Arquivo da Categoria ‘Blogosfera’

Delito de Opinião – Antologia

1 de Janeiro de 2018

Vamos aderir a esta iniciativa de reunir em livro alguns dos melhores textos publicados ao longo de nove anos no DELITO DE OPINIÃO. Torna-te apoiante da colectânea, editada com recurso ao mecanismo de ‘crowdfunding’.

O esquema é simples: acede-se através deste ‘link‘ garantindo assim a subscrição do livro, pelo módico preço de 12,5 euros por cada exemplar, com garantia de autógrafos personalizados.

Demora apenas um minuto: basta escrever o endereço electrónico, clicar onde se lê “apoie este livro” e escolher uma das três modalidades de pagamento, como o ‘link’ também explica.

Pormenor importante: o montante investido será sempre reembolsado caso a obra não vá por diante.

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O mapa cor de rosa

4 de Outubro de 2017

O mapa cor de rosa português é como qualquer mapa de outro partido em qualquer outro país onde não existe oposição. Mais do que a geringonça foi a ausência de oposição que levou a este resultado. Sem imprensa, sem sindicatos, sem partidos a contestar as políticas (ou a falta delas) deste governo, a mancha crescerá sempre. Mesmo sem dinheiro para distribuir.

Rodrigo Moita de Deus aqui

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À conversa na Rádio Ourique

15 de Setembro de 2017

O convidado de hoje é João Espinho, o autor de um dos blogs mais lidos do distrito, o “Praça da República”, militante histórico do PSD e fotógrafo nos tempos livres. Será um conversa que irá abordar o debate dos candidatos ao concelho de Beja, a situação política na Vidigueira, o futuro da distrital do PSD, a campanha em Almodôvar, e a razão do seu não apoio à candidatura do seu partido PSD Beja (“Beja a sério“). Uma entrevista a não perder.

Pode ouvir e ver a entrevista aqui

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Um novo espaço de reflexão

24 de Agosto de 2017

Para acompanhar aqui

Bem-vindo à blogosfera.

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Visão do negócio

16 de Agosto de 2017

Por dentro, magníficas, cremosas e açucaradas Bolas de Berlim; por fora, publicidade a Clínica Dentária. Tratamento integrado, do estômago e da boca. E um empresário com visão do negócio.
(daqui)

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A morte saiu à rua

1 de Agosto de 2017

Escreve Pedro Correia no Delito de Opinião :

Balanço trágico dos últimos quatro meses na Venezuela, sujeita à fúria homicida da Guarda Nacional Bolivariana e das milícias armadas pelo regime: 121 mortos, 1958 feridos e quase cinco mil encarcerados.

Apesar destes quatro meses de grosseiras violações dos direitos humanos, como estas dramáticas imagens do assassínio do estudante David Vallenilla documentam, o PCP volta a colocar-se ao lado das forças repressoras. Desta vez num comunicado oficial do partido, depois de o jornal Avante! ter publicado um panegírico ao ditador de Caracas que poderia ter sido produzido por qualquer serventuário do próprio Nicolás Maduro.

Esta é a natureza de classe dos comunistas: enalterecem todas as tiranias que tenham como chancela a foice e o martelo e obedeçam ao jugo dos chamados “partidos irmãos”. Da despótica China, onde vigora o capitalismo mais impiedoso e brutal, à ilha de Cuba, submetida há seis décadas ao punho de ferro da família Castro, passando pelo demencial totalitarismo norte-coreano, assente num imenso arsenal de guerra.

Uma vez mais, o PCP coloca-se ao lado da rica e poderosa oligarquia venezuelana, corrompida pelas redes do narcotráfico, ignorando a dor concreta dos cidadãos comuns, condenados a viver num país onde faltam os bens mais essenciais apesar de possuir as maiores reservas petrolíferas do planeta. Nenhum partido se atreve a falar tanto em nome do povo enquanto aplaude com tamanho vigor quem silencia e oprime o povo.

David José Vallenilla tinha 22 anos e manifestava-se em defesa da liberdade severamente reprimida na Venezuela. Faltavam-lhe escassas semanas para obter o diploma de Enfemagem. Foi abatido a sangue-frio a 22 de Junho, à queima-roupa, por um dos esbirros fardados de Maduro. Como se tivesse sido condenado a um pelotão de fuzilamento.

Custa-me acreditar que imagens como estas não causem sequer um leve sobressalto de indignação aos militantes e simpatizantes do PCP.”

Leia aqui (com hiperligações). Comente.

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10 anos de barbearia

17 de Julho de 2017

É obra. E o Luís, sempre que pode, vai ali para as marés de Cabanas aparar as sobrancelhas dos veraneantes.

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Um roubo honesto

12 de Julho de 2017

Escreve Pinho Cardão:
“Regressou o 1º Ministro e logo tudo se esclareceu. Aquilo de Tancos foi uma brincadeira de crianças. Segundo o Chefe do Estado-Maior General o material não valia mais que 34.000 euros e parte dele até estava inoperacional, a aguardar abate. E António Costa até foi mais afirmativo, generalizando a inoperacionalidade a todo o equipamento desviado.
Bom, por mim, perante as afirmações de tão circunspectas autoridades militares e políticas, só posso concluir que o alegado roubo foi uma acção virtuosa, pelas simples razão de ter poupado ao governo e ao exército as despesas de se desfazer do material.
Assim, sim, um roubo honesto e proveitoso para os contribuintes e digno dos maiores elogios!…”

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Intrigas

4 de Julho de 2017

O último ministro da defesa que perguntou pelo “paradeiro das armas” foi Adelino Amaro da Costa. (aqui)

