MOMENTOS DELA
3 de Agosto de 2007Em directo, aos microfones, a jornalista revela ter estado a lavar as mãos depois de arranjar o peixe para o almoço. A seguir pede uma música da Rute Marlene.
Não há memória!
(pronto, desculpem lá esta interrupção)
Em directo, aos microfones, a jornalista revela ter estado a lavar as mãos depois de arranjar o peixe para o almoço. A seguir pede uma música da Rute Marlene.
Não há memória!
(pronto, desculpem lá esta interrupção)
Apetece-me brincar.
É uma forma de desanuviar do cansaço.
Sim, estou cansado.
Das reticências, a que se seguem parágrafos entre parêntesis e tantas vezes entre aspas.
Cansado destas madrugadas em que a alvorada não traz o dia.
Desta terra de cortinados onde se escondem os olhares que espiam através de janelas opacas.
Resta-me esta enorme vontade de brincar.
Até logo.
(tags para os motores de busca: estados de espírito, a madrasta foi colhida por um comboio e sobreviveu, a virgem maria vestiu de vermelho, o meu carro está na oficina)
Sigo pela estrada mais longínqua, a dos caminhos mil vezes percorridos nas noites em que a Lua nos transforma.
O silêncio das estrelas é um bom prenúncio para começar esta madrugada.
Olho em volta, ouço cigarras e adivinho os campos secos. Tento fixar-me em mim e escrutar as raízes donde broto. Descubro onde semeei o meu coração: um terreno perfeito donde nascem as palavras que ditam o meu destino. São searas onde colho os sonhos que me saciam a alma.
A pureza do ar leva-me ao teu aroma e, no caminho, descubro os teus olhos que me fazem agitar. Ergue-se na planura uma árvore, talvez duas, cansada das sombras habitadas pelos outros.
Retorno a ti.
E é nesse trilho que me confesso, que enuncio esta paixão que traduzo em choro e clamor.
Aqui não há o oceano, não há o mar. Há sim, e só, o meu encantamento.
É nos teus braços que mergulho no despontar do novo dia. Abres os olhos de um sono profundo e ouço-te a mais bela balada ditada na singeleza das palavras que falam o Amor.
O facto de me sentir afastado de Marques Mendes, não me aproxima de Filipe Menezes. Apesar de, comparativamente, me sentir mais perto de Marques Mendes, não me parece suficiente para que lhe preste o meu apoio. Ou mesmo o meu voto.
Chegados a esta encruzilhada, restará ao militante de base, como é o meu caso, aguardar que vença o mal menor.
Mas não será com o meu voto!
Esta Praça é referida no “Saber …. a azedo“, mas não são azedas as palavras do Álvaro.
Agradecem-se os elogios e retribuem-se as vénias.