Jun 20 2017

Sem propriedade não há limpeza

Publicado por João Espinho

Escreve um leitor: “O Sr. Paulo Nascimento focou um aspecto muito importante. Diria que estão ai enumerados 50% dos problemas.

Outra grande parte do problema é o parcelário. Continua sem ser feito, sem previsões para estar concluído e com multas constantes da CE.
A grosso modo, de Castelo Branco para cima, ninguém sabe quanto é, de quem é, desde quando é a propriedade dos terrenos.
E sem propriedade não há limpeza, não há obrigatoriedade de nada, não há responsabilidade de ninguém. A floresta fica 9 meses em auto-gestão, sem zelo algum.
No rescaldo do incêndio começa o levantar mútuo de dedos acusatórios.
Começam as chuvas, o assunto fica novamente na gaveta. Há anos que isto é assim. Um autêntico ciclo vicioso que se propaga há anos.
Porque? o partido que se atrever a mexer nisso vai ficar muitos anos sem se sentar no cadeirão. Vai haver muita expropriação, muito usucapião, muita reivindicação de posse… etc. Um caos jurídico.

Outro aspecto que importa mencionar são as constantes negociatas dos meios aéreos. E não me venham com a FA que isso é para encher parangonas de jornais. Falo sim em cadernos de encargos completamente ignorados sem penalizações, horas extras não negociadas e pagas a peso de ouro, horas não executadas pagas na mesma, contratação de pilotos sem habilitações e sem pronunciarem uma palavra de português.
Centralização estúpida e sem nexo nenhum da protecção civil em tudo e mais alguma coisa… enfim às vezes pergunto-me como é que não arde mesmo mais área.”

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Jun 19 2017

De que bombeiros precisamos?

Publicado por João Espinho

O Paulo Nascimento deixou, em comentário, a seguinte questão:
Num país de risco elevado, e com muitos e violentos incêndios todos os anos, como é que a esmagadora maioria dos bombeiros são voluntários ?

E adianta a alternativa:

“Criar uma força de Bombeiros à imagem das outra forças de segurança, tal como a PSP, GNR e Forças Armadas com presença alargada em todo o território nacional.
Assumir a nível central a responsabilidade dessa força de Bombeiros profissionais e retirar o fardo financeiro e administrativo das câmaras municipais, com um comando militarizado ou semelhante a nível nacional.
Integrar ou extinguir nessa estrutura as unidades de bombeiros existentes noutras estruturas , GIPS da GNR, FEB (força especial de bombeiros).
Alargar o serviço de INEM a todo o país com mais homens e meios próprios tal como a PSP ou GNR e retirar essa responsabilidade aos bombeiros voluntários ( eu sei que isto tem implicações económicas negativas para essas corporações).
Colocar a Proteção Civil no seu devido lugar, como estrutura de apoio e não como unidade de comando dos bombeiros.
Esta estrutura nacional de bombeiros profissionais só atuaria em casos de emergência, deixando as corporações de bombeiros voluntários com os serviços não urgentes, (consultas, transportes de doentes.. etc …) e como apoio aos bombeiros nacionais.
Uma estrutura destas teria um nível de formação e prontidão incomparavelmente superior ao que existe hoje, tal como acontece nos países desenvolvidos.
Esta aberração nacional de dependermos quase em exclusivo de voluntários tem de acabar. Com a crise recente, muitas corporações quase fecharam portas porque perderam muitos dos seus efetivos para a emigração, muitos deles com altos níveis de formação como bombeiros.
Ainda hoje existem muitas corporações em dificuldades por falta de efetivos, como por exemplo Mértola , situada numa zona crítica, e que ao que sei têm apenas dois motoristas com carta de pesados, ou tinha até há bem pouco tempo.
A isto se juntam os cortes nos orçamentos e nas receitas das corporações voluntárias que levaram muitas das quais a uma situação de rutura e que só não fecham porque as câmaras as seguram in extremis.
Sou bombeiro voluntário há 25 anos, tenho as formações em dia, mas como voluntário tenho de conjugar com a minha atividade profissional, no dia em que não conseguir, terei de escolher entre os bombeiros e a minha profissão, e tal como muitos deixarei de ser bombeiro, por muito que me custe.
E como voluntário, sou o primeiro a reconhecer que faz falta uma estrutura profissional em todo o país, e não apenas nas cidades ricas que podem pagar bombeiros sapadores, E como eu muitos voluntários dirão o mesmo.”

