Arquivo da Categoria ‘A minha cidade’

Beja – 1985

1 de Fevereiro de 2019

Foi na madrugada de 31 de Janeiro para 1 de Fevereiro de 1985. Atentado bombista das FP25 no Bairro Alemão.
Alguém se recorda?

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Confrarias

31 de Janeiro de 2019

Bebem-se uns copos, provam-se uns petiscos e, no final, mandam-se uns vivas à república ( ou talvez à monarquia). Pelo meio, arrotam-se umas ideias sobre os projectos do Portugal 2020. E assim nasce uma Confraria. (leia aqui). Viva!

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Bruno Ferreira despede-se do Diário do Alentejo

28 de Janeiro de 2019

Com uma crónica que vale a pena ler, pela sua acutilância, pelas verdades que não oculta, pela realidade que “destapa”.

Começo pelo fim. Diz Bruno Ferreira:
“E assim terminam 10 anos de colaboração com este que, pelas mãos do Paulo Barriga e da sua equipa, se tornou num órgão de referência no Alentejo, com especial enfoque no Baixo Alentejo, e em toda a sua diáspora. Sim, porque eu não confundirei, nunca, o Baixo Alentejo com o que quer que mais seja. Terei vincada em mim, enquanto respirar, essa identidade. Ensiná-la-ei aos meus filhos, partilhá-la-ei com os meus amigos. Sou Baixo Alentejano. Por mais Costas, Passos, Cavacos ou Sócrates que apareçam a tentar branquear a história, a identidade, a cultura desta região e das suas gentes.
Vou ter saudades deste namoro com o DA. Vou ter saudades de ler os sumarentos editoriais do Paulo. Vou ter saudades de conhecer as notícias, o contraditório, a procura das verdades, o jornalismo na sua verdadeira essência, ao virar de cada página. Nunca me foi dito, mas sempre me pareceu que este jornal partilhava das minhas (e eu das dele) convicções sobre o que foi, é e deve ser o Baixo Alentejo. Da mesma forma que denunciava a desfragmentação consistente de uma cidade milenar e, consequentemente, de toda a sua região. Talvez por isso, pela assunção dessa liberdade de pensamento, tudo ficará por aqui. Até um dia. Obrigado Paulo, pela confiança na minha pena. Continuarei a acompanhar-te por onde andares a pensar, a investigar, a escrever. Obrigado também aos leitores por estes dez anos. Até já.”

E na sua crónica, um diálogo:

“- Pai, onde é que tu nasceste?
– O Pai nasceu em Beja, filho.
– Em Beja nascem bebés, Pai?
– Quando o Pai nasceu, sim, filho, nasciam bebés em Beja.
– Foi em casa da avó?
– Não, foi no Hospital, amor.
– E havia Hospital em Beja?
– Pois havia. E chegou a ser um belo Hospital. Iam pessoas de todas as terras do Baixo Alentejo para serem tratadas, para irem ao senhor doutor, para terem filhos…
– O que é o Baixo Alentejo, Pai?
– Filho… o Baixo Alentejo foi a região em que o papá nasceu.
– Mas tu não és só Alentejano?
Mais do que Alentejano o Pai é Baixo Alentejano. Era o nome que se dava antigamente à região de Beja. E o pai vai ser sempre Baixo Alentejano. Mesmo que agora tu já não aprendas isso na escola, amor.
– E porque é que já não existe esse Baixo Alentejo, nem o Hospital de Beja, e os bebés já não nascem em Beja, Pai?
– Filho… porque tem havido muitos Governos que…
– O que é que são Governos, Pai?
– O Governo é como se fosse o chefe; o chefe de Portugal.
– A sério? Ele é que manda em tudo em Portugal?
– Em quase tudo, sim, filho. Ele e mais uns quantos ajudantes. E esses senhores não gostam que Beja tenha um Hospital; que nasçam bebés em Beja; que exista o tal Baixo Alentejo, e tudo o que fica perto de Beja eles mandam fechar. Olha a estrada: quando vamos visitar a avó, a Beja, como é que é a estrada?
– Ena! Aquela estrada aos altos e baixos, que parece as ondas do mar, Pai? Até fico enjoado! É naquela estrada em que eu e o mano acordamos sempre com o carro todo a abanar, pois é, Pai?
– É essa sim, filho. Chama-se IP8, mas é um velho caminho, o Pai já lá passava quando tinha a tua idade e já essa estrada era velha, cheio de buracos, sem bermas… – É muito perigosa, pois é, Pai?
– É sim, filho. Por isso é que temos de ir devagarinho e chegamos sempre tão tarde a casa da avó.
– E se tu escrevesses uma carta ao chefe de Portugal? Para ele tratar bem de Beja? Eu gosto muito de ir a Beja, Pai.
– Ainda bem, amor. O Pai também gosta muito de estar em Beja, e é muito bom que tu, sendo lisboeta, também gostes de Beja. O Pai já escreveu essa carta ao chefe de Portugal, amor. A explicar que Beja, e as pessoas todas que lá vivem, e que vivem em todas as terras nessa região, que já são velhinhas…
– Como a avó, pois é? A avó precisa dum hospital porque já está velhinha…
– Sim, a avó e todas as pessoas. Foi o que o Pai disse ao chefe: Beja precisa de um hospital, de uma estrada, de um comboio, do aeroporto a funcionar…
– E o que é que o chefe disse, Pai? Vai fazer essas coisas? Se ele é chefe, é só ele dizer para fazerem essas coisas que são mesmo importantes para a avó e para todas as pessoas que vivem em Beja e no Alentejo de Baixo, pois é?
– Baixo Alentejo, amor. Era assim que se chamava. E que para o Pai irá chamar-se sempre.
Sim, mas o chefe disse o quê à tua carta?
– Nada, filho… o chefe não disse nada, amor…Olha, traz ali o jornal ao Pai, trazes?
– Sim, Pai. Este? O Diário do Alentejo?
– Esse mesmo, meu amor. Andá cá sentar-te ao colo do Pai e vamos ler o jornal.

