Arquivo da Categoria ‘Festival do Amor’

Festival do Amor - Fotografias

2 de Outubro de 2007

Há alguém que tenha registado imagens do Festival do Amor e que as possa disponibilizar?
Se sim, envie-as para o mail disponibilizado no rodapé deste blogue.
Obrigado.

Amor na rede, Amor sem rede?

30 de Setembro de 2007

Ontem, na Cafetaria do Pax Julia.

a-mesa-do-amor-na-rede.jpg

José Saragoça, Madalena Palma, João Espinho, Cristina Vieira
foto: Paulo Moura

Escrita Erótica

30 de Setembro de 2007

“Era uma noite como outra qualquer. Por acaso até era uma noite especial, embora naquele local sem história, o especial que se comemorava lá fora, era banal aqui dentro. Os corpos repousavam num improvisado sofá, corpos banais, com falhas e imperfeições, de uma banalidade mítica que só se conhecem nos momentos especiais.

Bocas nervosas verbalizavam sem se deter, cientes na força do silêncio, propulsor do abraço quente e forte que os corpos exigiam, em gritos mudos. Tocaram-se, motivados pela fome canina do desejo, entregues na paixão do efémero, consomem-se com a volúpia da primeira e única vez. Comem-se com a suprema tesão dos amantes furtivos, vasculhando com lábios insaciáveis todos os recantos de um corpo que era seu sem nunca o ter sido. Mas são traídos por gestos e olhares, mais expressivos que as palavras que não querem ou sabem dizer! Afastam-se, cada um segue mudo o seu próprio destino, depois de fingirem foder quando se amaram!”
Amélia

(contributo para um dos Passatempos referentes ao Festival do Amor)

Escrita Erótica

30 de Setembro de 2007

Essa espécie de faísca invisível em que revejo a luz
Que te envolve o corpo húmido após o orgasmo
Consome o breve rumor e o ciciar dos lençóis
Onde deixámos as marcas invisivelmente físicas
De um imenso repetir de protestos prematuros.

E sempre tão adolescentes na distância que guardamos
A vergonha desnuda dos corpos tingidos da sombra
Do sémen que inunda a inconsistência do instante
E percorre o calor do teu peito ainda entumecido
Revendo na tua língua um fluxo desconhecido.
Delfos (António Bettencourt)

(contributo para um dos passatempos referentes ao Festival do Amor)

Amor na Rede, Amor sem Rede?

29 de Setembro de 2007

À conversa, vão estar na Cafetaria do Pax Julia, a partir das 16H00, a Madalena Palma, a Cristina Vieira e o José Saragoça. Eu lanço os reptos e modero as exaltações. O público, prevê-se, incomodará com questões e relatos.
Amor na rede? Sim
Amor sem Rede? Logo se vê.
Tudo por causa do Festival do Amor.

Quem ama…

28 de Setembro de 2007

Porque quem ama
Não sabe tal é o drama
Quando alguém nos trama
E então ficamos na lama

Coisa bela da vida: poder rir
Viver rindo e sonhar
Muitas emoções poder sentir
Mas que será da vida sem amar?

E se assim for
Rebentamos de dor
Olhando em nosso redor
Pensando ser filho de deus menor

E só nos apetece fugir
Responder a alguém a mugir
Em vez de falar tossir
Colocar a mágoa a sair

E se não vem o nosso resplendor
Foge a vida, fica o ardor
Tormento que alguém nos quis por
Fica o coração frio sem fervor

Fica o corpo arrefecido
Fica o coração humedecido
Depois de um comportamento bandido
Qualquer contacto fica banido

Ainda não descobri um grande amor
Que me controle, que me tome
Comigo um só some
De aventura tenha fome
Que me faça sentir aquele calor

Agora em jeito de remate
Se aproxima a melhor parte
Mil abraços e beijos eu quero dar
E à espera desse alguém eu vou estar

J. Dinis Gorjão
26/09/2007

(contributo para um dos passatempos integrado no Festival do Amor)

Uma carta de Amor

28 de Setembro de 2007

“Isto é apenas uma carta, tenho coisas lindas, tão lindas para te dizer mas sentir-me-ia envergonhada se o fizesse pessoalmente…
Tu és um Ser de Luz, sabias? Para mim uma ponte para o paraíso, um atalho para o céu, para a Terra prometida, um lirico desvio para um Mundo de fantasia onde tudo se pode realizar.
Tu só me fazes bem.
Quando estamos juntos dás-me segurança, e quando estamos distantes fazes com que sonhe…
Sonho com a tua voz, com os teus toques carinhosos, com o brilho dos teus olhos, com a Paz que só existe no AMOR verdadeiro.
Como já te disse, isto é apenas uma carta, quase um bilhete, mas senti um impulso para o escrever pois não conseguiria dizê-lo pessoalmente sem me sentir envergonhada e febril.
Mil beijos”
Vera Trindade

