Arquivo da Categoria ‘Geral’

2017 – Destaques – 3

31 de Dezembro de 2017


Um dos momentos mais marcantes (aqui na nossa terra) do ano que agora finda, foi a vitória de Paulo Arsénio nas autárquicas de 1 de Outubro.
Já aqui falei sobre o Paulo, mas não podia deixar passar este momento de balanço para escrever mais umas linhas.
Todos estarão recordados do tanto que se disse e escreveu quando o Paulo começou a ser falado como o cabeça de lista do PS à CMB. Que não era conhecido nem na rua onde residia, que não tinha peso político, que, frente a João Rocha, político com décadas de experiência autárquica, seria trucidado, humilhado, aventando-se, até, a hipótese de o PCP conseguir eleger 5 vereadores. Foi nesta ilusão que Rocha e os seus camaradas de Partido andaram durante meses a fazer campanha.
No debate na RTP3 viu-se que, afinal, o Paulo não era aquilo em que queriam acreditar. A expressão de espanto de JR foi elucidativa: “andaram a enganar-me, afinal este Paulo morde-me as canelas”. O resto já todos sabemos. O PC, ainda hoje a tentar digerir a derrota em Beja, perdeu a liderança da Câmara e Assembleia Municipal, tendo igualmente sido derrotado nas freguesias urbanas (a aliança com o PSD afinal só deu vantagens ao PS), perdendo igualmente alguns cargos em empresas/associações municipais. O mérito? De Paulo Arsénio e dos bejenses que quiseram punir o mandato de Rocha.
Este foi, indiscutivelmente, o ano de Paulo Arsénio.

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2017 – Destaques – 2

30 de Dezembro de 2017

Obviamente que 2017 ficou marcado pelas eleições autárquicas e seus resultados.
E o destaque maior vai, sem dúvidas, para os fraquíssimos, para não dizer desastrosos, resultados do Partido Comunista Português (PCP) que, mais uma vez sob a capa de uma sigla (CDU), viu perder vários feudos.
A noite da hecatombe teve expressão em municípios como Almada e Barreiro, cidades históricas do PCP em Setúbal. Castro Verde, no nosso distrito, também contrariou o lema da CDU como “grande força autárquica” e com “melhores condições” para desenvolver o seu trabalho. Perdendo a capital de distrito, assim como Moura, ao PCP resta-lhe agora mostrar “trabalho honestidade e competência” nos municípios de Cuba, Serpa, Vidigueira e Alvito.
A coisa poderia ter sido muito pior: Baleizão quase que fugia para as mãos dos socialistas, deixando perceber que o PCP já não é o “dono” dos votos dos baleizoeiros. Curiosidade nesta terra vermelha: o CDS teve mais 1 voto que o PSD.

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2017 – Destaques – 1

30 de Dezembro de 2017

Ao longo do dia, vou tentar fazer alguns destaques sobre o ano que agora termina.
Começo por Salvador Sobral. Conseguiu, contra os prognósticos (e a vontade) de muitos portugueses, vencer o Festival da Eurovisão, sem foguetes, sem coreografias, sem peneiras. “Amar pelos dois”, dizia-se, não era canção para Festival e iria levar Portugal, mais uma vez, à humilhação.
A resposta foi o resultado final. Salvador encheu o palco, arrecadou 758 pontos, sendo a candidatura mais votada pelo público (376 pontos) e pelo júri (382 pontos).
Portugal estava de parabéns. Salvador Sobral mostrou como se faz. E nós agradecemos-lhe.

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Diário do Alentejo

29 de Dezembro de 2017

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A todos os que por aqui passam

23 de Dezembro de 2017


Votos de um bom Natal.

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Diário do Alentejo

22 de Dezembro de 2017

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Objectivo: ser ministro!

22 de Dezembro de 2017

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Humilhado

22 de Dezembro de 2017

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Ana morreu

19 de Dezembro de 2017

Sobre esta notícia escreve Rui Gustavo no Expresso:

“(…) uma mulher de 85 anos foi encontrada desmaiada em casa ao lado do filho deficiente profundo que, por não poder, nunca saiu da beira da mãe e não conseguiu pedir ajuda.

Só ao fim de quatro dias é que os vizinhos do bairro do Outeiro, no Porto, estranharam a luz e a televisão sempre ligadas, a roupa por apanhar no estendal e a ausência da mulher. Ana morreu no hospital um dia depois de ter sido encontrada. O filho ainda está internado. Tinha, repito, 85 anos, vivia com o filho deficiente profundo de 57, e, pelos vistos, não era seguida, vigiada ou apoiada por qualquer instituição do Estado ou similar que, por exemplo, telefonasse lá para casa para saber se estava tudo bem. Não estava. E uma morte podia ter sido evitada. Bastava que alguém se preocupasse ou que tivesse essa obrigação. Há programas e campanhas para tratar e seguir os idosos a partir de casa com a ajuda da internet que, ao contrário do que se possa pensar, não é barata nem sequer chega a todos. A neutralidade na Saúde é de facto um mito. A qualidade de um país vê-se na forma como trata os mais velhos e a nossa está à vista.”

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Diário do Alentejo

17 de Dezembro de 2017

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Correio Alentejo

9 de Dezembro de 2017

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O regresso do interior ao discurso político

8 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho

Do artigo de Adolfo Mesquita Nunes na Visão destaco:
“(…) Quando um governo quer valorizar algo, o que promete? Quando um presidente de câmara requer apoio, de que fala? De mais milhões. Sucede que muitos milhões mal gastos não servem de muito, e muitos se perguntam no interior para onde foi tanto milhão para tão pouco resultado.”
(…)
Temos uma visão infraestrutural do progresso. A teoria é simples e diz que não há mais gente no interior porque não há mais infraestruturas. Quando um governo quer desenvolver um território, o que anuncia? Quando um presidente de câmara pede atenção, o que pede? Mais infraestruturas. Sucede que as infraestruturas não chegam para trazer pessoas e temos um interior cheio de infraestruturas, com pavilhões e piscinas e centros de congressos e rotundas e pontes e viadutos e sedes associativas, tudo isso mas sem gente.
Em terceiro lugar, porque temos uma visão municipal do interior. Não se olha para ele como um território com três ou quatro centralidades motoras, mas antes como uma federação de concelhos ou uma liga de comunidades intermunicipais. Quando um governo anuncia algo num sítio, o que faz? Apressa-se a prometer o mesmo no concelho do lado, satisfazendo as reivindicações do seu autarca.”
Leia aqui o artigo completo.

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