Arquivo da Categoria ‘Intimidades’

NOCTURNA

19 de Agosto de 2004

“Quando começamos a falar do futuro, sinto uma imensa saudade do passado”.

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ENIGMA -20-

18 de Agosto de 2004

“Se eu virar do avesso o espelho onde me olho todas as manhãs, passarei a ter uma imagem diferente de mim?”

Seria um enigma, se o espelho não continuasse do avesso!

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ENIGMA -19-

17 de Agosto de 2004

“Pode ter-se saudades do que está perto?
Porque é que ainda não partiste e já sinto saudades?”

Julgo que não seja enigma. Ou talvez seja.

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NOCTURNA

14 de Agosto de 2004

Acordou-me com um “Amo-te”.
Preferia que me tivesses acordado com um beijo.

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ENIGMA -18-

13 de Agosto de 2004

“Como se pode ter a esperança de acordar uma manhã nos braços de quem se ama, se a pessoa amada não acredita na esperança?”
É um enigma que não pode ter solução.

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ENIGMA -17-

10 de Agosto de 2004

Caminhava sem destino. Em busca de nada.
Do outro lado da rua vi uma cara conhecida. Muito familiar, mesmo.
Parei para ver melhor.
Era ela. A sorrir-me. Esperei que o trânsito me deixasse atravessar a rua.
Pelo meio de nós passou um autocarro.
A publicidade “Segue o teu caminho” passou à velocidade do transporte.

Do outro lado desaparecera aquele sorriso.
Será que a mensagem publicitária me era dirigida?
Um enigma.

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ENIGMA -16-

4 de Agosto de 2004

Uma mensagem, estranha. No mínimo.

“Passei pelo café e vi-te.
Queria deixar no vidro do teu carro um papel a dizer: Je tm.
Mas não tinha caneta. Beijos”.

Porque não me mandou então um sms a dizer isso mesmo?
Há enigmas….

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NOCTURNA

2 de Agosto de 2004

“Precisava de te ter ao meu lado.
Agora.
Mas agora não estás. Ontem também não. Amanhã duvido que estejas.
És uma estrela cadente.”

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ENIGMA -15-

1 de Agosto de 2004

Não sei como será o último acto desta peça que estamos (vamos) escrevendo.
Temo que quando o pano se fechar, esteja cada um em seu palco.
Tenho a certeza que nenhum de nós estará na plateia para aplaudir o outro.

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ENIGMA -14-

31 de Julho de 2004

Estou com receio. Por mim.
Ao deixar permeabilizar-me, parece que novas cercas vou criando.
De uma repentina disponibilidade, tomo consciência de uma cada vez mais acentuada resistência.
Cada minuto que passa é uma porta que se fecha. Bem trancada.
Quase com a certeza de que nunca mais se reabrirá.
Terá mesmo que ser assim?

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ENIGMA -13-

29 de Julho de 2004

Transformam-se em estilhaços dolorosos, em pedaços de sofrimento. Os momentos desejados e constantemente adiados.
Quando, finalmente, nos reencontrarmos, ainda estaremos disponíveis?
Enigma que tarda em encontrar solução.

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ENIGMA -12-

20 de Julho de 2004

Não estarei a ficar subitamente fascinado pela paisagem que se me oferece? Serão, de facto, reais estas imagens?
O caminho é sinuoso, cheio de dificuldades. Algumas inesperadas, muitas previstas. Todas elas dolorosas. Não sei como amortecer tanto solavanco.
Procuro mudar de rumo ou continuo neste trilho? E se daqui a pouco já for tarde para mudar de rumo?
Não estou com vontade de equacionar estes enigmas.

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