Mai 10 2021

Descubra as diferenças

Publicado por as 23:09 em A minha cidade,Autárquicas 2021

“Centro do Sul” foi uma invenção vazia de conteúdo. Ninguém sabe o que significa nem se conhecem resultados positivos dessa coisa.
Agora apareceu outra ideia luminosa: “Sentir Beja”.
Os do costume aplaudem. As do costume suspiram de prazer.
Enfim. Descubram as diferenças, e depois contem-me.
Os bejenses agradecem.

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7 Resposta a “Descubra as diferenças”

  1. Cú de Judas do Sul diz:

    Se ainda for a tempo sugiro que mudem para “Apalpar Beja”. Soa melhor, não sei porquê.

  2. Eborense diz:

    Quem terá trazido esta frase tão original para Beja? Terá sido alguém que vem de Évora para Beja cheia de autoridade ? É que lá já existe há muito tempo uma página afecta à câmara chamada @SentirEvora.
    Que falta de imaginação. Ao menos podiam ter recuperado a Beja Capital do Pulido para juntar ao Centro do Sul.

  3. Luís Palminha diz:

    Nas últimas eleições autárquicas, participei activamente num dos debates públicos da campanha do Paulo Arsénio porque na à época me parecia trazer uma nova abertura à participação pública e à discussão pública. Depois de conquistada a Câmara, o diálogo acabou. Discussões públicas ficaram pelas promessas. Por isso, lamento, mas já não dou para este “peditório”.

    Não posso “gostar” ou sequer apoiar uma candidatura que apresenta como líder e recandidato a Presidente da Câmara, um individuo que se julga um “Presidente-Rei”.

    Alguém que a partir da sua página privada e pessoal do Facebook, controla grande parte da informação relevante do Concelho e que não permite o contraditório ou a crítica. Isto para não falar no efeito “bolha” que este vive, pois “empurrando (como quem diz, bloqueando) os críticos, acaba por sobrevalorizar as opiniões dos seus apoiantes, passando a sensação de que tudo corre bem no “Paraíso”.

    Julgo que esta candidatura está muito longe de “Sentir Beja”. Na realidade, será mais do mesmo. Ou seja, “sentir” mas apenas os que rodeiam o “Presidente-Rei” e lhe estão dispostos a prestar vassalagem.

    Lamento muito por Beja.

    Já não sou eleitor na terra onde cresci, me construí enquanto cidadão, me tornei homem e que para sempre levarei no meu coração!

    Gosto muito de Beja, mas gosto muito mais de mim!

    Quando Beja precisar e se Beja precisar, cá estarei para contribuir na construção de uma verdadeira estratégia/planeamento de desenvolvimento para o Concelho. Até lá, continuarei identificar-me com as palavras de um texto único – Príncipes da mediocridade, escrito em 15 de Maio de 2017 e publicado no Diário do Alentejo, por alguém que muito estimo e prezo – o Professor Hugo Cunha Lança.

    “(…) Uma nota propedêutica que infelizmente se exige: há pessoas altruístas. Há pessoas que lutam por interesses, sem terem interesses escusos. Eu compreendo a dificuldade de algumas pessoas em compreenderem o que leva alguém a abdicar do conforto da neutralidade acrítica para defender os seus princípios, por pura generosidade. Há anos que a psicologia explica essa dificuldade de perceção: chama-se projeção. Projetar nos outros o que eu faria, o que eu desejaria, o que eu pretenderia em troca, para elevar a minha voz e defender interesses que não são egoístas. Felizmente, nas esquinas da vida, ainda encontramos pessoas que são diferentes dos seus iguais.
    Dito isto, sem eufemismos, não tenho dúvidas de que Beja tem sido sodomizada pelos poderes públicos instalados, reiteradamente ignorada, coartada das mais básicas condições cruciais para o seu desenvolvimento. E, quando algo se fez, demorou-se mais de 40 anos, por abstrusas e abjetas razões, implodindo-se as condições que permitiriam colher frutos dos investimentos.
    Beja tornou-se numa cidade para reformados ou, como deixei escrito há muitos anos, um bom sítio para vir morrer. E, com umas festas giras e artistas que vêm animar a populaça. Onde se come bem (ainda que em casa), o vinho é excelente, ainda há cogumelos, espargos e ovos que são mesmo ovos, a doçaria é soberba e está a uma hora e pouco de umas praias e de uns centros comerciais, para a malta ir curtir e gastar as migalhas que lhes sobram.
    É axiomático que Beja merece mais. Muito mais. Que o Alentejo em particular, e o Baixo Alentejo em geral, tem condições únicas para crescer e que reúne condições para ser um dos motores do desenvolvimento do País. A questão é mesmo se os bejenses merecem mais ou se têm exatamente aquilo que merecem…
    Os que ficámos, somos poucos. Deixámos fugir os melhores, vivemos fechados nas nossas trivialidades e temos na nossa essência esse gosto pela autoflagelação que nos leva a condenar todos aqueles que ainda ousam erguer a sua voz acima da mediocridade reinante. É aquele velho aforisma: se em terra de cegos quem tem um olho é rei, a minha missão na vida vai ser cegar todos os outros, para ser um pequeno príncipe no reino da mediocridade…”

