Abr 08 2022

Testemunho de um concurso da Câmara de Beja

Publicado por as 11:43 em A minha cidade

Na secção “Cartas ao Diretor”, do Diário do Alentejo, escreve Domingas Velez:

“Ao ler o artigo da autoria de Paulo Barriga, na revista Sábado nº 933, da semana de 17 a 23/03/2022, sobre o tema “Os Concursos” (aconselho que leiam, diz respeito à cidade de Beja), surgiu em mim uma agitação que espicaçou a minha capacidade de aceitação e resiliência que tenho tido há mais de dois anos, altura em que me candidatei ao procedimento concursal para dirigente intermédio de 2º grau Chefe de Divisão de Educação, Desporto e Juventude. O que leio no artigo, ainda me conseguiu surpreender, pois são apontados factos que desconhecia, como a atribuição de 22 valores numa escala de 0 a 20, assim como o referido concurso ser de “carácter urgente” e passados mais de dois anos, o procedimento concursal continuar a decorrer.
“O presidente da autarquia descarta para o júri “a inteira responsabilidade” pela estruturação e elaboração das atas” – é óbvio! Já a presidente de um dos júris, diz que “tudo foi feito com honestidade e sem a intenção de beneficiar ou de prejudicar ninguém” e que, “quem define as questões processuais é a autarquia.” Então, em que ficamos? A quem cabe a responsabilidade? Isto não é “brincar com quem trabalha”, mas é desrespeitar os concursos e os concorrentes.
Lê-se ainda no artigo, relativamente ao concurso para chefiar a Divisão de Educação, Desporto e Juventude: “Para o presidente da autarquia, o vencedor “não foi designado por motivos de carácter superveniente relacionados com o funcionamento dos serviços que integram a respetiva unidade orgânica” e que apesar deste tipo de procedimento ter um “caráter urgente”, a nomeação “depende da entidade promotora.”” Estas duas justificações são de um obscurecimento notável! Então, o funcionamento dos serviços da divisão supracitada, funcionam melhor sem chefe de divisão? E o que era urgente, deixou de ser! E ainda a nomeação depende da entidade promotora – o presidente da autarquia!
A autarquia, durante este período de mais de 2 anos, não deu qualquer explicação aos candidatos, somos mesmo compassivos! E ainda acresce à tentativa de explicação, a citação da Lei 2/2004, de 15 de janeiro, para explicar que a mesma foi aplicada e “atendeu a critérios de transparência, eficiência, economia de custos e celeridade que devem presidir à atividade administrativa.” Pelo exposto, verifica-se a inaplicabilidade da legislação focada.
Como se pode constatar, pelas datas referidas, este foi um assunto que passou do mandato anterior da autarquia para o atual, mantendo-se o presidente da mesma; podemos assim avaliar o peso que foi e é dado ao assunto e consequentemente à Educação, ao Desporto e à Juventude do concelho de Beja.
Tendo a situação chegado a este ponto, esperemos que a sua resolução seja mais precisa e que o futuro traga melhores práticas.
No presente artigo, só me debrucei pelo procedimento concursal para chefe de divisão de Educação, Desporto e Juventude da CMB, mas reforço o conselho de lerem o artigo completo sobre os 3 concursos” – https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/tres-concursos-a-mesma-vencedora

Domingas Velez
Beja

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26 Resposta a “Testemunho de um concurso da Câmara de Beja”

  1. Quim Pato diz:

    Isto dos concursos é uma treta que devia de acabar, cargos de chefias na administração pública, câmaras, etc, devia de se assumir que é de nomeação política. Para chefes de divisão tem que ser pessoas de confiança política. Imegem esta senhora ou outra senhora ou outro senhor que tem contas a ajustar com o Presidente a assumir um cargo desta importância estratégica para a gestão da câmara, em que faria tudo para correr mal. Seria muito mau para o executivo, logo sou da opinião que tem que ser de confiança para ajudar a implementar um programa que foi a votos e que foi escolhido pelo povo.
    Concursos da tanga há por todo o lado, vejam em Serpa quem lá está, desde Natacha Lemos, Orlando Pereira ex-Cimbal, Miguel Serra que continua a faturar à Câmara de Beja, e muitos mais… Assumam de uma vez or todas o que se passa.

  2. João Espinho diz:

    @pato – donde se depreende que para esses cargos só seriam nomeados comissários partidários.E não é isso que está a acontecer e que os concursos só vêm legitimar?

