Arquivo de Dezembro de 2004

O teu olhar…

7 de Dezembro de 2004


foto: João Espinho

Distraído, passei pelo teu olhar
E fixei-me na expressão
De uns olhos dedicados.

Quando voltei a olhar
Senti a tormenta de uma emoção.

Não voltei a passar.
Porque fiquei colado
À emoção de um eterno olhar.

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Árvore de Natal (2)

6 de Dezembro de 2004

Envie-me uma fotografia da sua Árvore de Natal.
Será aqui publicada.

Esta é a árvore da Mad.

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Olhar…

6 de Dezembro de 2004


foto: João Espinho

“Os Céus estavam cegos
E a beleza perdida
Sem ter quem visse
a Vista servida

Para quê a grandeza
de todo o Universo,
sem alguém que pudesse
olha-lo num verso

Todo esse Infinito
sem fim nem começar
cabe no nosso espirito
com um simples olhar

E perdido nos céus
neste longinquo pensar
Cruzo meus olhos c

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PELOURINHO 2004 (5)

5 de Dezembro de 2004

A situação, de ouvir sons de lenhador com machado a malhar em madeira seca, colheu de surpresa a quase totalidade dos membros da Academia que naquele momento se refugiavam para uma retemperadora sesta. Muitos terão pensado tratar-se de alguém, enviado pelo senhorio das instalações, que estaria a arranjar lenha para as lareiras pois, como já aqui se disse repetidamente, o frio fez-se sentir com enorme intensidade no fim-de-semana em que se realizou a 1ª Reunião da Academia dos Republicanos Desiludidos.
Desejando que nada perturbasse o descanso dos academistas, o respectivo Presidente dirigiu-se para o local emissor dos barulhos, tentando negociar com o presumível lenhador uma outra hora para aquela tarefa. Apesar de saber que o frio iria atacar mais fortemente para as bandas da noite, era intenção do Presidente que, para a conclusão dos trabalhos, ninguém alegasse falta de sossego como escusa para participar nos respectivos ou como desculpa para decisões menos ponderadas.
Ao acercar-se do barulhento local percebeu que não se tratava de nenhum lenhador mas sim de um casal de academistas. Foi com um misto de espanto e incredulidade que perguntou:

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Momento Político (4)

4 de Dezembro de 2004

“Para já, com Santana Lopes, o PSD alienou quase tudo o que há de melhor da sociedade portuguesa. E se alguns homens generosos e competentes o acompanharam, esperando evitar o pior mas rangendo os dentes, hoje devem estar bem arrependidos por não terem resistido ao canto de sereia do poder. Que sirva de lição aos que pensam que ficar bem na televisão é suficiente para se ser um bom líder.”

Para ler aqui (Público, JMF)

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Fim de semana

3 de Dezembro de 2004

… para me dedicar, também, a olhar e a fotografar olhos. Uma vertente do retrato que tenho explorado pouco. Vamos ver o que se arranja.
Bom fim de semana a todos.

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A CRÓNICA (2)

3 de Dezembro de 2004

Ouvi há pouco, na Radio Pax, a reacção de José Raúl dos Santos à minha crónica de hoje. Gostaria de a poder aqui publicar. Como me pareceu que a mesma foi lida, talvez não seja difícil fazerem chegar-me à mão o referido documento. Há alguém em Ourique que leia o Praça da República?

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3 Adoráveis

3 de Dezembro de 2004

Elas dizem ali ao lado que o Robbie é uma adoração, que faz todo o sentido e não sei que mais.
Respeitando alguma proporcionalidade, a gente aqui diz que adora estas 3 raparigas, que elas até se sabem produzir e tal e tal.
Não é rapazes?


Britney, Madonna e C.Aguilera

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A crónica

3 de Dezembro de 2004

transmitida hoje, pode ser lida também no Notícias Alentejo e é notícia na Radio Pax.

