Arquivo da Categoria ‘Presidenciais 2021’

Presidenciais e o Alentejo

28 de Janeiro de 2021

Os analistas políticos, os de bancada e os outros, estão a tentar descobrir as razões que levaram o partido do André Ventura a ter uma votação tão elevada no Alentejo, antiga terra vermelha, entretanto transformada em paraíso cor-de-rosa.
Fica aqui uma pequena provocação:
Na Alemanha existe o AfD, partido irmão do Chega.
Sabem em que territórios da RFA é que esse partido teve maior percentagem de votos nas últimas eleições para o Bundestag?
Exacto!
Foi onde antes da queda do Muro de Berlim imperava um estado socialista dos trabalhadores e camponeses. A antiga RDA.
Façam uma pequena reflexão e desabafem.

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O meu voto

16 de Janeiro de 2021

Há muito que sei em quem não vou votar.
Sem ter manifestado o meu apoio a qualquer candidatura, e por estar cansado de votar branco e nulo, decidi-me por votar em Tiago Mayan Gonçalves.
Sendo as presidenciais de círculo único nacional, sei que o meu voto conta.
Espero que amanhã, e dia 24, os portugueses saibam desconfinar em segurança e vão exercer um dos poucos direitos que nos deixam ter.

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O debate de ontem

6 de Janeiro de 2021

Assisti ontem à noite ao debate entre Tiago Mayan Gonçalves e André Ventura. Interessava-me ver como o candidato do IL iria reagir aos ataques de AV.

Deixo-vos aqui o que li no Expresso:

“Ao oitavo debate das Presidenciais foi possível mostrar que não é preciso rebolar na lama para encostar André Ventura às cordas da abjeção política. Parece até mais fácil fazê-lo à direita do que à esquerda – vamos ver como será com Marcelo Rebelo de Sousa esta noite -, porque assim a discussão não tem o ruído de outros preconceitos: quando um radical liberal joga contra um extremista e se espera uma luta entre imoderados, ganha o argumento da decência. E Tiago Mayan Gonçalves entrou no debate na SIC a bater André Ventura por KO com razões elementares de humanismo laico ou de cristianismo básico, os valores universais, aquelas coisas que é suposto os pais ensinarem aos filhos: não se manda uma deputada para a terra dela por ser de outra cor, não se descriminam os emigrantes, não se confinam etnias. O líder do Chega (que se corrigiu da gritaria com o comunista João Ferreira), acusou o adversário apoiado pela Iniciativa Liberal de ser um “travesti de direita”, e deu esta estranha definição: “Estamos num debate de direita a defender os coitadinhos, isso não é ser de direita (…) É o último com que eu esperava ter esta discussão”. Era talvez um dos últimos argumentos que podíamos esperar ouvir: que a xenofobia ou o racismo não deviam incomodar a direita…

Se a história mostra haver momentos em que a diferença não é entre ideias, entre esquerda e direita, mas entre a decência e a ignomínia, com este desempenho Ventura pode ter oferecido milhares de votos de católicos e de conservadores ao adversário. Veremos. O mundo está a viver tempos desses onde muita gente não rejeita a ignomínia com base na decência (veja-se o que aconteceu ao Partido Republicano nos EUA), mas o painel de 16 comentadores do Expresso avaliou o debate numa escala de zero a 10 e concluiu que a sordidez perdeu: Mayan venceu o líder do Chega por 5,7 contra 1,8 valores.

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Ilusões

2 de Setembro de 2020

“Diga aos portugueses para votarem noutro Governo”. 
Os analistas políticos consideram esta frase de Marcelo como uma farpada em Costa e no governo socialista. Dizem que,assim, Marcelo estaria a cativar o eleitorado de direita, descontente com o seu papel de “balão de oxigénio” da governança socialista. Parece-me uma pura ilusão. Não é a direita que lhe vai garantir a reeleição com um score imbatível. A frase de Marcelo foi um ‘descuido’ irritadiço perante uma desagradável contrariedade. Marcelo precisa mais dos votos socialistas do que daqueles oriundos da direita. Marcelo continuará a ignorar os erros do governo. Até ao dia em que Costa lhe espete nas costas o punhal da traição. António Costa é hábil em traições e tem conseguido reverter a seu favor todas as maldades que tem feito.
Assim, meus caros, não se iludam. A caravana vai continuar a passear-se alegremente, para regozijo de quem está à espreita de oportunidades para capitalizar os descontentes e desiludidos do regime.
Depois não digam que não vos avisei.

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