Arquivo de Julho de 2004
ALANDROAL – ENCONTRO DE BLOGS – FOTO2
4 de Julho de 2004ALANDROAL – ENCONTRO DE BLOGS – FOTO1
4 de Julho de 2004ENIGMA -6-
4 de Julho de 2004ENIGMA -5-
3 de Julho de 2004CRISTIANO RONALDO – O MAIS VISITADO
3 de Julho de 2004Esta Praça tem sido muito visitada desde que aqui se falou em Cristiano Ronaldo.
Algumas fãs já aqui deixaram as suas emoções.
Reparem:
“Cristiano Ronaldo,amo-te do fundo do coracao,gostava que no final do euro fizesses uma visita a Covilha e desses sessao de autografos,pensa nisso.
Beijos,
Ana”
E mais esta, de uma cidadã bósnia a residir em Frankfurt:
“cristiano I LOVE YOU FOREVER !!!!!! KISSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS”.
Bem. Só esperamos que amanhã o Cristiano demonstre o valor que tem e corresponda a estas paixões.
Aí ficam duas fotos do Cristiano Ronaldo.


fotos: uk.sports.yahoo
CÉLIA -22-
2 de Julho de 2004Disse-lhe que não a poderia ir buscar ao aeroporto.
Sabia que, finalmente, me iria contar todas as suas desgraças na relação que mantivera durante quase uma década com Jin Li.
Já uma vez tentara explicar-me as razões de uma discussão. Por causa das festividades do Ano Novo. Dizia-me ela que achava interessantíssimo comemorar a primeira Lua Cheia do Ano. Mas já não suportava que essa comemoração tivesse a duração de 15 dias. Percebi na altura que o momento da ruptura tinha chegado.
E que, mais tarde ou mais cedo, eu estaria envolvido em percursos de compromisso.
Abandonar a ideia do aeroporto foi pois a minha defesa.
Com a certeza de que se tratava de um adiamento.
Não tardou muito.
Quando me bateu à porta, disse-me: “É só por umas horas. Quero despedir-me de ti”.
Conheço Célia suficientemente bem para saber que as suas despedidas têm o exacto valor de um “Olá”.
Desta vez também não me enganei.
ENIGMA -4-
2 de Julho de 2004CAPITAL DA BLOGOSFERA
2 de Julho de 2004A BLOGOSFERA de expressão lusa terá o Alandroal como sua capital, amanhã, Sábado, dia 3, quando alguns bloggers se sentarem para discutir e reflectir sobre esta nova forma de comunicar.
Eu lá estarei para, entre coisas, dizer:
“Parece-me que faz cada vez menos sentido falar em blogs locais ou de província.
No entanto, também me parece que os blogs editados a partir da província poderão ter um papel importante junto das comunidades locais, servindo como uma plataforma de debate e discussão que os meios de comunicação social locais não conseguem ou não podem desempenhar.”
O encontro/debate é às 15H00, no recinto da ExpoGuadiana.
O Al androal organiza.
CRÓNICA RÁDIO PAX
2 de Julho de 2004A escolha de Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia desencadeou no nosso País uma série de reacções negativas quando, a meu ver, Portugal deveria estar orgulhoso de ter um seu Primeiro-Ministro a desempenhar as mais altas funções no seio da União Europeia.
A maior parte dessas reacções deve-se, sem dúvidas, a motivações puramente partidárias e com intuitos puramente eleitoralistas.
Vejamos: quando Durão Barroso negociava a ida de António Vitorino para a Presidência da Comissão Europeia, havia quem dissesse que o Primeiro-ministro não estaria a dar todo o seu empenho para que o socialista fosse desempenhar tão alto, honroso e digno cargo.
No momento em que é o próprio Durão Barroso a ser nomeado, o cargo deixa de ter valor, já não tem valia para os interesses nacionais.
Que falta de coerência.
Comandada pelos panfletários bloquistas, a oposição começou a exigir eleições antecipadas, fazendo pressões sobre o Presidente da República através da convocação de manifestações à porta do palácio presidencial e provocando uma algazarra no País, como se aqui se vivesse nalguma ditadura ou onde as instituições democráticas não funcionassem.
Se fossem esses os senhores a determinar os destinos do País, certamente que as manifestações estariam proibidas e a democracia seria uma miragem. Por muitas roupagens que queira vestir, o Bloco de Esquerda convive mal com a Democracia e a sua política não passa do “estar sempre contra”.
As razões que levam a oposição a reclamar por eleições antecipadas só têm um fundamento: os resultados das europeias do passado dia 13 de Junho. Tivesse a coligação ganho as eleições e a oposição nem queria ouvir falar em antecipadas.
Adiante!
A sucessão de Durão Barroso dentro do PSD parece, pois, ser a matéria que agora mais interessa tratar, pois dela vai depender a indicação do futuro Primeiro-Ministro. Isto, caso o Presidente da República, como espero, não venha a convocar as eleições agora reclamadas pela oposição.
O PSD é um Partido democrático e não passará pela cabeça de ninguém que os seus militantes se limitem a ser os yes-men das decisões das cúpulas do Partido.
Coabitam no PSD várias sensibilidades e formas de estar. (Não são os Congressos do PSD os únicos que podem trazer alguma novidade à vida política nacional?)
É por demais evidente que cabe agora ao PSD o bom senso de propor ao Presidente da República uma solução de continuidade. O PSD foi o Partido mais votado nas últimas eleições legislativas, o equilíbrio de forças na Assembleia da República não foi alterado, pelo que só tem cabimento que seja o PSD a formar o novo governo.