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Momento Político (3)

3 de Dezembro de 2004

Já percebemos que nesta coisa da dissolução da Assembleia há muita coisa por esclarecer.
Habituados que estávamos às indecisões do Presidente da República, estranha-se este súbito impulso em provocar a queda do Governo.
Alguém conhece as razões objectivas do PR?
Ou serão razões subjectivas?
Continuamos a aguardar o discurso do Presidente.

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CRÓNICA RADIO PAX (3/12)

3 de Dezembro de 2004

Por motivos vários, estive ausente deste espaço durante 3 semanas, tempo suficiente para que muita coisa tivesse acontecido e que não quero deixar passar em branco.
Tivemos um congresso do PSD no qual a única novidade foi ver alguns militantes social-democratas, outrora fortes opositores de Santana Lopes, serem agora fiéis seguidores do santanismo, esquecendo as cobras e lagartos que disseram do senhor. Já estamos habituados: nesta coisa da política a vergonha é pouca e raros são aqueles que conseguem, com humildade, ser coerentes com os seus pensamentos e comportamentos. O Congresso serviu para ratificar uma decisão oligárquica e o debate de ideias foi mandado à fava, pois o que interessa é pensar nos interesses próprios e quem quiser (os outros) que se preocupe com o País. Algumas vozes ainda se manifestaram contra este estado de coisas, mas pouco havia a fazer. Não se toca nem belisca num Presidente de partido que, por acaso, chegou a 1º Ministro. Sem dúvidas que este é o pior PSD a vir ao de cima. Mas tenho esperanças que seja doença passageira.
Em campo oposto, mas com prática idêntica, o Comité Central do PCP nomeou Jerónimo de Sousa para substituir Carvalhas e os congressistas nem pestanejaram. Mesmo com voto secreto, há uma fé inabalável e não se vislumbra que os comunistas acompanhem, num futuro próximo, a evolução dos tempos e do Mundo. Ao PCP não interessam os resultados eleitorais. O que interessa é o marxismo-leninismo, o operariado e a luta de classes e pouco importância tem se estes desígnios tenham a ver ou alguma coisa digam aos portugueses.
Por fim, e permitam-me que acrescente finalmente, percebeu-se que o Governo de Santana Lopes sofria de várias fragilidades, não inspirava confiança e que, apesar da sua legitimidade formal, o mesmo dava mostras de uma certa inaptidão para continuar algumas das políticas iniciadas por Durão Barroso.
Podemos agora andar à procura das razões que levaram o Presidente da República a decidir-se pela dissolução do Parlamento, e à hora em que escrevo esta crónica desconheço essas mesmas razões, podemos tentar endossar culpas para este e para aquele mas, deixem-me que vos diga, não terei dúvidas que o novel Comissário Europeu terá que arcar com o ónus daquilo a que chegámos. A forma como entregou, de forma dinástica, a presidência do Partido e consequentemente o Governo a Santana Lopes, não augurava um futuro sorridente. Apesar de considerar ser o PSD o partido que melhores quadros tem para proceder a reformas e por isso o mais apto para a governação, não acreditei que a sucessão fosse a melhor metodologia para prosseguir o caminho traçado pelo governo liderado por Barroso. O resultado aí está. À crise económica junta-se a crise política e, mais uma vez, Portugal vai ficar parado, vai atrasar-se na Europa e não se vislumbra que possa tão cedo enveredar pelos caminhos do progresso e desenvolvimento.
O que aí vem não vai ser bom e lá teremos, mais uma vez, que apertar cintos e passar dificuldades.
A classe política, como escreveu Cavaco Silva, precisa reformar-se. Para que os bons políticos substituam os maus. Desejo que não demore muito tempo.

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Hoje

2 de Dezembro de 2004

… foi dia de escrever cartas, cartões de Boas Festas, comunicar com quem está longe e saber daqueles que há muito não vejo.
É bom ter amigos!

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