  3. Jacquerie diz:

    Hehehe. Diz um senhor: “há corrupção? Legalize-se a mesma que deixa de haver.” Acrescento, para que são necessários os mais competentes? Pergunta: deve fazer-se o mesmo com os outros delitos? “Aí Portugal, Portugal…

  4. Chico Pombo diz:

    Caro @Quim Pato (pseudónimo interessante)- Então acha que a bem da transparência e da igualdade de oportunidades, seria melhor abolir os concursos e nomear politicamente a rapaziada com “perfil mais adequado”? O problema não é o concurso em si, mas as regras “subjectivas” e por vezes “obscuras” em que o mesmo assenta! Façam-se concursos de modo inteiramente independente, que veremos se a coisa não funcionará de outro modo (com alguma dose de azia ou de inconformismo) para quem os promove! Por outro lado, porque raio é que um cargo de natureza técnica (e não política) tem de exigir filiação ou simpatia de qualquer natureza? Não seria mais proveitoso para qualquer organismo, tendo em vista um bom serviço público, seleccionar as pessoas mais capazes? E olhe que as nomeações têm dado naquilo que se sabe em muitas autarquias!

  5. Tonecas diz:

    @ Pato – É a segunda vez que vejo uma ardente defesa do fim dos concursos públicos, e a nomeação por critérios de confiança política.
    A ” cabeça pensadora” que emitiu o primeiro comentário é um dos múltiplos parasitas que o PS colocou na CIMBAL, presumindo, que o @Pato e esse parasita da CIMBAL são a mesma pessoa.

  6. Costa Silva Costa diz:

    Por motivos de carácter superveniente devia ser assumido que a mafia é a máfia, tem as suas pessoas de confiança, e só assim consegue operar de forma eficaz. O facto de também existir máfia na Rússia deverá ser tolerado, por motivos de coerência. Assumido isto, refira-se que festival BA é uma iniciativa de qualidade e relevância inquestionável, no quadro da aplicação dos fundos comunitários numa região de património degradado e sem tecido económico. É tudo uma questão de confiança nos rapazes e resiliência. Siga.

  7. Domingas do Carmo Janeiro Vasques Moreno Velez diz:

    @Pato, acha então que todos os cargos a exercer, neste caso numa autarquia, devem ser de “confiança política”, não sei se é o seu caso ou se simplesmente pensa assim, porque é político, se não trabalha no setor público ou se mais grave, defende que os concursos públicos sejam uma coisinha que tem de ser feita, mas que nos bastidores há outro trabalhinho que não tem nada a ver com a Lei que regimenta os concursos desta índole, a qual obriga a que sejam cumpridos princípios inalienáveis, os quais nesta situação não foram claramente cumpridos, senão não haveria uma candidata com 22 valores, numa escala de 0 a 20. Há um aspeto que falha em qualquer relação humana, é colocarmo-nos no lugar do outro, já experimentou sair da sua cápsula e pensou: e se fosse comigo? Mas as pessoas concorrem para ajustar contas com alguém? Então, todos os trabalhadores da autarquia têm de ser “de confiança para ajudar a implementar um programa que foi a votos”, senão corre mal para o executivo? Sabe, é que vivemos numa democracia e não numa autocracia, temos uma Constituição da República, leis que regulamentos as diversas eleições e leis que regulamentam concursos públicos, desde a constituição do júri, candidatura, classificação curricular, entrevista e respetiva classificação. Pois, é muita coisa, seria mais fácil uma nomeação política ou partidária, na sua opinião, a qual também deve seguir determinadas regras, começando pelo conhecimento, argumento, respeito pela lei e pela sã convivência, senão caímos em posições populistas que vão contra a democracia.
    @Pombo, concordo em absoluto quando afirma – “Façam-se concursos de modo inteiramente independente, que veremos se a coisa não funcionará de outro modo (com alguma dose de azia ou de inconformismo) para quem os promove!”. Um júri independente e respeitador da lei na sua composição é um primeiro passo e o segundo passo é um presidente que ateste essa independência e consonância com a lei e conclua o procedimento concursal.

  8. Luís Palminha diz:

    Não tenho dúvidas que algo correr bastante mal neste e outros concursos da Câmara de Beja.

    Aquilo que não compreendo, é porque é que ninguém faz uso de uma Providência Cautelar para inviabilizar o dito concurso e obrigar a lançar um novo concurso.

    Alguém de direito que me esclareça por favor. É ou não possível, uma vez que o dito concurso ainda decorre, de submeter uma Providência Cautelar a colocar um fim ao mesmo, com base nos erros cometidos?