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Saneamento, mentiras e vídeo

25 de Janeiro de 2019

Editorial de Paulo Barriga

    Ao Pedro Ferro, meu bom mestre e eterno amigo.

“Saneamento, mentiras e vídeo

É em si, estimável leitor, e apenas em si que penso nesta hora de abalar. Porque foi a pensar em si, e apenas em si que nos lançámos há oito anos na tarefa de “refundar” o “Diário do Alentejo”. Aqueles a quem restar um pedaço de lembrança reconhecerão que não se comete grande exagero quando se fala em “refundação” para referir o que aconteceu nos últimos anos ao último jornal público do País. Até então, e desde o momento em que os municípios do Baixo Alentejo se associaram, no início dos anos 80 do século XX, para adquirir o título, que o “Diário do Alentejo” se transformou num autêntico pasto para a piromania político-partidária regional. À sua vez, e dependendo dos equilíbrios das forças em parada, comunistas e socialistas disputaram-no, usaram-no, instrumentalizaram-no. Com mais ou menos pudor. Com mais ou menos decência. E só um milagre eleitoral, como aquele que ocorreu em 2009, em que PS e CDU obtiveram o mesmo número de autarquias e o PSD se constituiu como fiel da balança através do município de Almodôvar, se pôde interromper a alternância sectária que até então grassou no jornal. É daí que vem a direção agora cessante, posta, pela primeira vez, por intermédio de um concurso público que valorizou o currículo dos proponentes e a natureza do projeto editorial. E a natureza do projeto que hoje finda, isso o saberá melhor do que ninguém o bom e fiel leitor, assentou apenas num pressuposto: no jornalismo, enquanto força motriz fundamental dos sistemas democráticos. Simbólica, é um facto, mas a primeira iniciativa que se tomou nesse sentido foi, após a apresentação do novo diretor aos jornalistas, convidar os presidentes de câmara a abandonar a sala da redação. Nesse dia inaugural ficaram logo muito bem definidas as fronteiras. E ainda melhor o ficaram quando se prescindiu de todos os cronistas políticos que asseguravam uma espécie de equilíbrio podre entre as partes conflitantes. O combate político sanguíneo e o comunicado partidário de gaveta deram, desde então, lugar às pessoas. Às suas realizações, aos seus conseguimentos individuais e coletivos, aos seus méritos, às suas aspirações, às suas necessidades. A cultura tomou o lugar da desgraça. As aldeias, mesmo as mais ínfimas e remotas, tornaram-se para nós o centro do mundo. A história de vida do indivíduo anónimo passou a importar. A identidade de um povo impôs-se às clubites e às partidarites. A valorização das pessoas em si, em vez do enaltecimento do poder que algumas pessoas em particular detêm, foi, pode dizer-se agora, a matriz editorial deste projeto. O seu fundamento. A sua razão de ser. Um jornal, qualquer que seja, porque tenta fixar a história num tempo presente, é necessariamente um álbum de erros. Já um bom jornal, sabendo o erro como companheiro inevitável, tenta escapar-lhe o mais possível, investigando, confrontando, parando para pensar e para questionar. Foi o que fizemos (ou tentámos fazer). Isso, lá fora, valeu-nos prémios e reconhecimento. Cá ao perto, pressões indizíveis e censura. Ao termos estabelecido a nossa própria agenda, absolutamente marginal à agenda oficial, experimentámos algo de libertador para o jornalismo que talvez nunca antes tenha sido experimentado em Portugal. E isso deixa-me tão feliz nesta hora de abalar como o facto de o ter tido e sentido, estimado leitor, sempre por perto.”

