Abr 27 2026
Abr 26 2026
Toy
Publicado por João Espinho
Transcrevo, na íntegra, o que escreveu Né Ladeiras:
O Delírio de Grandeza no Palco do Coliseu ou Onde o Pimba Tenta Ser Pensador
“Há momentos em que o silêncio é a maior prova de inteligência mas, o Toy habituado aos palcos onde o “pôr a cerveja no congelador” é o auge da sofisticação lírica, decidiu que a gala dos Prémios Play era o local ideal para um exercício de geopolítica de tasca. Ao tentar sacudir o estigma da falta de índole intelectual da música ligeira, o cantor acabou apenas por confirmar o que muitos já suspeitavam: a distância entre uma rima pobre e um pensamento estruturado é um abismo intransponível.
O momento mais degradante da noite não foram os seus insultos de recreio escolar a figuras como Trump ou Netanyahu que, independentemente da opinião política, soaram a um populismo barato e vazio. O verdadeiro golpe de arrogância foi a forma paternalista como se referiu aos Bandidos do Cante. Chamar “rapaziada” e “rapazinhos” a um grupo que transporta a alma, a história e a dignidade do Cante Alentejano é de uma falta de noção monumental.
Enquanto os Bandidos do Cante elevam a cultura portuguesa com polifonia, raízes e uma herança reconhecida pela UNESCO, Toy continua preso a fórmulas harmónicas de três acordes e letras que mal serviriam para um anúncio de supermercado. Tratar vencedores do Festival da Canção e representantes de Portugal na Eurovisão como novatos que “precisam de se mostrar” é o último recurso de quem sabe que, perto da pureza do Alentejo, as suas músicas são aparas para deitar no lixo.
Toy tentou vender-se como um paladino da liberdade, afirmando que a “cultura é a melhor arma”. É irónico. Se a cultura fosse uma arma, o seu repertório seria uma pistola de água. Tentar enquadrar o conflito na Palestina ou a política americana entre uma entrega de prémio e um comentário jocoso com o Eduardo Madeira não é coragem alguma. É oportunismo. É o desejo desesperado de ser levado a sério por uma elite cultural que o tolera apenas como uma curiosidade folclórica e ridícula.
A verdade dói, mas precisa de ser dita. Não basta saber projectar a voz para ter algo a dizer. Comparar a profundidade artística e o enquadramento histórico dos Bandidos do Cante com o percurso de Toy é comparar um monumento nacional com um cartaz de festa de aldeia que a chuva já desbotou.
Ao tentar sair do seu quadrado, Toy só conseguiu mostrar que está no esgoto da arrogância. Menos lições de política, que desconhece, mais humildade perante quem realmente honra a música portuguesa. Talvez, em vez de se dedicar a assuntos que não domina, devesse aprender a respeitar quem, ao contrário dele, não precisa de berrar para ser ouvido.”
Abr 23 2026
Politécnico de Beja
Publicado por João Espinho
Em causa está a atuação da presidente do IPBeja, Fátima Carvalho, durante os anos de 2024 e 2025, no âmbito da constituição da Comissão de Trabalhadores deste organismo público.
O processo foi desencadeado pela apresentação de participações por parte de dois trabalhadores — um docente e outro não docente — à Inspeção-Geral de Finanças, que as remeteu para a IGEC, nas quais era solicitada «a abertura de inquérito interno para investigar as práticas de assédio moral no IPBeja, de modo a ser garantido o cumprimento integral dos direitos laborais».
Os trabalhadores queixavam-se de terem sido, ao longo de meses, «alvo de atos repetidos de descredibilização pública, intimidação e tentativas de obstrução do exercício dos seus direitos laborais por parte da jurista do IPBeja», com a «anuência» da presidente do Instituto.
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Abr 18 2026
Uma questão
Publicado por João EspinhoAbr 14 2026
Debate?
Publicado por João Espinho
Não sei o que passou pela cabeça de Pacheco Pereira em ‘desafiar’ Ventura para um debate. O tema central é interessante, e por isso assisti ao referido ‘debate’. Nada de novo foi ali dito, está tudo documentado. Costumo dizer que as feridas do PREC ainda não foram saradas. E o demagogo populista sabe disso. É-lhe indiferente tudo o que se passou durante as várias décadas do Estado Novo. Ele não sabe o que é ser chamado à DGS por na bagagem termos um exemplar da revista Spiegel onde se escrevia sobre a guerra colonial. Estávamos em 1973. Não sabe o que era ter de se sintonizar a BBC (às escondidas), onde ouvíamos as notícias sem o filtro da PIDE/DGS. A Ventura, um salazarista, só lhe interessa berrar,gritar, ser um cidadão que desrespeita a Democracia.
É verdade que o PREC quase aniquilou o 25 de Abril, e nós, aqui em Beja, ainda temos memória. Porém, debater com Ventura, é dar-lhe o palco que ele mais gosta e onde se sente mais à vontade. Ele não sabe debater, ele não passa de um idiota, o maior entre os muitos inimigos da democracia que por aí andam.
Pacheco Pereira deu-lhe tempo de antena, e ele agradeceu.
Abr 13 2026
Hungria
Publicado por João EspinhoAbr 06 2026
Indignações
Publicado por João Espinho
Li um comentário do deputado Gonçalo Valente, PSD Beja, em que este se indignava por a irregularidade (falta de cinto) estar a ser noticiada nos OCS.
Preferia que o deputado se indignasse com as guinadas à direita do PSD, sem fazer pisca-pisca, o que é muito mais grave. Enfim. Usem o cinto e façam pisca-pisca. Evitam ser multados/penalisados.
Abr 03 2026
50 anos da Constituição
Publicado por João Espinho
A aprovação da CRP contou com os votos a favor do PS, PPD, PCP, MDP/CDE, UDP e do ADIM, sendo o CDS o único partido que votou contra.
Na cerimónia comemorativa, na AR, ouviu-se o Ventura, que aproveitando os direitos e liberdades consignadas na Constituição, vomitou, como é seu hábito, um discurso repugnante. O deputado do CDS não lhe ficou atrás. E é com esta gente que o PSD faz alianças e acordos?
Enfim!









