Arquivo de Janeiro de 2016
Roma verga-se
27 de Janeiro de 2016O detalhe do portão
27 de Janeiro de 2016
Lei da adoção por casais gay ficou quatro dias na portaria de Belém
A Presidência da República, pela voz do assessor de imprensa José Carlos Vieira, assevera que apesar de os diplomas terem dado entrada no Palácio de Belém a 30 de dezembro “no portão exterior“, e de tal constar no documento que atesta a recepção, tal ocorreu após as 18 horas, mais precisamente, diz, “às 18.12, quando a Secretaria da Presidência que recepciona a correspondência do Presidente estava já fechada”. E, prossegue, no dia seguinte, “sendo 31 de dezembro, havia tolerância de ponto e a secretaria esteve também fechada, assim como no dia seguinte, sexta, 1 de janeiro, feriado, e no fim de semana.”
Há o detalhe do portão, o da tolerância de ponto e o do fim de semana. Vários detalhes que, parecendo pequenos, não o são.
(leia aqui)
Quem paga?
26 de Janeiro de 2016
Vítima dos seus maus resultados eleitorais, Paulo de Morais, o candidato presidencial que centrou o seu discurso no combate à corrupção, não conseguiu obter os 5% de votos necessários para pagar a campanha eleitoral com apoios do Estado (teve apenas 2,15%). Vai daí, deixou um apelo na sua página do Facebook, pedindo apoio financeiro sob a forma de donativos.
Sobre este assunto escreve Sérgio de Almeida Correia:
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“(…) e só estranhei que no pedido que fez não tivesse logo avisado os potenciais doadores de que irá recusar todos os donativos que possam vir de pessoas singulares ou colectivas que estivessem na disposição de ajudar mas que andaram a ganhar a vida emitindo pareceres, foram ou são deputados ao serviço dos grandes interesses empresariais, advogados que trabalham em grandes escritórios, gestores e administradores de empresas com grandes negociatas com o Estado, de gente que trabalhe ou tenha trabalhado para o BES, para o BPN, para o lobby dos construtores, da banca, dos laboratórios médicos, dos manuais escolares, das farmácias, das autarquias, e por aí fora. Isso teria sido coerente e consequente com o que antes defendeu.”
Como vou resolver isto?
26 de Janeiro de 2016
foto: Marcos Borga
Black and White Curves
26 de Janeiro de 2016
foto:amanda paredes
A nude captured for the sake of art and beauty is neither pornographic, offensive, nor derogatory. Nude photography is an appreciation of the human form, curves and all.
(aqui)
Retratos do Cante em Beringel
26 de Janeiro de 2016Ainda sobre hospitais
25 de Janeiro de 2016
foto: radio-pax
Outro comentário deixado aqui:
“Como em quase tudo na vida, nestes processos, a “culpa” raramente reside apenas num dos lados. Começando pela lógica dominante quando se aborda a ULSBA, que quase se resume, por um lado, a uma espécie de Norte vs Sul, versão Norte vs Baixo Alentejo, e por outro a uma lógica hospitalocentrista e sectorial.
Acontece que nem a ULSBA se resume apenas aos cuidados hospitalares, nem as expectativas dos profissionais da ULSBA devem nortear qualquer debate e análise. Porque a ULSBA, tal como qualquer organismo público, existe em função dos cidadãos e não o oposto.
Na evolução deste processo também não foi alheio um conjunto de circunstâncias que, não tenho grandes dúvidas, minaram qualquer debate e definição de defesa de uma política de Saúde para o Alentejo. É que, para além da compartimentação do debate em “O que é de Beja deverá ser sempre de Beja”, mesmo que tal nem sempre tenha sentido lógico, também se assistiu a uma compartimentação entre os interlocutores internos do debate, alheando todo um conjunto de profissionais que constitui o verdadeiro tecido da ULSBA e que, pelo caminho, passaram parte do seu tempo, mais a digladiar egos e preponderâncias do que verdadeiramente a debater, reflectir, envolver e criar.
Por isso é que hoje, perante já tantos factos e realidades constituídas, não se vislumbra a existência de uma massa crítica pensante coesa, nem tão pouco uma definição clara de um projecto de política de saúde devidamente estruturado, transparente e voltado para a sociedade.
