A direita é lixada
31 de Julho de 2018
Anda a atacar a rapaziada do Bloco. Mas, pergunto eu, quem ganha com estas súbitas* descobertas?
* desde que se começou a discutir o OE para 2019
(leia aqui)

Anda a atacar a rapaziada do Bloco. Mas, pergunto eu, quem ganha com estas súbitas* descobertas?
* desde que se começou a discutir o OE para 2019
(leia aqui)

Ricardo Robles vai deixar o cargo que ocupava na Câmara de Lisboa. A saída do vereador eleito pelo Bloco de Esquerda nas eleições autárquicas de 2017 foi anunciada pelo partido, num comunicado divulgado nesta segunda-feira. O agora ex-vereador explica a decisão com uma “opção privada” que foi “forçada por constrangimentos familiares (…)” e que se revelou “um problema político real”, aludindo assim aos investimentos imobiliários em Lisboa.
Afirmando que considerava estar limitado na intervenção como vereador, Robles comunicou no domingo ao partido que renunciaria ao cargo.

Nunca fui grande adepto do termo, até porque tenho amigos bloquistas e nenhum deles gosta de caviar ou leva uma vida que contrarie os seus ideais de uma terra sem amos. Nao conheço os princípios programáticos do BE, por isso desconheço se a prática do enriquecimento súbito é condenado pelas senhoras que mandam no colectivo bloquista. O que sei é que há espertos e oportunistas em todos os partidos e quadrantes políticos. Seguramente que este Robles é mais um, entre tantos, que soube aproveitar a ocasião, mesmo que contrariando o seu discurso anti-capitalista e anti-tudo. Já a Catarina, conivente com o negócio, terá, no futuro, que medir bem as palavras, quando levantar a voz contra estas práticas. Se não os tinha, passou a ter telhados de vidro. Vivó Caviar. Abaixo os oportunistas.

Tive uma relação de ódio/amor com “Os Maias”. De ódio, pois era uma obrigação chata, aborrecida, mas essencial para poder completar o antigo 7º ano. As páginas do livro sucediam-se, entediantes, obrigando-me a voltar para trás, continuava mas não progredia, aquilo não era um livro, era um sacrifício.
Não era pelo tamanho – parecia um livro grande – mas pela história que considerava desinteressante. Estava habituado a ler, já tinha lido livros grandes (ex. Guerra e Paz, Armagedão, etc.) mas “Os Maias” estavam a tornar-se um pesadelo.
Valeu-me, na altura, o Prof. Armando Madeira, que me ensinou a ler e a interpretar a obra. Preparou-me para o exame de 7º ano e, depois de umas férias agarrado ao livro, lá fui para o dito exame. Saí de lá com a nota de 16 valores. Fui aconselhado a pedir revisão de prova , para subir a nota, mas não o fiz. Queria encerrar o capítulo do 7º ano e não via vantagens em subir (no máximo) 1 ponto na nota. Realço que o exame de português foi sobre “Os Maias”.
Fiquei a gostar do livro, mas nunca mais pensei nele.
Anos mais tarde, já em meados da década de 1990, e quando estava na Alemanha, regressei a Eça de Queirós. Reli “Os Maias”, obviamente que com outros olhos, e o livro ficou-me marcado como sendo uma obra essencial da literatura portuguesa.
Mais recentemente, e para desenjoar de AAL (que andava a ler sofregamente), voltei a ler “Os Maias”. Tenho-o, contrariamente aos entendidos, como um grande livro.
Hoje, nas notícias, leio que “Os Maias deixam de ser de leitura obrigatória no secundário”.
Não sei qual é a racional, mas julgo que o objectivo seja que os nossos jovens deixem, simplesmente, de ler. Sim, um povo culto e letrado, é um povo perigoso. Para quê, então, obrigar os jovens a ler?.

Partindo da perspectiva de ser a única banda autorizada e apoiada pelos próprios Genesis e por Peter Gabriel, The Musical Box entregam-se pela primeira vez nos seus 25 anos de existência, a uma excitante e profunda viagem, em 3 actos pelos primeiros anos dos GENESIS, em que tocarão as músicas dos álbuns Trespass, Nursery Cryme, Foxtrot, Selling England by the Pound, The Lamb Lies Down On Broadway, A Trick of the Tail e Wind & Wuthering.
Act 1 – The Wind’s Tail – músicas de A TRICK OF THE TAIL e WIND & WUTHERING
Act 2 – Broadway Melodies – músicas de THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY – Apresentando slides originais e exclusivos
Act 3 – Before the Ordeal – músicas de TRESPASS, NURSERY CRYME, FOXTROT e Selling England by the Pound
E outras surpresas…
Aula Magna de Lisboa, nos dias 19 e 20 de Outubro de 2018
(bilhetes aqui)