foto daqui

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Jun 19 2017

Diário do Alentejo

Publicado por João Espinho

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Jun 18 2017

O discurso vai ser o mesmo

Publicado por João Espinho

Há uma notória incapacidade para acabar com a saga anual dos incêndios. E ninguém é responsabilizado. Um país de incendiários? E os outros? Neste momento só nos resta ser solidários com os Bombeiros e seus familiares. E exigir medidas efectivas para prever a anual calamidade.

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Jun 17 2017

Beja – as mentalidades não mudam

Publicado por João Espinho


foto: joão espinho
Comentou um leitor:
“Concordo com muito do que aqui está dito, não concordo com o todo.
Dizer que Beja e o Baixo Alentejo “já estão mais que servidos”, entendo que de estradas e transportes, sugerir inclusive que se tapem autoestradas, parece-me um tanto exagerado. No presente, não temos autoestradas que nos sirvam directamente, por isso é impossível ver nelas, as inexistentes, qualquer circulação; a ferrovia é obsoleta e desajustada das novas realidades; o avião (aeroporto) é um elefante branco que de nada nos serve, precisamente por ser, pomposamente, um Aeroporto Internacional. Vem também uma sugestão comparativa com Trás-os-Montes. Se recuarmos 40 anos, estávamos melhor, mas hoje, comparar Beja com as suas administrativamente iguais Vila Real e Bragança, ficamos mal colocados. Acrescente.se também Chaves, embora com menos diferença. O Trás-os-Montes do Marão (para cá do Marão mandam os que cá estão) já passou. A última fronteira foi eliminada com a abertura do túnel, como devido. Hoje a acessibilidade é total.
Quanto ao restante do comentário, subscrevo. Está aí o cerne do estado a que chegámos. O mais aflitivo é que as mentalidades não mudam, sinto até que se agravam.
Para terminar, só me resta dizer que o pretendido é que se atenuem as desigualdades dos olhares da Administração Central e que se construa um país mais harmonioso. Nós, Baixo-Alentejanos, precisamos disso.
Por favor, não nos venham dizer que já temos o suficiente ou até demais.”

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Jun 16 2017

Beja – 1 mês na rua

Publicado por João Espinho

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Jun 16 2017

Faleceu o pai da reunificação alemã

Publicado por João Espinho

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Jun 16 2017

Bom fim de semana

Publicado por João Espinho

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Jun 15 2017

Dizem que

Publicado por João Espinho


Reabre ainda durante o Verão. Viva o sr. Rocha, que tanto pugna pelo bem-estar dos bejenses.

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Jun 15 2017

Beja – exemplo de pequenez de horizontes

Publicado por João Espinho


Diz um leitor:

Ney Matogrosso é o espelho da CDU em Beja e dos Partidos Comunistas europeus…envelhecido , para não dizer decrépito e em fase terminal de carreira ainda consegue reunir à sua volta alguns saudosistas… o cavaleiro alado meio índio Guarany meio Drag-queen do saudoso Alcântara-mar já perdeu há muito a sua graça de inovador fracturante…não tem a dignidade de Leonard Cohen nem a mística do Nobel Bob Dylan…a CDU já não apresenta ao eleitorado os mais Trabalhadores , os mais Honestos e os mais Competentes…Ney Matogrosso cobra 43 mil euros para actuar em Coimbra e a Câmara de Beja vai pagar-lhe 70 mil euros por uma hora de actuação.

