Arquivo de Março de 2005
Uma oferta!
8 de Março de 2005Talvez se ofereçam flores neste dia internacional.
Provavelmente acompanhadas de um cartãozinho.
Também há quem envie sms e mails.
Para ti, hoje, neste dia que também é teu, deixo-te estas simples palavras acompanhadas de uma fotografia, que podes interpretar como um “nó” que está bem atado, consistente, firme. Como o amor que tenho por ti.

foto: joão espinho
NA NOITE DA MULHER
8 de Março de 2005
Tim entrou no Bar e não ficou surpreendido.
Olhou em volta a tentar perceber qual daquelas dezenas de mulheres lhe poderia interessar. A maior parte estava ali só para comemorar a data, mas ele tinha a certeza que nessa noite algumas estariam disponíveis para ir festejar mais intensamente.
Dir-se-ia que umas festejavam o dia enquanto outras esperavam celebrar a noite.
Viu duas mulheres, de linhas perfeitas, com um tom levemente bronzeado, que pareciam estar num permanente segredar, alheias ao rebuliço que havia à volta.
Colocou-se ao balcão, pediu uma bebida e, sem disfarçar intenções, sorriu para as duas mulheres, que trocaram um olhar malicioso entre ambas. Uma delas, a que parecia mais velha, levantou-se, dirigiu-se ao bar, e sem rodeios convidou-o a sentar-se com elas.
Trocaram algumas palavras de apresentação e ele não foi de rodeios quando as questionou se era aquele o tipo de divertimento que esperavam naquela noite.
Já no apartamento dele, e ao som de Beyonce, a mulher que o havia convidado a fazer-lhes companhia, inicia uma dança sensual, a que a outra não resistiu, juntando-se-lhe e envolvendo-se com ela. Tim não quis ser espectador e, sem as separar, foi-se entranhando na dança. Elas começaram a despi-lo, ao que ele respondia tentando tirar-lhes também a roupa. Os corpos dos 3 misturavam-se agora, já não numa dança, mas num emaranhado voluptuoso. No quarto, Tim deixou-se levar pelo desejo daquelas duas mulheres. Que trocavam beijos e corriam as línguas pelo seus corpos. Ambas se desejavam e queriam que Tim compartilhasse aquele momento. Quase em clímax, uma delas deixa-se penetrar por Tim que, também ele, se sentia agora explodir.
Levados à loucura, tombam exaustos com os seus corpos suados.
Na manhã seguinte Tim levantou-se. E com um sorriso, olhou-se ao espelho e pensou em como teria sido bom realizar o sonho daquela noite no
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
8 de Março de 2005A ARTE
7 de Março de 2005PUBLICIDADE DA BOA!
7 de Março de 2005LIDERANçA PSD
7 de Março de 2005
Começa a chegar dentro do PSD a hora das decisões.
Também eu já comecei a tomar as minhas.
Não sei o que é a 3ª via, desconheço se a Primavera vai trazer alguma vaga de fundo e tão pouco me interessa saber quem é que vai de carro fazer a rodagem até Pombal.
Para já, sei uma coisa: entre Luís F Menezes e Marques Mendes, prefiro este.
Aguardo, porém, que Mendes esclareça algumas dúvidas.
PORTA-FACAS
6 de Março de 2005intimidade
6 de Março de 2005
foto: bernadette
Subiu apressadamente até ao apartamento. Sabia que o telefone iria tocar aquela hora e que do outro lado estaria a voz que a entusiasmava.
Ainda teve tempo para se despir e encher um copo com gin tónico. Pôs um Cd a tocar, sem saber bem porquê, pois quando iniciasse o ritual, deixaria de ouvir a música e nenhum som a perturbaria.
Quando levantou o auscultador sentiu-se preparada.
Mais uma vez ele envolvia-a com palavras ardentes.
Levou a mão até aos peitos e, em toques suaves mas firmes, foi-se deixando excitar.
Olhou em frente e viu o seu corpo espelhado na porta vidrada da lareira.
Gostou do que viu. Também o tom de voz, no outro lado da linha, se tornara mais sensual, onde os adjectivos agora eram substituídos por gestos.
Ele fazia-lhe uma visita guiada pelo seu próprio corpo.
Não quis atingir logo o clímax, mas o desejo de sentir o seu sexo explodir era muito forte.
Com a língua humedeceu os dedos, que conduziu lentamente até aos lábios genitais.
Ela ouvia agora aquilo que mais ansiava. Eram explícitos os termos que a faziam arder de desejo.
Quando deixou cair o telefone, o seu corpo vibrava de prazer e o gemido que lançou foi a forma de abafar o grito que explodiu dentro de si.
LUíS FILIPE MENEZES/BEJA
5 de Março de 2005Esteve ontem na sede PSD da Praça da República/Beja.
Terá estado casa cheia, a avaliar pelo que deixou aí escrito, em caixa de comentário, um tal @laranja.
E diz ele: “Com todas as cadeiras cheias e pessoas de pé não dei pela falta de ninguém, pelo menos daqueles militantes que, quando não estão, se sente a ausência.“.
Percebo que a minha ausência deve ter sido notada, pois doutra forma este @laranja não viria aqui à Praça às 2 e tal da manhã deixar comentários.
Obrigado, companheiro.
Mãe
4 de Março de 2005
foto: Simone Selle
Hoje era dia de passar lá por casa logo de manhã, dar-te um beijo e receber um teu.
À noite, estaríamos todos à tua volta. E o piano tocaria e ficaríamos por ali à conversa.
Hoje, era mais um daqueles dias em que te agradeceria. Por tudo.
Mas a vida é assim.
Não posso fazê-lo de viva voz. Olhar-te nos olhos e sentir a tua face de mãe.
Não fiques triste.
A flor que te ia levar ofereci-a a uma pessoa muito especial.
Acredita que foi também a pensar em ti. Sei que irias gostar.
E sei que o teu sorriso seria igual aquele que recebi em troca.
Onde quer que estejas, mãe, até logo!