  9. Brito diz:

    É de lamentar que aqueles que fazem parte dos júris dos concursos lançados pela CMB se prestem a ser uns perfeitos bonecos nas mãos do nepotismo socialista.

  10. Chico Pombo diz:

    caro @Luis Palminha- Estando longe de ser um especialista na matéria, julgo que em sede dos próprios mecanismos e regras dos concursos públicos, poderá ser oportunamente despoletada uma reclamação, que poderá ser objecto de análise pelo Tribunal Administrativo (TA) da área! Como normalmente o TA tem competências jurídicas para analisar os termos processuais e administrativos das CM’s seria de apresentar uma queixa formal nesse sentido! Digo eu.

  11. Chico diz:

    “Confiança política”, como assim?
    Do tipo que sentam e abanam o rabo ou do tipo que se riem na frente e age pelo politicamente correto pra manter a aparência, e nas costas o considere sem perfil pro cargo?
    Mas ainda assim são merecedor@ de, incompativelmente, acumularem funções, até o tribunal ordenar a saída.

  12. Maria vai com as outras diz:

    A sensação que se fica a ler alguns destes comentários, e em particular os da senhora da carta, é que não devemos viver no mesmo país e tão pouco na mesma galáxia. Tal é a distancia que separa a realidade da ficção.
    Também não percebo, porque é que J. Espinho, pessoa por quem tenho em grande consideração, trás para o seu blog este assunto que considero sem pés nem cabeça.
    Era só o que faltava, que qualquer instituição pública ou privada, não pudesse escolher para seus os altos cargos executivos as pessoas que considere da sua extrema confiança e em quem considere poder delegar funções de grande responsabilidade.

  13. PedroS diz:

    Confiança política????
    Nada disso, o que interessa é a confiança técnica.
    Os políticos quando tomam posse, salvo raríssimas exceções, não percebem nada das funções que vão desempenhar…
    Ora, têm que se rodear de técnicos competentes, sob o ponto de vista moral, carater elevado, com capacidade de diálogo e sobretudo, tecnicamente muito bem preparados.
    Mas não interessa nada que seja uma pessoa que diga apenas aquilo que o executivo quer ouvir.
    Tem que ter capacidade de ilucidar o executivo, verdinho e inexperiente, das diversas formas de executar as tarefas num mundo cheio de armadilhas….

  14. Maria vai com as outras diz:

    PedroS, leia bem bem o que eu escrevi.
    Extrema confiança.
    O política e a técnica são obra sua, provavelmente para tentar lançar a confusão.
    Não conseguiu.

  15. Valter Gouveia diz:

    Já dizia um autarca da nossa praça entretanto falecido: “Ser presidente de Câmara é no fundo bastante fácil, basta ter colaboradores capazes (e não lacaios ou expectadores) e confiar no seu trabalho”! Nada mais verdadeiro, mas no entanto raro! Há gente nas autarquias com competência (como haverá o oposto) mas incomoda muitas vezes a voz dos dirigentes, porque pensa pela sua cabeça!

  16. PedroS diz:

    Oh mariquinhas vai com as outras … … foi necessário recorrer a especialistas para os Júri dos concursos da CMB e foram buscá-los a:
    Moura, Ferreira, Mértola, Aljustrel, Silves ou Albufeira, Instituto Politécnico de Beja … …

    …. para parir esta caca de resultados … … … com 22 valores e tudo?

  17. Aguas diz:

    Diário da República de hoje – Câmara Municipal de Alvito.
    Vejam como um pseudo-fotógrafo, obviamente PS, obviamente a trabalhar na CIMBAL, é nomeado Chefe de Serviços do Desporto, Cultura e Educação daquela Câmara.
    Já viram como um PS, semi-analfabeto, já é Chefe de Divisão numa Câmara PS?
    Pelo menos o Presidente de Alvito em 15 Dias resolveu uma situação que Paulo Arsénio não teve competência para resolver em 3 Anos!!

  18. Teo diz:

    E o Besugo não teve conhecimento desse cargo???

  19. Maria vai com as outras diz:

    PedroS: você tem mau perder, hem?
    E ainda por cima, pouca ou nenhuma educação.
    Eu não disse que concordava com o que quer que fosse.
    Limitei-me a constactar o óbvio, até porque este assunto não tem razão de o ser.
    O concurso foi aberto, os resultados o que foram, agora outra coisa bem diferente é a admissão de concursantes.
    Foi por esse motivo, que a queixa anónima ao Ministério Público, deu no que deu. Ou seja, em nada.
    E se você, em vez de discutir o tema, está aqui para alarvejar, vá para o raio que o parta, para não o mandar para outro sitio mais apropriado.