Tal como a solução que o Presidente da República vai encontrar para resolver a crise política, também a solução que for encontrada dentro do PSD não será do agrado de todos os sociais-democratas. Ainda bem que assim é! É sinal de que vivemos em democracia.
Não necessito de repetir aqui que não sou santanista, que nada tenho a ver com o seu suposto populismo e nada me garante que Santana Lopes venha a ser o Primeiro-Ministro de que Portugal necessite. Preferia que a sucessão de Durão Barroso se fizesse em Congresso Extraordinário e que o novo líder social-democrata fosse então indigitado Primeiro-Ministro. Mas esta seria uma visão puramente partidária.
O País não pode ficar à espera e pendente de um congresso que, na melhor das hipóteses, só se viria a realizar em Outubro, ocasião em que o Governo deve ter pronto o Orçamento de Estado e as Grandes Opções para 2005 preparadas para serem discutidas na Assembleia da República.
Por isso, e aqui distancio-me das posições que algum baronato social-democrata vem declarando, a sucessão mais natural dentro do PSD estará encontrada, se o seu primeiro vice-presidente assumir as funções de Presidente. Sendo uma teoria de difícil execução, estas funções não são obrigatoriamente coincidentes com as de Primeiro-Ministro. Tenho, no entanto, confiança que os órgãos do PSD saberão encontrar a melhor solução para a crise que agora se vive.
Com uma certeza: seja ela qual for, será sempre julgada pelos portugueses em actos eleitorais, em eleições livres e democráticas, e não em pseudo-manifestações de intuitos pouco claros.
Eu também cá estarei para fazer o meu julgamento.
crónica igualmente publicada no Notícias Alentejo.
“O FANTASMA DE YASHIN” – UMA RESPOSTA
1 de Julho de 2004Este artigo de Joaquim Letria:
mereceu a seguinte reacção do meu amigo Luís Vaz, que aqui transcrevo:
“Caro Joaquim Letria,
Há sempre uma primeira vez. Neste caso, o lugar comum aplica-se a este meu
acto compulsivo de reagir às opiniões de um profissional da comunicação
social. Ainda por cima você, por quem nutro respeito pelo muito que deu a
este País, fornecendo-lhe coordenadas para que aprendesse a reflectir
opinando e a não reflectir ecoando. (Aliás, custa-me ver o seu talento
esbanjado ao serviço de um pasquim sensacionalista; merecia, merecemos,
muito mais do ponto de vista de credibilidade madiática).
Tudo isto a propósito da sua crónica de hoje, sob o título acima, num diário
sensacionalista.
Você acha mesmo que o Eusébio deu a Ricardo um segredo bem guardado sobre a
teoria da defesa de penaltis? Ignora que este é um dos maiores lugares
comuns da escola de um guarda redes? Não se deu conta das palavras comedidas
de Ricardo sobre aquele episódio, em que apenas referiu que “de facto, o
Eusébio estava um pouco agitado e que ele lhe pediu calma, porque, em
momentos daqueles, o jogador precisa de concentração absoluta”? Não se
apercebeu das atitudes patéticas de Eusébio ao invadir o terreno de jogo
(estaria credenciado para isso?…), correr teatralmente para o atleta que
nos representava naquele momento crucial, de toalha enrolada num braço (o
que só terá sido percebido por alguns; eu pensei que ele se lesionara na
corrida), e ajoelhar-se a beijar a relva. Crê que grandes jogadores do
passado como Pelé, Di Stefano, Puskas, Cruift, Beckenbauer,… se prestariam
a tal pantomima?
Sabemos que Portugal deve bastante à figura de Eusébio. Se foi ou não o
melhor jogador português de sempre, é matéria de intensa e não conclusiva
controvérsia. Em qualquer caso, o Estado devia proporcionar-lhe meios de
subsistência que preservassem a sua imagem de espetáculos degradantes e
terceiro-mundistas como aquele, e da necessidade de protagonismos na linha
dos actos eleitorais do seu clube, nos quais mantém uma atitude prudente até
descortinar o “cavalo” vencedor e, só então, apostar de forma espalhafatosa
de molde a recolher algumas migalhas que, porventura, lhe são necessárias,
mas que o diminuem como Homem e como mito.
A glorificação de Eusébio acerca daquele momento, é um cruel esvanescimento
de um momento único do Homem que, naquela noite, terá vivido o momento de
glória da sua vida desportiva: Ricardo.
Espero voltar a lê-lo, ouvi-lo, vê-lo, em media mais adequada ao seu
talento. Sem que tenha necessidade de parecer o Eusébio.
Creia-me, com admiração,
L.S.Vaz”
MOMENTO POLíTICO – UM ESCLARECIMENTO
1 de Julho de 2004ALGUNS leitores, mas principalmente quem comigo priva, perguntam-me se nada escrevo sobre a actual situação política.
Quero esclarecer o seguinte:
1. Não sou obrigado a falar sobre tudo e sobre todos;
2. Sim, tenho opinião;
3. Reservo a divulgação dessa minha opinião para a crónica que habitualmente é emitida às 6ªs feiras, na Rádio Pax.
Por isso, ao leitor anónimo que me enviou um mail com “piropos”, posso dizer que, pelo facto de eu ser militante do PSD, nada me inibe de ter e divulgar a minha opinião. Mas só o faço quando e onde o entender.
Percebido?
(e agora vá comprar o prontuário para não escrever tantos erros)




