Arquivo da Categoria ‘Geral’

Correio Alentejo

9 de Dezembro de 2017

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O regresso do interior ao discurso político

8 de Dezembro de 2017


foto: joão espinho

Do artigo de Adolfo Mesquita Nunes na Visão destaco:
“(…) Quando um governo quer valorizar algo, o que promete? Quando um presidente de câmara requer apoio, de que fala? De mais milhões. Sucede que muitos milhões mal gastos não servem de muito, e muitos se perguntam no interior para onde foi tanto milhão para tão pouco resultado.”
(…)
Temos uma visão infraestrutural do progresso. A teoria é simples e diz que não há mais gente no interior porque não há mais infraestruturas. Quando um governo quer desenvolver um território, o que anuncia? Quando um presidente de câmara pede atenção, o que pede? Mais infraestruturas. Sucede que as infraestruturas não chegam para trazer pessoas e temos um interior cheio de infraestruturas, com pavilhões e piscinas e centros de congressos e rotundas e pontes e viadutos e sedes associativas, tudo isso mas sem gente.
Em terceiro lugar, porque temos uma visão municipal do interior. Não se olha para ele como um território com três ou quatro centralidades motoras, mas antes como uma federação de concelhos ou uma liga de comunidades intermunicipais. Quando um governo anuncia algo num sítio, o que faz? Apressa-se a prometer o mesmo no concelho do lado, satisfazendo as reivindicações do seu autarca.”
Leia aqui o artigo completo.

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Suicídio assistido no PSD

7 de Dezembro de 2017

“Luís Montenegro, ex-líder parlamentar do PSD, defendeu esta quinta-feira um referendo sobre a eutanásia. Numa altura em que o Parlamento se prepara para discutir e votar o tema, o deputado social-democrata sugeriu que só um debate alargado a todos os cidadãos podia dar legitimidade a uma decisão desta natureza.

Quando o diploma for a discussão, os deputados sociais-democratas vão ter liberdade de voto na matéria. Mesmo assim, o antigo líder parlamentar do PSD desafiou Rui Rio e Pedro Santana Lopes a clarificarem as respectivas posições durante a corrida à presidência do partido.”

Parece-me bem que haja um debate profundo sobre a matéria. Mas provocar um referendo será a melhor forma de discutir a eutanásia? Será o referendo a melhor forma de esclarecer quem tenha dúvidas sobre a matéria?

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Diário do Alentejo

7 de Dezembro de 2017

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Prendinha de Natal

7 de Dezembro de 2017


Leia mais aqui

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Diário do Alentejo

30 de Novembro de 2017

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Até sempre!

30 de Novembro de 2017

1956-2017

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Cante alentejano – A resposta do provedor

30 de Novembro de 2017

À mensagem que escrevi, responde o Provedor do Telespectador:

“Exmo Senhor João Espinho,

Agradeço a sua chamada de atenção.

Creio, depois de percorridas as emissões da RTP desse dia e questionados ambos os diretores (de informação e de programas) que não existiu, de facto, referência à efeméride.
Se a resposta do Diretor de Informação vai no sentido de justificar a razão de não ter que dar nota de todas as efemérides, o Diretor de Programas afirma que: “Nos programas, por princípio, comemoramos por vezes números redondos 10, 20 (5…?).
Mesmo assim ainda vai a tempo — ainda não acabou o Cante Alentejano.”

Penso que a equipa do Agora Nós abordará, em breve, o tema.
m/ cumprimentos,

Jorge Wemans
Provedor do telespetador”

Nota: O fado foi, a partir de 27/11/2011, considerado Património Imaterial da Humanidade. A efeméride mereceu referência na RTP. Donde se depreende que 6 anos é um número redondo.

Respondi ao Provedor:
Senhor Provedor, grato pela pronta e esclarecedora resposta.
Porém, realço que, na mesma data, o fado comemorou 6 anos pelo mesmo feito, tendo o facto sido destacado na RTP. Donde se depreende que 6 anos é um número redondo.
Aguardemos pela justa divulgação do cante alentejano.
Cumprimentos.

