(crónica publicada no “Correio Alentejo”, de 5/5/2006)
A Assembleia Municipal (AM) é, por lei, o órgão deliberativo do município e compete-lhe, entre outras matérias, acompanhar e apreciar a actividade da Câmara Municipal. Sob proposta da Câmara, a AM aprova também posturas e regulamentos, aprecia e vota as propostas de orçamento e as opções do plano.
Provavelmente poucos são os cidadãos interessados com o que ali se passa. As sessões da Assembleia Municipal de Beja, da qual faço parte, eleito nas listas do PSD, apesar de públicas, são pouco participadas pelo munícipes, verificando-se que o espaço dedicado a intervenções do público (primeiro ponto da ordem de trabalhos) é, normalmente, utilizado por elementos do BE, que não tem eleitos naquele órgão autárquico.
Também as posições ali assumidas pelas diferentes forças políticas (CDU, PS e PSD) que têm assento na AM raramente têm eco na comunicação social local, limitando-se esta a transcrever ou difundir moções aprovadas, sem que haja um trabalho jornalístico que leve até ao público os fundamentos porque esta ou aquela proposta é ou não aprovada. O facto de uma força política (CDU) deter a maioria absoluta naquele órgão, não significa que ali não se promova a discussão de ideias e a permuta de argumentos. Porém, tudo isto parece ficar fechado entre paredes e nas actas das sessões.
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