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Expliquem-me lá…

18 de Janeiro de 2019


Então eu estou a financiar uma obra? Os munícipes estão a pagar por uma coisa que não existe? Sim, a EMAS cobra aos munícipes para financiar obras… onde é que isto vai parar?

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Antes de o ser já o era

14 de Janeiro de 2019


De acordo com notícia da RPax, Luís Maneta será, a partir de 1 de Fevereiro, o novo director do Diário do Alentejo.
O blog Praça da República sabe, de fonte pouco segura, que um dos primeiros trabalhos de LM no DA, será um documentário em vídeo com as conversas tidas entre o próprio e quem o convidou para substituir Paulo Barriga.
É caso para dizer que o DA vai ser um sucesso junto dos apaniguados do PS. Ou estarei enganado?

PS: aproveito para dar os parabéns ao Luís Maneta e desejar-lhe sucesso e capacidade para não transformar o DA num boletim municipal.

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Está mal

11 de Janeiro de 2019

Num dos seus recentes posts no facebook, a propósito de investimentos contemplados no PNI 2030, Paulo Arsénio puxa para si ( e seu executivo) a exclusividade dos louros desta conquista (ainda sujeita a aprovação na AR).
Tenho vindo a notar que o Presidente da CMB vive numa bolha de felicidade, anunciando diariamente uma quantidade de obras e arranjos, dourando um panorama que, só não vê quem não quer, está longe, muito longe, de ser famoso.
Neste caso Paulo Arsénio é, deliberadamente, injusto. Ignorou, de propósito, todo o trabalho feito por cidadãos anónimos, em torno do Beja Merece+. Paulo Arsénio deixou de ouvir os bejenses, refugiando-se num círculo de aplausos – a tal bolha de felicidade – que o transporta para uma cidade imaginária. Já não faltam muitos anos para acertar as contas eleitorais. Lá estaremos todos para recordar a PA que a falta de humildade é julgada nas urnas.

Está mal, Paulo Arsénio. Muito mal!

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Ainda sobre o Diário do Alentejo

8 de Janeiro de 2019

Sindicato dos Jornalistas pede audiência à CIMBAL
Em comunicado, o SJ refere que em causa está a forma como decorreu o concurso para diretor do único jornal com financiamento público do país.

Destaco:

“Por outro lado, e mais grave, o júri do concurso (três pessoas) foi constituído exclusivamente por militantes do Partido Socialista – o que é público e passível de ser confirmado nas páginas oficiais das Câmaras Municipais.
O SJ está, como é evidente, a favor da realização de um concurso público para escolher o diretor do jornal Diário do Alentejo – prática que foi utilizada para contratar o diretor cessante, Paulo Barriga –, mas de um concurso público que o seja efetivamente e que tenha como fim último concretizar uma informação independente do poder político, tenha ele a cor que tiver.”
Pode ler aqui o comunicado na íntegra.

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Um apelo de leitor

7 de Janeiro de 2019

Um leitor deixou o seguinte comentário, que destaco:

“J. Espinho, peço licença para usar o teu blog, para que de forma pedagógica faça sentir às pessoas que andam a passear os seus canídeos na zona das piscinas descobertas. Que ao menos, e já que não recolhem os seus dejectos, evitem que eles os façam mesmo no meio das passadeiras vermelhas recém-construídas.
Não é necessário dar tanta visibilidade a tamanhas “obras de arte”. Que não só não valorizam os referidos passeios, como contribuem para o estado deprimente em que se encontram as ruas e a própria cidade.
Seria bom, já que as autoridades locais nada fazem nesse sentido, que os militantes ou simpatizantes do P.A.N. na região e sobretudo o seu “braço armado” o I.R.A. se interessassem pelo assunto.”

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Cinzeiro

6 de Janeiro de 2019


foto: joão espinho

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Beja – Lago dos Cisnes

5 de Janeiro de 2019

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Festival B em Beja

3 de Janeiro de 2019

Dia 4 de Janeiro é a data oficial da primeira edição das Cartas Portuguesas há 350 anos.
Nesta data inicia-se a programação do festival B, dedicado a Mariana Alcoforado e à sua dimensão universal com a exibição da exposição 100 PASSOS no Museu Regional de Beja que estará patente ao público durante todo o ano de 2019, entre os dias 4 de Janeiro a 31 de Dezembro. A exposição é co-organizada com o Município de Beja, a CIMBAL e o Museu Regional de Beja e conta com o apoio do Arquivo Distrital de Beja.

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