Arquivo da Categoria ‘A minha cidade’

Anibeja 2008

4 de Julho de 2008

Alguém sabe qual a programação para este ano?
Quais os espaços que vão ter animação?
Cinema, teatro, música, etc…?
E quando é que começa?
Estamos a 4 de Julho. Não se atrasem.

Flop!

2 de Julho de 2008

Recordam-se da forma entusiástica como tem sido anunciada (pelo Chefe da Divisão de Bibliotecas da CMB) a “Festa da Língua Portuguesa”, esse grande evento lusófono que seria o culminar do “Acontece em Português”? Lembram-se?
Pois é melhor que se esqueçam, porque não passou de mais um projecto (infelizmente) falhado.
Acontece!

Entretanto.

A Feira do Livro - Beja teima em evitá-la, vá-se lá saber das razões - continua a ser uma actividade a que a autarquia pouco ou nenhum carinho dá. A edição de 2008 foi de novo programada para integrar as “Andarilhas”, o que faz com que ocorra no início do ano lectivo, ocasião em que as famílias vêem os seus orçamentos desviados para a compra dos manuais escolares, tendo sido sugerido pelo seu responsável que a mesma “tenha uma escala mais pequena”! Mais pequena?
Flop cultural, como é hábito!

Afinal…

2 de Julho de 2008

… tínhamos razão quando ontem, na Assembleia Municipal, sugerimos ao Presidente da Câmara para que mandasse lavar a Praça da República (não esta, a outra).
O Presidente lá balbuciou que o que estava mal na Praça era a sede do meu Partido - tive que lhe explicar que eu não tenho a responsabilidade da manutenção da sede do PSD mas ele tem a de manter a cidade limpa - mas, afinal, segundo telefonema que recebi há pouco, a Praça estava a ser lavada.
A cidade agradece.

(e eu agradeço a quem transmitiu a informação)

Piscina de Beja - a resposta

28 de Junho de 2008

Em resposta a esta questão, recebi dos serviços da Assembleia Municipal a seguinte informação:

    “Na sequência do pedido de informação do Grupo do PSD, de 20 de Junho de 2008, encarrega-me o Senhor Vereador Francisco Caixinha de transmitir que a abertura da Piscina Municipal está prevista para o dia 02 de Julho de 2008. As obras de melhoramento deveram-se à execução de uma nova piscina para as crianças.”

Estamos esclarecidos.

Conversas da treta

25 de Junho de 2008

A propósito do boletim que aqui refiro, leia-se a última página e tente-se perceber do que se trata. É um programa eleitoral? É um lençol de boas intenções? É o quê, afinal?


(clique para aumentar)

A piscina municipal de Beja

25 de Junho de 2008

É todos os anos a mesma coisa. E em cada ano que passa a coisa não se altera.
Quando é que abre? Não sei.
Em nome do Grupo Municipal do PSD enderecei, em 20/6, ao Presidente da Assembleia Municipal, o seguinte:

    “Solicita-se que seja disponibilizada a este Grupo Municipal, com carácter de urgência, informação sobre a situação das obras de melhoramento da Piscina Municipal (descoberta) assim como previsão de abertura do referido equipamento municipal na época balnear de 2008.”

Entretanto, quem lucra com a tradicional incompetência da autarquia bejense são os municípios da Vidigueira e Cuba. Ah, e a CP, que todos os dias transporta largas dezenas de jovens até à vila de Cuba. Onde a piscina abriu a tempo e horas.
Cada um tem aquilo que merece, diz-se!

Descubra as diferenças

23 de Junho de 2008

A CDU de Beja distribuiu recentemente um boletim que pretende ser uma prestação de contas do trabalho realizado pelo executivo da Câmara Municipal de Beja em 2006 e 2007.
Folheando o boletim, verifico que poucas são as diferenças com o habitual Boletim Municipal: a escolha cromática, as fotografias, o grafismo, o editorial, etc… Nada parece distingui-los. Quase que se poderia dizer que este folheto partidário foi elaborado na CMB. Mas não o digo, pois parece-me, isso sim, que o Boletim Municipal é que é elaborado numa qualquer estrutura do PCP local.
Também não?
Pronto, então são os meus olhos que vêem mal.
Mas não tão mal para perceber que, entre o que foi feito e o que foi prometido, há um enorme fosso.
Um fosso visível na última página deste novo boletim, onde se diz que “estamos a construir A CIDADE E O CONCELHO QUE QUEREMOS“. Assim, em maiúsculas, vermelhas. Para que ninguém se iluda!

Tá bem tá!

