Arquivo de Abril de 2004

OUGUELA

10 de Abril de 2004

Vem no mapa. É Alentejo.
O Alentejo do interior que não se quer escondido.
E que nos vem fazer companhia.

“Um dia, a nossa aldeia vai voltar a ter vida e vai ficar ainda mais bonita!….”

Ouguela tem vida. E está aqui.

Vamos visitá-la?

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T-SHIRT ENTREGUE

10 de Abril de 2004

Pontualmente. Ou não estivessemos no Alentejo, onde o tempo tem outra dimensão.
A reportagem pode ser lida no Noites Alentejanas.
Aqui fica o registo fotográfico do evento.
Agora, adivinhem quem é quem…..

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T-SHIRT NOITES ALENTEJANAS

9 de Abril de 2004

O NOITES ALENTEJANAS instituiu um prémio para o seu 1000º visitante. Prémio que foi ganho ex-aequo pelos Rhinobreath e João N. Ao Praça da República foi atribuída uma menção honrosa.
E qual será o prémio? Nada mais nada menos que uma T-Shirt. Mas não é uma camisola qualquer. Tem o URL do Noites Alentejanas e a reprodução de uma fotografia do Nicola Di Nunzio.
A entrega do prémio terá lugar Sábado, dia 10/4, pelas 11H00.
Onde? Pois claro – na Galeria do Di Nunzio (Rua Dr.Aresta Branco, nº20-Beja). Com a presença do reputado fotógrafo.
Quem quiser, apareça! Aproveita para conhecer a única galeria de arte existente em Beja.
A blogosfera tem destas coisas.
Aqui fica o logo da camisola:

criação: Noites Alentejanas sobre foto de Nicola Di Nunzio

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CRÓNICA RÁDIO PAX (II)

9 de Abril de 2004

A crónica que foi emitida hoje na Rádio Pax teve 2 notas. Apresento-as aqui em separado.

II – DISTRIBUIçÃO DAS LISTAS TELEFÓNICAS

A segunda nota é para me referir, como já o fiz há anos aqui neste mesmo espaço, à forma como são distribuídas as listas telefónicas pelos lares do meu bairro.
Quem o faz, não sabe o que está a fazer e muito menos tem a noção do que são boas práticas ambientais.
Da forma como as listas são distribuídas

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Crónica radio Pax

9 de Abril de 2004

BOLETIM MUNICIPAL

Não sei se repararam no último Boletim Municipal, órgão de comunicação que a autarquia bejense distribui gratuitamente.
Apesar do seu novo formato, aquele Boletim continua a ser o veículo de propaganda das obras encomendadas e feitas pela Câmara de Beja.
Porém, o mais recente número, serve para outras coisas.
Então não é que o Presidente da Câmara de Beja usa as páginas daquele Boletim, que é suportado pelo erário público, portanto por todos nós, para responder a um artigo publicado no Diário do Alentejo?
Não teria sido preferível que o tivesse feito nas páginas daquele semanário regional, como mandam as regras e dita a ética?
Só espero que tenha havido um engano e que aquele artigo tenha sido erradamente paginado no Boletim Municipal.
Caso contrário, muito mal anda o Presidente da Câmara ao utilizar as páginas do Boletim Municipal para escrever cartas aos leitores do Diário do Alentejo.

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PÁSCOA

8 de Abril de 2004

A Páscoa, a maior festa do cristianismo, é um tempo de libertação.
“Peseach” é a passagem da escravidão para a liberdade.
Deveria ser um tempo de reflexão.
(mais…)

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IMAGENS ROUBADAS

7 de Abril de 2004

Vou vendo na blogosfera muitas imagens. De quadros e fotografias. Algumas destas imagens são de consagrados autores.
Outras são de simples amantes da arte de reproduzir o olhar.

foto:João Espinho
(mais…)

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SO IST DAS LEBEN!

