Arquivo da Categoria ‘Poetas’
tricotar o tempo
8 de Fevereiro de 2010“passas pela minha vida
rasando o meu entardecer
e sobre o crepúsculo vais deixando
um vestígio de asas libertas,
uma sombra de penas,
um eco de luz castanha.
que te hei-de eu dizer de mim
se os pássaros têm olhos perfeitos
quando voam?”
vítor encarnação ressuscita o tricotar o tempo
Qual é a admiração?
29 de Dezembro de 2009
foto: eberhard steuer
Anda aí muita gente a vociferar contra a chuva, a dizer que a chuva é demasiada, que nunca mais para de chover, etc…
Se bem me recordo, nos meus tempos de jovem/estudante, a chuva aparecia no Outono e prolongava-se até ao final do Inverno. Entremeada com umas abertas (boas), a chuva era uma constante. Muitas roupas molhadas, muita lama, muitas desculpas arranjadas à conta das chuvadas. E não tínhamos alertas amarelos nem vermelhos. Eram outros tempos, é verdade, mas chovia e bem. Tal como agora. Como hoje.
O problema é que a malta já não estava habituada.
Venha de lá a chuva, que as albufeiras e os corpos agradecem.
Fiquem com esta poema de José Gomes Ferreira:
“Chove…
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove…
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.”
Chove…
7 de Dezembro de 2009mar de outono
1 de Dezembro de 2009regressar ao corpo
21 de Julho de 2009
foto: stan boulton
“Regressar ao corpo, entrar nele
sem receio da insurreição da carne.
Nenhuma boca é fria,
mesmo quando atravessou
o inverno. Uma boca é imortal
sobre outra boca: diamante
aceso, estrela aberta
quando a luz irrompe, invade
ombros, peitos, coxas, nádegas, falos.
Despertos, puros no seu pulsar,
aí os tens: esplendorosos,
duros.”
Eugénio de Andrade
manhã
11 de Julho de 2009Ainda a tempo
2 de Julho de 2009É a poesia
3 de Maio de 2009Não existes
6 de Abril de 2009
É um livro de poemas. Do Gonçalo. Que não vejo há anos. Mas que sei que anda por aí.
E por aqui.
“(…)
Agora sim!
Liberto de ti,
Consigo discorrer sobre a vida,
Assimilar o sufoco de existir
Um pesadelo tão certo,
Como o foste,
No frenesim da minha existência!”
Encomendas (7€ já com portes incluídos) através da Editora Temas Originais (temas.originais@gmail.com)
nocturna
13 de Março de 2009
foto: joão espinho
Construo o pensamento aos pedaços: cada
ideia que ponho em cima da mesa, é uma parte do
que penso; e ao ver como cada fragmento
se torna um todo, volto a parti-lo, para evitar
conclusões.
Filosofia – Nuno Júdice