13 de Junho de 2008

Na edição de hoje do Diário do Alentejo, na coluna “tá bem e tá mal“, que o Director do DA utiliza semanalmente para dizer tá bem ao PCP e tá mal dos outros que não são da cor, a propósito da posição de Pita Ameixa relativamente ao Congresso Alentejo XXI, diz o distinto JM: “Os jornalistas não são cadelinhas amestradas obrigadas a abanarem a cauda quando ele (Pita Ameixa) fala!”
Os jornalistas poderão não ser cadelinhas amestradas, mas é esta a figura que o Director do DA parece fazer, principalmente nessa tão eloquente coluna, quando semanalmente abana alegremente a pena a ditar louvores às coisinhas do PCP. Cadelinha não é, mas amestrado…..

Intervalo

9 de Junho de 2008

Na programação do Pax Julia Teatro Municipal. Esta é a semana do congresso do alentejo, pelo que a sala estará a ser engalanada.
Concorda-se e aplaude-se esta suspensão cultural! Com o feriado de amanhã (10 de Junho), a que se soma o de Santo António na capital, havia o risco de a sala ficar vazia.
Assim, ganha-se fôlego para uma programação ímpar (especial, dizem eles!) que irá celebrar o 3º aniversário daquela sala de espectáculos.
Viva o Pax Julia!

(não linko o respectivo site pois o mesmo tem uma coisa chamada Trojan.JS.Redirector., que não sei se é boa se é má, mas que o meu anti-virus detectou e removeu).

Beja em declínio

26 de Maio de 2008

Via Bom Gigante cheguei a este artigo assinado por Robin Gauldie no Daily Telegraph.
O semanário Sol faz notícia do artigo e resume:

jornal sol transcreve telegraph

Seguramente que Gauldie não leu os boletins municipais, desconhece que Beja é um concelho e que tem muito mais que uma pequena cidade, que é nas pequenas aldeias que está o nosso verdadeiro valor, o nosso património, que o futuro do Alentejo está em Beja, etc….
Esta gente, que vem de fora e depois descreve a cidade como sendo sonolenta e em declínio antigo, deve estar a soldo de forças imperialistas ou, nas melhores das hipóteses, enganadas por algum blog reaccionário. Só pode.

Correio do leitor

19 de Maio de 2008

Foi deixado aí para baixo em caixa de comentário. Dadas as questões que levanta, traz-se para post.

“Há mais de quatro décadas a residir nesta cidade de Beja, muito poucas vezes vou aos vários espectáculos que o Cine-Teatro Pax Júlia oferece com regulariedade, dada a minha vida profissional e familiar. No entanto, este fim-de-semana, resolvi abrir uma excepção, dado ser um apreciador de jazz e sobretudo de piano, e assitir no sábado dia 17/05/2008 ao concerto de Bernardo Sassetti de quem, aliás, sou admirador.

Como todos nós que aqui residimos sabemos, não é fácil estacionar naquela zona e àquela hora, nesses dias; pelo que fiz uma primeira tentativa exploradora ao parque de estacionamento em frente da Cooperativa Proletário Alentejano. Não tive sorte, pois não havia um único lugar disponivel para o meu carro.
Segui então em direcção ao que fica ao lado da Igreja de Santa Maria, mas acabei por voltar para trás e subir a rua em direcção ao cine-teatro, mas nada nem um único lugar à vista.
Desci depois a “Rua do Marçal” em direcção ao jardim do bacalhau, continuei em frente e voltei a subir a rua de acesso à Praça da República.
Já dentro desta, reparo estasiado para um lugar na fila contínua e ininterrupta de carros estacionados no lado direito. Parecia uma dádiva dos céus.
Lá estacionei finalmente e ála que se estava a fazer tarde; lá fui, Rua dos Infantes a caminho do tão desejado Bernardo Sassetti.
(more…)

O cante alentejano visto pelos leitores -2-

17 de Maio de 2008

cante alentejano na adega do sintra em beja_foto de manuel de jesus

adega do sintra em beja

    A mansidão da paisagem excita-nos a alma.
    O cantar dá-nos a verticalidade.
    A planície o nosso palco e manto.

    Olho a cadência do tempo no expectante desarticular de
    um cabelo que agora é branco.
    O tempo passou.
    A saudade percorre-me.
    25 anos, que foram dias, Primaveras, desassossegos que passaram por nós,
    como uma pinga de suor que cai do rosto até estatelar-se no chão que a absorve.

    Os que ficaram pelo caminho.
    Foram tantos.
    Descarnados ecoam as suas almas na planície, bradando penitência
    a um Deus que também não é perfeito.
    Francisco Mósca