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Cante alentejano esquecido pela TV pública

28 de Novembro de 2017

Escrevi ao Provedor do Telespectador (RTP) a seguinte mensagem:
“Exmo. Senhor Provedor do Telespectador
Em 27 de Novembro de 2014, em Paris, o Cante Alentejano foi declarado, pela UNESCO, como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Celebrámos ontem, portanto, o 3º aniversário deste reconhecimento universal do cante alentejano.
Venho, por este meio, manifestar o meu desgosto, e protesto, pela nula referência nas estações públicas de TV, deste aniversário, que poderia ser consubstanciada de tão diversas formas, assim houvesse vontade por parte das RTP’s em relembrar este feito que engrandeceu a cultura portuguesa.
Como português, e alentejano, não podia deixar de expressar a minha indignação pelo esquecimento que, espero, não tenha sido propositado.
Com os melhores cumprimentos
João Espinho

Quem pretenda lavrar o seu protesto, pode fazê-lo aqui.

(mais…)

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Do cante alentejano

27 de Novembro de 2017

cantealentejano-joao-espinho (1)
foto:joão espinho

“E por isso canta-se
No fim do estio, o vocabulário sobre o Alentejo existe meramente rente a um chão de pó. São palavras rasas, osgas velhas, cigarras mortas, ribeiras esvaídas, saudades de água. O calor ceifa o significado das coisas, corta-o cerce, cala melancias e derrete flores. O alfabeto do sul atravessa noites e dias de faísca e ferve nos horizontes em brasa. E por fim sucumbe, cego de luz. No tempo do restolho, só as árvores dizem as palavras de pé, tudo o resto cai exausto de tanto azul. Só sobram uvas e letras de palha que o vento estrambalha campos fora. E por isso canta-se.
É preciso pois deixar arrefecer este abecedário de sentidos, é preciso recuperar do desmaio, é preciso esperar que o sol amanse os dentes de fogo e os homens lavrem a terra, revolvam a dormência e semeiem novas palavras que mais tarde, quando tiverem substância, irão explicar as searas. Deixemos abalar as andorinhas e as nuvens hão-de vir regar esses verbos silenciosos que se enraízam. E a noite vem pedir meças ao dia e ganha e o frio levanta-se para ir inventar vinho e laranjas e o chão é um caderno de poemas caídos das árvores. As azinheiras retalhadas são já bocados de lume aceso. E por isso canta-se.
A lonjura é tanta que o cinzento do céu tem um tamanho desmedido, vai de uma ponta a outra do que se avista, não tem fim, parece uma pedra suspensa sobre a vida. Os olhos erguem-se, os olhos querem que se cumpra esta promessa de água, mas o chão do firmamento não se abre, mais fácil é os olhos choverem. As geadas escrevem coisas frias na noite. De roda do fogo a cisma é sempre maior, a cisma é a falta que fazem os que já partiram, a cisma é a saudade maior de todas, maior do que ela não há mais nada a não ser a esperança. De roda do fogo, atiçam-se lembranças do que fomos e agora já não, bebe-se vinho, pega-se em netos ao colo e espera-se pela cinza. E por isso canta-se.
As andorinhas trazem as palavras que faltavam. E com elas exclamam a claridade e a imensidão. Há letras às cores que nascem na vertigem dos campos, há letras roxas, amarelas, brancas, de sangue, letras que se juntam para fazerem uma sinfonia de silêncio. Na língua da natureza, as flores são adjectivos espetados na terra. Esta terra inflamada de pássaros, esta terra com horizontes dentro de horizontes dentro de horizontes, esta terra pegada ao mar. Este chão que é um céu verde. E por isso canta-se”
Vítor Encarnação

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Correio Alentejo

26 de Novembro de 2017

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25 de Novembro

25 de Novembro de 2017


foto: daqui

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