(contributo para um dos passatempos sobre o Festival do Amor)

Festival do Amor - Passatempos

28 de Setembro de 2007

Estão ainda a decorrer aqui na Praça os seguintes passatempos:

- Escrita Erótica (já tem vencedores)
- Receita Afrodisíaca (já tem vencedores)
- Vampiras Lésbicas (já tem vencedores)
- La Vie en Rose (falta atribuir 1 convite duplo)
- É por aqui (já tem vencedores)
- Sonho de uma Noite de Verão (falta atribuir 1 convite duplo)
- Onde é que deixei a merda do livro? (já tem vencedores)

Festival do Amor - Show Transformista

28 de Setembro de 2007

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Dia 28/9 às 22H, na Praça da República, com Linda Xénon, Armani D`Vyne E Bang Bang La Desh

Festival do Amor - É por aqui

25 de Setembro de 2007

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É um espectáculo cómico composto por vários sketchs separados entre si por apontamentos musicais cantados ao vivo pelos actores. As histórias apresentadas são, quase todas, situações caricatas nas quais se faz a apresentação dos respectivos personagens. Ele e ela. Ela e ele. Ele e ele. Ela e ela. Eles e elas. Elas e eles!
No Auditório do Pax Julia, dia 30/9, pelas 15H00.
Entrada: 5€

O Praça da República oferece 2 convites duplos para este espectáculo. É simples participar para ganhar: identifique o poeta que escreveu
“Mais doce é ver-te de meus ais vencida
Dar-me em teus brandos olhos desmaiados
Morte, morte de amor, melhor que a vida”

Respostas para o mail (ver rodapé do blog)

Festival do Amor - La Vie en Rose

25 de Setembro de 2007

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A sensualidade do espectáculo dos “La Vie En Rose”, com Sylvie Canape, antecedido de um espectáculo de Poesia Erótica por Luís Graça e Rui Unas, estarão no Auditório do Pax Julia a partir das 22H00 de Sexta-feira, dia 28/9.
Entrada: 5€

O Praça da República oferece 2 convites duplos para este espectáculo.
Para concorrer basta que escreva na caixa de comentário, ou envie por mail (ver rodapé do blog), um poema onde Amor rime com Calor.
Estão à espera do quê?

Loira Suicida - Entrevista exclusiva

25 de Setembro de 2007

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visite o blog da loira suicida

1 – Peço-te que te apresentes aos leitores do Praça da República. Resume-te, se fores capaz.
Sou capaz de coisas incríveis, mas nenhuma delas cabe num resumo. Para resumido já basta o que vou encontrando por aí… e que só me faz bocejar…

2 – Ser gaja é o mesmo que ser mulher? Sentes-te mais gaja ou mais mulher?
Gaja e mulher são criaturas conceptualmente instrumentalizáveis pelos homens. Eu sinto-me uma senhora.

3 – Ser loira é um estado ou uma opção?
Ser loira é uma escolha cromática, mas confesso que estive quase a optar pelo azul-turquesa.

4 – És adepta de trufa na secção de baixo. Tens consciência que vives no século 21?
“A trufa (em francês truffe e em italiano tartufo) é um fungo subterrâneo, da família das entuberáceas, que produz corpos esporíferos tuberosos, comestíveis pelo sabor e pelo aroma agradáveis” (Wikipédia). Logo, não vejo por que na secção de baixo a trufa deixe de ser comestível pelo sabor e aroma agradáveis. Perdi a consciência ainda no século XX.

5 – O tamanho conta? Isto é, como é que os preferes?
O tamanho conta sempre quando os parceiros são materialistas. Eu sou muito espiritual. Prefiro-os regados com azeite e vinagre.

6 – Estás à venda por baixo preço, o Fernando Alvim deu-te um empurrão e mesmo assim em Beja não te querem. Estes gajos de cá são muito esquisitos?
Não tenho nada a ver com preços e prefaciadores e vendas. Sou uma senhora, preocupo-me antes com a qualidade do gel de banho e com a qualidade de vida dos animais domésticos.

7 – Qual a parte do teu corpo que não exibirias numa revista porno?
As amígdalas.

8 – Deixa uma saudação aos leitores e às leitoras deste blogue.
Fodam-se com estilo.

Apresentação do livro, dia 29 de Setembro, 19H00 18H/18H30, Cafetaria do Pax Julia.