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Beja – A culpa é do governo central

26 de Junho de 2017

“Beja, ainda não se realizou plenamente, e quem cá vive sente isso na pele. O motor de qualquer cidade ou região, em Portugal, é o Estado. O governo central. O poder político. Lisboa. Podem ser dados vários nomes, mas o “dono disto tudo” é o mesmo. (…)
A culpa, é do governo central que nunca olhou para a cidade como um centro importante de votos, capaz de decidir uma eleição. Porquê investir numa região, criando uma perceção positiva na população relativamente a quem nos governa, se o nosso distrito apenas representa 3 deputados na assembleia da república? Quando temos Braga (elege 19 deputados), Setúbal (elege 9 deputados), pensarão os “táticos” dos partidos.
Em suma, o atraso ou progresso, é definido por quem nos governa. E só mudará, quando quem nos governa parar de agir como se Portugal fosse Lisboa e o interior do país não existisse. (…)

Leia aqui o post do “Mais Beja”

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A elite bejense

11 de Junho de 2017


foto: joão espinho

Escreve José Frade em comentário aqui:

“Faço parte de uma geração de jovens médicos que se deslocou para Beja vindos do Porto, de Coimbra e de Lisboa. Um traço comum entre os elementos desse grupo era um certo idealismo, ainda que sentido em diversas tonalidades. Uma parte desse grupo foi ficando, passaram-se quase quatro décadas e alguns resistem. No que me diz respeito, passo a um registo pessoal. Em 1980, vinha engajado na militância de desenvolver os serviços de saúde numa perspectiva de integração e na missão pública. Apesar de ter uma vivência de centros urbanos muito maiores, não me foi difícil adaptar-me às características da cidade e da cultura dos seus habitantes. Trilhei os primeiros vinte anos da carreira com paralelo envolvimento cívico. Contribui com o meu trabalho para a evolução e crescimento do Hospital de Beja. Vi que a cidade crescia e as mentalidades evoluíam. A aldeia parecia estar seguramente a ficar num tempo passado. Entrámos num novo milénio determinados a enfrentar os desafios. Parecia-me que essa era a atitude da Elite Bejense. Ilusão minha. Os anos vieram a demonstrar a descrença em si próprios que tomou conta dos bejenses. Passividade, inibição, conformismo, ausência de atrevimento criativo. Qual o fator que determinou que esse derrotismo se instalasse nas mentes? Não sei, não avanço qualquer hipótese. Parece-me que os recursos materiais e naturais existem aqui. Mas o aproveitamento das potencialidades depende na iniciativa dos indivíduos. É este um problema educacional ou sociológico?”

Este comentário foi destacado como “Comentário da semana” no Delito de Opinião.

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Beja – uma herdade murada?

11 de Junho de 2017


foto: joão espinho

Sobre o que aqui escrevi, comentou um leitor:

“Vivi em Beja na década de 80.
Lembro-me do desperdício gerado pelos fundos europeus da PAC. E dos marcos da Luftwaffe.
A Belle Epoque alentejana, esses saudosos anos 80.

Em jipes, barcos, e montes alentejanos, foram parar os dinheiros europeus. Não na modernização do tecido produtivo.

Fala em mais Estradas? Ou em acabar as projectadas? Fala na locomotiva? No avião?
Vá a Trás os Montes e veja o que por lá se passa, ou que deveria passar não com a pressa alentejana. Beja e o Baixo Alentejo já estão mais que servidos. Na Primavera-Inverno quando por lá vou, nem um carro vejo na Autoestrada que a serve, antes de entrar no IP-8. E nesta mesma estrada circula-se velozmente. Para quê então mais estradas? Tapem-se antes algumas.

Fale antes nos Serviços de Saúde medíocres que Beja oferece aos seus cidadãos (O Hospital Distrital até há pouco tempo teve a sua maquineta de TAC avariada durante semanas. Cardiologistas até há bem pouco tempo era um ou dois, etc – Quem lucra com isso? As clinicas privadas e os consultórios que abundam nessa vila despida?)

Beja….
O latifundiário, de peito aberto mostrava o pelo com que era feito. Do bordão, junto à cruz do peito, mostrava o santinho em que não acreditava, mas que lhe dava jeito. A sua oração era a do pito. A mulher, tida ou mantida, aprimorada e vestida à espanhola, fazia da loja, no centro da cidade, não um negócio, mas uma sala de chá, onde se bebericava laudações à maledicência. E se mostrava, da montra fez lema de vida.

Os grandes beneficiários? As mesmas famílias que fizeram e fazem (?) de Beja, há décadas, a sua herdade murada – Em Beja a ascensão social é inexistente. Call centers, manicuras, ou cafés são as suas Novas Oportunidades. Até os Serviços, Beja tem perdido para Évora….em Beja é o apelido e não a mão que marca o destino.

Beja definhou desidratada de vontades e abandonada de valores…

Uma cidade que fez da sombra e dos cantos, a sua mesa de operações. Pelos Partidos, pelo “conhecimento” do apelido, e pela informação privilegiada traficaram-se sinecuras- ex: EDIA/PSD, Câmara Municipal/PS/PCP,etc

Quem chupou Beja até ao osso? Os mesmos que nesses anos olhavam para o lado quando se falava em voz baixa, num misto de indignação e ironia, ao som de um fado árabe a tinto, as indignidades que por lá se pavoneavam – durante muito tempo Beja teve no pavão do jardim publico o seu totem.

Mas era a Belle Epoque, e todos, de uma ou outra forma lucraram com o roubo concedido. Mataram a terra e as suas gentes. Mas ninguém os pode levar a mal. Era a Belle Epoque.

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