Mai 22 2021

Odemira é só um pequeno exemplo

Publicado por as 17:59 em Geral


Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA

Há dias, o Correio Alentejo destacava o título: “Odemira volta à normalidade“. Depois dava eco às palavras de António Costa. Registem : “Não tenho a menor das dúvidas do custo enorme de uma cerca sanitária para quem está, para quem quer estar e não pode estar e para quem está e quer sair e não pode sair.” Nem Sócrates, o filósofo, diria melhor. Quando não se sabe o que dizer, jogam-se palavras sem nexo para o ar, na esperança que alguém as propague, como sendo muito úteis. O Correio Alentejo fez bem o seu trabalho.
No mesmo jornal, podemos ler que o presidente socialista de Odemira garante que “PREJUÍZOS DA CERCA SERÃO COMPENSADOS”. Só acredita quem quer. O Correio Alentejo parece que acredita.
Entretanto, depois da assinatura de diversos protocolos, a cerca foi levantada. Voltou tudo à normalidade? Só no pensamento dos militantes do PS. As casas sobrelotadas de imigrantes continuam, a descarada exploração, a escravidão e a desumanidade continuam. Miguel Sousa Tavares escreveu : “Acabou a cerca sanitária [em Odemira] e os escravos podem voltar ao trabalho a tempo de os ‘empresários’ terem quem lhes colha as preciosas framboesas”.
É esta a realidade de um país que se intitula de ter uma governação humanista. E de uma região que sempre conheceu a exploração.
Dentro de alguns dias o Presidente da República, numa das suas inúteis “presidências abertas”, andará por ali a ver o estado da coisa. Ouvirá dezenas de “especialistas” e andará cercado por outras tantas dezenas de autarcas socialistas (e de uma apreciável quantidade de governantes). Como é ali para os lados de Odemira, até é capaz de ter a companhia de António Costa. No final… no final tudo ficará na mesma, pois há algo que não muda com as visitas de Marcelo: a mentalidade de muitos portugueses.

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