempre luz verde neste órgão, pelo que a oposição será, só, um processo de boas intenções e pouco mais.
Perguntarão, pois, alguns leitores (e eleitores): o que é que fazem os vereadores da oposição? A resposta caberá aos próprios vereadores – de que desconhecemos a maior parte das iniciativas – mas, na minha óptica, eles deveriam fazer isso mesmo: oposição ao executivo, reprovando aquilo que considerassem inútil ou prejudicial para o desenvolvimento da região e, simultaneamente, fazendo aprovar as propostas que tenham em vista o bem estar dos munícipes. Só que, como referi, a oposição não tem uma estratégia comum. Apesar da aritmética nos dizer que a oposição é maioritária.
Será, pois, com redobrado interesse que verei qual o posicionamento de PS e PSD na elaboração do Orçamento para 2007 e que propostas serão avançadas por estes dois partidos para constarem no Plano de actividades para o próximo ano.
Diz-me a experiência que algumas das sugestões da oposição serão aceites, de forma a permitir que os documentos sejam aprovados em sede de executivo, mesmo que as garantias da sua execução não passem de mais uma promessa. Tem sido assim e assim vai continuar a ser. O exercício de oposição em executivos tricolores não é faina fácil, principalmente quando se navega sem um rumo determinado e sem uma estratégia concertada. Se um dia PS e PSD compreenderem a força dos votos que recebem nas urnas talvez a cidade e a região conheçam um novo rumo. E a oposição também.

2 – A boda cigana, que teve lugar no parque de estacionamento da piscina coberta, deixou perplexos muitos bejenses, que não compreendem as razões que levaram a autarquia a autorizar a utilização daquele espaço para uma festa que, sabia-se à partida, iria originar atritos e insegurança.
Sabemos do bom acolhimento que a política de inclusão social – principalmente quando se trate de indivíduos de etnia cigana – tem por parte dos sucessivos executivos comunistas na Câmara Municipal de Beja. Conhecemos tudo o que tem sido feito – facilidades para a venda de artigos falsificados, habitação a custo zero – para que a comunidade cigana se integre na sociedade. Há, porém, uma questão a que os nossos doutos técnicos não conseguem responder: têm os ciganos vontade de se incluir numa sociedade que não respeitam e que não comunga dos seus interesses culturais?
Muitas mais perguntas se poderiam colocar, mas falar sobre a etnia cigana é quase um tabu que, normalmente, provoca o lado hipócrita daqueles que se escudam nas acusações de racismo e xenofobia aos que arriscam abordar o assunto.
É verdade que também os ciganos têm direitos, mas não nos obriguem a abdicar dos nossos em nome de uma falsa política de inclusão social.

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CENSURA?

4 de Novembro de 2006

Parece mentira, mas é mesmo verdade.
O Primeiro-Ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, proibiu os fotógrafos de registarem imagens suas visto de perfil.
Para evitar que se veja o “duplo-queixo”, os repórteres de imagem não poderão colocar-se em posição que lhes permita fotografar o “lado feio” de Kaczynski. Estas “ordens” foram veiculadas pela presidência do conselho de ministros da Polónia aos jornalistas através do “Pressamat” – uma espécie de secretaria de estado para a informação.
Já se fizeram ouvir críticas fortes a esta decisão e algumas acusações de “regresso à ditadura”, mas tal não impediu que na última conferência de imprensa Kaczynski estivesse “protegido” por uma fita delimitadora, não permitindo os fotógrafos de se aproximarem para tirar fotografias do “ângulo feio” do político polaco. Mas, mesmo assim, alguns repórteres ignoraram as ordens e furaram o cordão protector.
Retrato como o que aí está, vai ser difícil de registar na Polónia.

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foto: gero breloer/dpa

fonte: stern

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