Set 05 2021

Entrevista com Pedro Pinto

Publicado por as 15:30 em Autárquicas 2021

Pedro Pinto é o candidato do Chega à Câmara de Beja.

Agradeço a Pedro Pinto a disponibilidade em participar nesta entrevista.

 

1 – Como é que o Pedro Pinto, não sendo de Beja, aparece como candidato pelo “Chega” à presidência da Câmara Municipal de Beja? Que conhecimento tem da cidade e do concelho?

Três coisas: em primeiro lugar o não ser de Beja, nunca impediu nenhuma candidatura. Repare, por vezes, uma visão de fora, poderá ser muito importante na mudança que o concelho precisa. Depois, vivo em Portalegre, que é a capital de Distrito mais parecida com Beja, sem autoestrada, esquecida pelos sucessivos governos. E em terceiro lugar, tenho família em Beja e no Distrito, bem como imensos amigos e partilhamos os conhecimentos do concelho. Os kms a mim nunca me meteram medo! 

2 – Sendo o “Chega” conotado com ideais  racistas e xenófobos, que medias propõe para a integração social do número, cada vez mais crescente, de imigrantes? Não considera que pode passar por estes imigrantes o repovoamento de um território cada vez mais deserto?

Recuso frontalmente essa conotação que querem fazer ao CHEGA. Existem problemas graves na sociedade portuguesa que não podem ser escondidos. A diferença é essa, os outros escondem-se e nós queremos resolvê-los. Repare, acha que meter a comunidade cigana em bairros, tipo guetos, sem os integrar na sociedade e viverem à conta de subsídios, é justo? Terem só direitos e não deveres, não cumprirem as regras da sociedade, é justo? Pagarem 4,50 € de rendas de casa e irem pagar à câmara, em grandes carros, é justo? Chamam racismo? Nós chamamos justiça! Em relação aos migrantes, tem de haver um grande controlo, particularmente porque muitos estão ilegais e vivem em condições desumanas, que a câmara de Beja não vê ou não quer ver. O que acho é que temos de criar condições para os nossos jovens não saírem do concelho e fazer regressar os que saíram. 

3 – Que diagnóstico faz, em termos económicos, do concelho de Beja? Que medidas propõe para o desenvolvimento da região?

Muito claramente queremos desenvolver Beja, só com grandes empresas isso pode acontecer. Conseguir que o aeroporto funcione, quer como ajuda à Portela, quer como alternativa ao aeroporto de Faro, porque em poucos anos vai estar sobrelotado. Depois, a via férrea é extremamente importante, não podemos estar no século XXI e ficar felizes e contentes, porque o governo nos deu uma automotora a cheirar a gasóleo, para devolver a ligação entre Évora e Beja. A ligação à autoestrada é fundamental, até porque Espanha está aqui ao lado e temos de nos voltar para lá. Para isso já temos conversações com o VOX, para ver o que a Andaluzia e o nosso Alentejo precisam. 


4 – O Centro Histórico de Beja é uma das bandeiras de todas as forças políticas em tempos de autárquicas.  Que propostas tem para revitalizar o CH de Beja

Todos os anos a mesma coisa, mas com pouco desenvolvimento. Temos de pensar em grande, olhar por exemplo para a cidade de Mérida em Espanha e tirar esse grande exemplo. Dar importância às casas devolutas e contactar os seus proprietários. Queremos que Beja tenha orgulho da sua história e do seu centro histórico. 

5 – As campanhas autárquicas não se fazem só nos centros urbanos. Como tem sido a sua aceitação nas freguesias rurais? Que propostas tem levado ao mundo rural para convencer as pessoas a votar em si?

As pessoas estão fartas da campanha do costume… Reuniões com associações, esquecidas assim que são eleitos. Nas freguesias, é muita conversa, abraços e beijinhos e voltamos daqui a 4 anos. Somos diferentes, viemos para resolver os problemas. As pessoas sentem isso, não podem ficar abandonadas, com estradas que fazem corar de vergonha qualquer autarca. A população idosa tem de ser acarinhada e não ficar ao abandono e principalmente, um Presidente da Câmara tem de andar na rua e ver os reais problemas das pessoas. Um destes dias ia na rua e vem uma rapariga e perguntou se eu era candidato do CHEGA e contou-me a sua história. Vive numa aldeia, é mãe solteira, trabalha e recebe 480 €, paga uma renda de 250 €. Essa é uma pessoa que precisa de ajuda, mas a câmara prefere beneficiar os que têm cartão partidário ou de determinada etnia. 

6 – Sendo a primeira vez que o Chega concorre em Beja aos diversos órgãos autárquicos, o que será para si uma vitória? Basta-lhe ter mais votos que qualquer um dos partidos da esquerda? Caso seja eleito vereador, qual irá ser a sua primeira prioridade?

Vitória é vencer! Não estamos aqui para marcar presença, viemos para conseguir o melhor resultado possível. Sentimos na pele o que é o sistema, com ameaças a pessoas por pertencer às listas, funcionários judiciais a conturbar um processo democrático e vimos que os que apregoam Abril, cravos ao peito e dizem liberdade, são os primeiros a atentar contra ela. Beja vai ter uma grande surpresa na noite de 26 de Setembro. A primeira medida é claramente baixar o IMI e com o tempo, abolir, porque é o imposto mais estúpido que existe! 

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2 Resposta a “Entrevista com Pedro Pinto”

  1. hpalma diz:

    Bom, ainda pensei que apresentasse uma solução para o bairro das pedreiras já que é um tema sempre badalado nas hostes do Chega, mas nem isso… Não tem nada.. Zero..

  2. Aguirre diz:

    Uma nulidade, como é possível um Partido Político candidatar este inutil à Câmara de Beja? Não tinham um tipo menos mau?

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