5 de Abril de 2004

Sabia que ela tinha o gosto da escrita. E pela Literatura. Que já havia publicado algumas letras, em forma de estudos – ou ensaios, quando ainda frequentava a Faculdade de Letras. Foi aqui que a conheci. Ou melhor, foi na Universidade que a reconheci.
Sempre lhe apreciara as formas e o pisar elegante nas passadeiras da praia. Era então uma jovem com ar rural, mas percebiam-se-lhe intenções urbanas.

Quando a reencontro nas aulas de Introdução aos Estudos Linguísticos, destacava-se por cuidar da pele e dar retoques na pintura, isto perante o plenário, que eram as nossas aulas na Universidade. Nada a incomodava, muito menos as permanentes citações a Saussure, sim o Ferdinand, que nos dava cabo da cabeça. Tal como ela.
Curiosamente, as suas notas nos testes suplantavam largamente a média geral (que já era bastante alta).
Foi numa aflição em Alemão que ela se socorreu de mim.
Fizemos logo um contrato: os trabalhos de Língua Alemã (em grupo, pois claro) seria eu a fazê-los. Escreveria o seu nome como tendo participado na elaboração da tarefa.
Em troca, o meu nome constaria nas aflições das Literaturas.
Com esta estratégia, víamo-nos com menos frequência.
Era por vezes o comboio que me trazia para o Sul, e a ela mais para sul ainda, o local onde fazíamos um balanço da semana.
Os tempos correram – fugiram!
Eu virei-me para o lado que me dava mais conforto e ela desapareceu.
Foi com grande surpresa que, há dias, lhe reconheci o perfume, uma mistura de eucalipto e pinheiro.
Teria voltado às origens?
Sem tocar no açúcar do café que estava na sua frente, desenrolou a sua vida, mexendo porém a colher, como se esse movimento fosse o espelho da sua vida.
Reconhecemo-nos em vários pormenores.
Eu, no entanto, fiquei boquiaberto quando me descreveu a sua actividade de assessora da administração de uma grande empresa…alemã. E que estava a residir na grande metrópole berlinense.
Não lhe perguntei, mas certamente que guarda carinhosa e agradecidamente cópias dos trabalhos (em grupo) que fizemos na Faculdade.
So ist das Leben!

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A AMIGA

4 de Abril de 2004

Desde que a conheci, sempre assim foi. Inconstante. Imprevisível.
Saltava de compromisso em compromisso.
Isso obrigava-a a ir de mesa em mesa, de café em café.
O primeiro emprego também não a segurou. O segundo não sei se ainda o mantém.

Depois, com o tempo, corria pela noite à procura de um desconhecido que lhe oferecesse um ombro, um carinho ou, como ela dizia, uma malícia (tinha algo a ver com carícia, mas era diferente).
Nunca encontrou ninguém à sua medida.
Os obstáculos que criava, faziam-na fugir. Mas a culpa não era dela.
Com o aparecimento dos telemóveis, a amiga ficou ainda mais estranha. As mensagens, os toques, a permanente solicitação para novos encontros.
Enquanto trabalhava, era-lhe proibido andar no frenesim das chamadas, mas descobriu a forma de, durante essas horas, estar em contacto com o seu mundo. Colocava discretamente o aparelho entre os seios, em modo de vibração, e assim ela vibrava à chegada de cada mensagem ou toque não atendido. Sentia-se feliz, vibrava, porque sabia haver alguém a pensar nela.
Agora, soma as vibrações aos contactos com os messengers na net. Comprou, ou pediu emprestada, uma webcam. Vive refugiada nas vibrações de um smile, de um kiss ou de uma rosa que lhe oferecem.
Liga e desliga! E sempre que sabe que estou por ali perto, com receio que a veja, desliga-se. Desconhece as tecnologias. E volta a ligar-se.
E eu sento-me a olhar a sua fotografia, com pena de a ver pendurada numa linha.
Todos temos uma linha. A da amiga é assim.

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ARRUMAR A CASA

3 de Abril de 2004

Como podem verificar, a casa ainda está sem mobiliário. Tem o frigorífico ligado – sinal que há corrente nas tomadas – e a única lâmpada que está a funcionar é mesmo e só a do frigorífico.