  20. João Espinho diz:

    @maria – cuidado com a linguagem.

  21. Alentejano diz:

    @Aguas ,Xuxas a ser XUXAS!!!

  22. Tito diz:

    A Maria vai @ está totalmente convertida/o ao nepotismo e às tramóia do aparelho socialista.
    Essa do Besugo ser nomeado Chefe de Divisão da Câmara de Alvito é a demonstração clara da Mafia PS que Governa Beja e o Baixo-Alentejo.
    Continuem a votar no PS!!!!!!

  23. Valentim diz:

    Caros @Aguas e @Teo- As figuras de que o actual presidente se rodeia, nem nas rifas populares sairiam tão jeitosas! A juntar à inexperiência do dito (que é apenas uma figura simpática), nomeiam-se uns indivíduos quase omniscientes, aparelhistas e ignorantes, porque assim ao menos, só se “estraga uma casa”! Até os funcionários acham graça à comédia actual! E depois? Depois, lá se aguentarão até daqui a 4 anos, que em Alvito nunca houve tempo para aquecer as cadeiras! Até que a população resolva (como sempre) mudar o estado da coisa!…É engraçado, sem ter grande graça nenhuma!

  24. Maria vai com as outras diz:

    J. Espinho@; quem cala e consente, não é filho ou filha de boa gente. Não sei se me excedi, mas tenho o direito a algum respeito e consideração. E não a comentários acintosos, eu que estou aqui a discutir e debater o assunto com todo o respeito e consideração pelos outros interlocutores.
    Tito@, não é verdade que esteja convertida ao aparelho socialista e em especial o do nosso concelho, já que tirando umas poucas obras de remodelação, nada faz de estrutural no presente e em termos futuros pela nossa cidade e pela região. Que as possa retirar ou pelo menos indiciar uma saída do ciclo de decadência económica e social em que irremediávelmente se encontra há décadas e de onde parece não conseguir sair.

    Quanto ao caso em particular, que aqui se debate, julgava eu que as senhoras professoras, tal como outros técnicos superiores e especialistas deveriam pugnar pelas suas competencias especificas e desenvolver as suas actividades pelo menos no âmbito da sua área. E não andar à procura de tachos politicos que nada têm a ver, e que pelos vistos podem muito bem ser desempenhados por pessoas sem a minima formação como julgo ser agora o caso, para fugir de dar aulas.
    Pois do que estamos a falar, é da chamada de descentralização de competencias para as autarquias, na área da educação, ao nivel dos equipamentos, assistentes operacionais e do pessoal administrativo, que nada tem a ver com o ensino propriamente dito. Logo este tipo de chefias que foi a concurso, acaba por ser apenas milho para pardais e para os boys e girls de terceira ou quarta linha.
    O problema que aqui se deveria debater, é, se isto se passa com os tachos inerentes à desentralização de competencias para as autarquias, o que é que sucederá quando dos chorudos da regionalização. Aí é que vai o bom e o bonito na luta por tachos então dignos desse nome. Pois se neste caso é o que se vê, quando começar regionalização a sério não sei se não se irão comer uns aos outros, salvo seja.

  25. Sem espinhas diz:

    Mas a respeito de todos estes concursos, e como já referi noutro post, será que alguém pode dizer que:
    . algumas atas de definição dos critérios de seleção dos candidatos não foram feitas depois de terminar o prazo para a apresentação de candidaturas;
    . alguns critérios não foram definidos depois de serem conhecidos os candidatos;
    . algumas notas das avaliações não foram atribuídas antes dos candidatos fazerem as provas;
    . algumas propostas de nomeação para a ocupação dos cargos não foram feitas antes de estarem concluídos todos os métodos de seleção;
    . alguns dos candidatos nomeados nem sequer foram os propostos pelos júris???
    Consultem-se as atas e obterão as respostas…

    Já agora mais umas questões: este assunto não é muito importante para a cidade e para a região? Então onde anda a comunicação social local que não investiga estas situações para esclarecer a população sobre o que se passa na realidade?

  26. Tito diz:

    @Sem Espinhas – não existe Imprensa Regional livre e democrática. Temos sim alguns pasquins vendidos ao PS.
    Pior que no tempo do Fascismo.

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