E para isso bastará uma questão: a ULSBA, enquanto Unidade Local de Saúde, que pressupõe a existência de uma rede de cuidados de saúde articulados, funciona, efectivamente, enquanto rede verdadeiramente articulada ? Ou o que existe é uma mera gestão, também ela compartimentada, de utentes ? Onde está a função social da ULSBA, numa região a braços com uma crise profunda e sem fim à vista ?
Pelo caminho, aliena-se todo um corpo de profissionais, cuja maior parte tem suportado, com resiliência, diligência, profissionalismo e dedicação, a prestação desses cuidados, tentando contornar e compensar falhas estruturais de um sistema desadequado, frágil, por vezes arcaico, e limitado. Com resultados visíveis: a dificuldade em captar, manter e incentivar a fixação de bons profissionais, pressionando negativamente até aqueles que desejariam manter-se na região.
Pessoalmente, recuso-me a aceitar que o debate se restrinja à mera discussão do “com que vamos ficar e em que condições” e que se cinja à dignidade do Hospital de Beja e da ULSBA. Uma verdadeira política de desenvolvimento regional (e nacional) tem que ser transversal, articulada e em função daqueles que, nestas equações, raramente são tidos em conta quando, na verdade, são os que verdadeiramente contam – os cidadãos. Que, por cá, também têm a sua quota de responsabilidade na condução dos destinos da coisa pública. Que é o que significa democracia…”
Uma candidata engraçadinha
25 de Janeiro de 2016
“Podíamos arranjar uma candidata engraçadinha, mas não somos capazes de mudar” disse Jerónimo de Sousa (ler aqui)
Hospitais
25 de Janeiro de 2016Comentário deixado aqui:
Sobre este assunto já em 16 de junho de 2015 publicitei a minha posição. A saber:
“Temos vindo a assistir a um constante processo de amputação e desagregação do Hospital de Beja, numa lógica conducente a reservar-lhe um papel apenas residual na prestação de cuidados de saúde no nosso distrito. Certamente, tal situação não seria a que melhor serviria a população do Baixo Alentejo. Diz-me a minha intuição que foi algures concebida uma estratégia visando retirar financiamento à Saúde no nosso distrito. Na vertente da capitação, foi reduzida a população assistida: primeiro a do concelho de Odemira, depois os da margem esquerda do Guadiana. Na vertente da contratação de serviços produzidos, as reduções de capacidade produtiva e de qualidade resultam em menor financiamento. Na sequência das “amputações”, indaguemos se os lóbis terão força para retirar mais um concelho a norte e outro a sul. O Baixo Alentejo seria “esquartejado”, ficando apenas a zona central, para o que bastaria ter um “hospitalzinho”. Numa lamentável sucessão de irracionalidades e degradação (em que podemos classificar 2013 como o ano da capitulação), tudo sugere um “empurramento” direcionado para uma situação de factos consumados, de obsolescência e downsizing. Do nosso lado, os excessos de expectativa e “prudência” resultaram em menorização das capacidades de resistência a essa ofensiva contra o Hospital de Beja. Factos como o adiamento sine die da renovação do parque tecnológico, a redução forçada de camas, a incompreensível entrega do Hospital de Serpa à Misericórdia e a inviabilização de valências, parecem conjugar-se para que um “pequeno Hospital de Beja” antes de o ser já se configure como tal. No limite, estabelecer-se-ia uma situação comprometedora para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e acessíveis a todos os utentes do nosso distrito.
Finalmente, esclareço que considero que o projeto de construção de um Hospital Central para o Alentejo interessa consensualmente a toda a população da Região. No entanto, no meu entendimento o conteúdo funcional de tal projeto tem de ser – imprescindivelmente e desde já – compatibilizado com a qualidade dos cuidados hospitalares no distrito de Beja.
Define-se pois como necessário um novo ciclo político que inverta o caminho suicida encetado, e em que se torne possível um futuro digno para o Hospital de Beja e para a ULSBA, integrado numa estratégia regional coerente.”






