Arquivo da Categoria ‘Intimidades’

Poema chamado amor

19 de Fevereiro de 2010


foto: Ethan Long

És chama feita pétala singela
Desta flor que colho no teu corpo
És gaivota feita tempestade
Deste voo profundo de amar
És mar feito lume perfume
Deste tempo em paixão inflamado.

És a primeira sílaba
Dum poema chamado amor.

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corpo poema

22 de Janeiro de 2010


foto: via

verso a verso
percorro o teu corpo poema
e deslizo palavra a palavra
para o teu refúgio íntimo
onde sinto o secreto calor
da fonte que jorra suspiros
de prazer.

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aguarela

20 de Janeiro de 2010


foto: joão espinho

sentida.

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piano

26 de Dezembro de 2009

porque hoje é dia 26 de Dezembro.

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ponto de luz

8 de Dezembro de 2009


foto: joão espinho

Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma

A ouvir

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mar de outono

1 de Dezembro de 2009


foto: joão espinho

“Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só pra mim.”
Sophia de Mello Breyner Andersen

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outono

16 de Novembro de 2009


foto: carsten t.

toco no teu corpo
melodias
nocturnas
enquanto os nossos beijos
são folhas
deste outono imenso.

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O meu jardim

13 de Novembro de 2009


foto: joão espinho

Tem uma das flores mais lindas do Universo.
Faz hoje 14 anos.
Parabéns, minha linda.

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É estranho

10 de Novembro de 2009

Mas soube-me bem dizer “não”.
Quando o mais fácil, o mais apelativo, o …. mais normal, seria dizer “sim!”
São menos 100 quilos que esta noite se vão deitar na minha almofada.
E, nem de propósito, uma ciganita, com uns olhos lindos, ofereceu-me uma folha de árvore que apanhou do chão.
Dei-lhe um sorriso, 1 euro e perguntei-lhe o nome: “Júlia”. Acho que o meu sorriso, naquele momento, inundou o Mundo.
Sentiram-no?

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nocturna

1 de Novembro de 2009

noites que são momentos
iluminados pela lucerna
do teu corpo
onde lanço o mel da vida
em sonhos jorrados de luar
e carícias desenhadas em poema.

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Uma palavra apenas

23 de Outubro de 2009

No regresso de um jantar onde as palavras escondiam as emoções e estas encurtavam os discursos, alguns feitos de silêncios estridentes e gestos invisíveis.
Uma palavra apenas, uma expressão: um abraço.

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anoitece

10 de Outubro de 2009


foto: Bolesław Bobanowicz

Anoitece e cais-me nos braços.
Depois é o meu corpo que se afunda em ti.
Recebes-me como se fosse o nosso primeiro beijo,
como se pela primeira vez as nossas peles se tocassem.
As horas marcam os nossos (re)encontros.
E cada reeencontro é um novo encontro,
onde as mãos se enlaçam, as línguas se abraçam
e os beijos são versos soletrados,
gozados nesta exaltação infinita.

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