A Câmara de Beja transborda de dinheiro e de sofreguidão eleitoralista. Estoira dinheiro a seu bel-prazer como qualquer burguês bebedolas que ,nas bocas de algum político europeu “gasta tudo em mulheres e vinho…” haverá seguramente alguma verdade nas palavras de Djisselbloem , pelo menos a avaliar pelo que se passa aqui por Beja. Disseram-me que uma qualquer associação que necessite de uns míseros 300 ou 400 euros para equipamentos terá que mendigar à câmara essa parca verba.

Matogrosso vem por 70 mil euros,ajuste directo como sempre acontece em Beja e já acontecia no passado em Serpa… vem “à patrão…” como se diz na terra do Presidente da Câmara, Viana do Castelo. Vem de Coimbra com uns míseros 43 mil euros, apanha a Autoestrada até Grândola, mete-se no helicóptero e acaba a encher a mula em Beja com 70 mil euros para uma hora e pouco de de actuação…

Os Cartazes do Partido Comunista espalhados por Beja dizem que ” o Alentejo EXIGE” Médicos , Enfermeiros , Auxiliares para os serviços de Saúde…já leram concerteza…se tiverem dúvidas eu indico os locais exactos onde se encontram.

Mas o poder central , tão criticado por alguns dá voltas orçamentais para conseguir pagar aos técnicos especializados que tem ao seu serviço…que salvam vidas…que administram medicação , que cuidam, que alimentam os doentes e estão lá todos os dias a bombar 7 ou 8 horas para levar para casa mil euritos por mês…

Mas no Poder Local não…pelo menos em Beja não…40 mil à Ana Moura , 70 mil ao Matogrosso , e os Stranglers foi quanto? e quantas centenas de milhar mais já foram…sem retorno? O Partido Comunista perdeu argumentação perante as pessoas…ninguém compreende este despautério eleitoralista e despesista…ninguém poderá levar a sério qualquer afirmação futura por parte da CDU de que o Partido tal ou tal gastaram isto ou aquilo…a incoerência no discurso da CDU é já por demais evidente.

A sua atitude novo-riquista e pequeno-burguesa tacanha é bem visível em alguns dos seus protagonistas autárquicos…Beja é um PÉSSIMO EXEMPLO destes devaneios e desta pequenez de horizontes…o total desinvestimento numa política Cultural sustentada vai acabar mal…Beja não se afirma no panorama nacional…Beja vai-se iludindo com cantigas e festas e pior de tudo sem qualquer retorno cultural sustentado para o Concelho…quando a festa acaba olha-se á volta e nada cresceu…apenas o ego do Presidente se vislumbra nos resquícios dos copos plásticos pisados que os homens e mulheres da higiene e limpeza da Câmara amanhã , bem cedo, virão limpar…já agora e para que conste a Câmara de Serpa deve à EDP cerca de 2 milhões de euros de electricidade, vinha hoje no jornal…porra,esta malta além da “superioridade moral comunista” não brinca em serviço…

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Jun 15 2017

UE – fim do roaming

Publicado por João Espinho

O fim do “roaming” na União Europeia, anunciado em 28 de maio de 2006, torna-se realidade hoje, 15 de Junho, depois de 10 anos de negociações e de inúmeros avanços e recuos.
Atenção: é só nos países da UE (leia aqui)

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Jun 14 2017

Beja – Base Aérea recebe exercício multinacional

Publicado por João Espinho

ba11

A Força Aérea Portuguesa irá acolher, de 19 a 30 de junho, na Base Aérea N.º11, em Beja, o exercício European Air Transport Training 2017 (EATT 2017). Este exercício multinacional surge no âmbito do Programa Europeu de Transporte Aéreo da Agência Europeia de Defesa (EDA) e será executado pelo Centro Europeu de Transporte Aéreo Tático (ETAC) e apoiado pelo Comando Europeu de Transporte Aéreo (EATC).

Portugal, como país anfitrião do EATT 2017, irá contar, com 1700 militares de França, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, Roménia e Reino Unido, que ficarão sediados na BA11, em Beja, estando as suas ações planeadas para o interior Centro/Norte de Portugal Continental.

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