Tudo o resto está ainda na casa antiga. Estou à espera da ajuda preciosa do dono do imóvel, pois só ele é que tem as chaves das portas das diversas assoalhadas.
Esta fase de não estar num lado nem no outro tem as suas complicações.
Ontem à noite, por exemplo, quis convidar uma companhia agradável para vir tomar um chá de ervas galegas mas, como era de esperar, não tinha chávenas disponíveis. Ainda fiz a proposta de virmos para esta casa, mas aí a coisa tornava-se complicada, pois aqui ainda não tenho água.
E não sei fazer chá sem água.
Ficámos pela casa antiga, mas com um certo desconforto.
Decidimos então ir dar uma volta, a ver a nocturna bejense.
Desinteressante. Morta. É assim a cidade em tempo de férias.
Vamos então deitar, foi o que dissemos!
A meio do caminho expliquei que não sabia onde tinha a cama.
Se na casa velha se na nova.
Ah! E os lençóis?
E….
Acabámos por ver nascer o Sol junto ao Cemitério.
Era por ali que passaria a “boleia” da minha companhia.
Desconfio que nunca mais aceitará um convite para beber chá comigo.

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A IMAGEM DE GUTERRES

2 de Abril de 2004

Apesar de nos encontrarmos a 2 anos de distância das eleições presidenciais, este assunto tem feito as primeiras páginas de muitos órgãos de comunicação social e servido de tema para analistas e publicadores de opinião fazerem as suas apostas e conjecturas.

Para nós, cidadãos comuns, a questão não deveria merecer mais do que meio minuto de atenção, numa altura em que, nos diversos quadrantes políticos, se vão posicionando os possíveis candidatos a candidatos, parecendo que é à direita que se virão a disputar as primárias presidenciais.

Para a esquerda, o folclore será sempre o mesmo. Será candidato da esquerda aquele que o Partido Socialista apresentar, tendo os restantes partidos que engolir os sapos que lhes forem oferecidos pelo partido da rosa.
Não tendo o PS muito por onde escolher, as atenções recaem, obviamente, na figura do ex-primeiro ministro António Guterres.
Para tal, é necessário branquear a sua imagem, para que ele apareça aos olhos dos portugueses como alguém que pode salvar o País, que poderá trazer um novo alento e esperança às gentes lusas.
Por isso, e de forma pouco inocente, o patriarca da família socialista convidou-o para a Casa Museu João Soares, em Leiria, onde lhe deu a oportunidade para, utilizando uma linguagem popular, “se começar a limpar”.
Vai daí, o nosso engenheiro, começou a tentar explicar porque abandonou a governação do País. Isto é, António Guterres toma o ponto de chegada como o ponto de partida da sua trajectória política. Para trás, nada existiu. A fase das inaugurações e do sucesso herdado, essas, virão a seguir, com fotografias da Ponte Vasco da Gama e da Expo 98, como se de obras suas se tratassem.
Agora, interessa iludir os portugueses. Segundo as suas palavras, na noite da fuga, Guterres chegou à conclusão que “não existiam condições para executar o projecto em que acreditava”.
E que projecto era esse?
Com a devida vénia, transcrevo o que escreveu um amigo meu no seu espaço na Internet:
“Guterres compreendeu que nunca haveria condições para executar um projecto que consistia basicamente em aumentar a despesa pública todos os anos para satisfazer as promessas que alegremente ia espalhando pela Lusitânia, ao sabor das sondagens. Guterres nunca reformou. O método guterreano para resolver os problemas tinha duas fases: 1º Criar um Instituto; 2º Atirar-lhe dinheiro para cima”.
Estaremos pois atentos às tentativas de fazer de Guterres uma figura angelical e que lhe vão embelezar os caminhos que levam ao Palácio de Belém. Cá estaremos para ver.

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NOVA ERA

2 de Abril de 2004

O Praça da República entra numa nova Era!

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