  4. Anonimo diz:

    ESTOUMAVIR, BEJA, ainda seria melhor…

  5. Italo Calvino diz:

    Parece que ontem houve um debate onde se “sentiu Beja” para discutir património, cultura e turismo, mas ao que parece não se ouviu ninguém de Beja. Correção, fez-se ouvir a senhora Ana Paula Figueira que é absolutamente inenarrável e só sabe falar de si. Espreitem o vídeo na página do sentir. É isto que é ouvir Beja? Discutir estes temas sem ouvir os munícipes envolvidos nestas áreas ou os técnicos? É difícil encontrar palavras para o autismo destas candidaturas. Viradas para dentro, insistem nos mesmos erros sem olhar à volta, sem se aconselharem com pessoas válidas que gostam de Beja. Tudo isto é de uma pobreza revoltante. Não só não têm ideias como não sabem ir à procura de novas perspectivas. O pensamento é medíocre, os discursos pobres, os atos vazios e depois ainda organizam estes debates que tirando a lucidez da directora regional de cultura não há nada para ver e ouvir. Nada de concreto. Nada que projecte um caminho, que lance um sonho. Este é o grande drama de Beja e de quem a comanda.

  6. Sónia Calvário diz:

    Não costumo responder nas redes sociais a questões que se me referem. Aceito e respeito quem o faz mas penso que devo também ser respeitada por essa opção. São formas de estar na vida (privada e pública), ainda que, reconheço, seja, hoje, uma forte componente no modo de comunicar.
    O que me traz aqui é o post do Luís Palminha, designadamente a referência a um artigo escrito pelo meu amigo, de longa data, Hugo Cunha Lança, em maio de 2017, altura em que eu assumia responsabilidades na CMB. A sua opinião, como sempre, é refletida e fundamentada. No entanto, talvez não tenha, na altura, compreendido a estratégia que se levava por diante, especialmente quando refere as “festas giras e artistas”, parecendo entender as mesmas tão só como forma de entretenimento. E foram bem mais do que isso. Tinham um propósito: afirmar Beja enquanto cidade e concelho criativo, de arte, de cultura e de património. Inseria-se numa estratégia de aglutinação, de promoção do sentido de comunidade, do território, do seu património histórico e cultural.
    A título de exemplo, e mencionando apenas iniciativas e atividades, respeitantes a “festas e artistas”, que nasceram com o executivo então em exercício permanente na autarquia, e que se concretizaram nos primeiros dois anos, saliento: em 2014 – (fevereiro) Al-Mutamid (reabilitação do memorial, passeio guiado e espetáculo musical); 25 de Abril com a banda filarmónica Capricho e com Coletivo de Beja (espetáculo com bandas, grupo corais e artistas bejenses); (maio) Beja Romana (apoiando e projetando a iniciativa da Escola D. Manuel I); (junho-setembro) Noites ao Fresco (com artistas e grupos locais) e forte apoio e promoção dos grupos corais. Regressou a Rural Beja (outubro), com várias novidades e com o Salão do Cavalo. Em 2015 acresceram o Beja Acontece e o Cortejo Histórico.
    Neste período, e com relação direta com a citada estratégia e as “festas e artistas”, iniciaram os projetos do Centro Unesco e Parque Vista Alegre, de Recuperação da Torre de Menagem e a iluminação do Castelo e muralha, dos percursos turísticos “os caminhos da História” (hoje em execução ainda «a 1.ª etapa da 1.ª fase de 3»), de classificação do Centro Histórico, e o relançamento do Centro de Arqueologia e Artes, da requalificação da Rua Gen. Teófilo da Trindade (entre outras, como da Rua da Lavoura). Projetou-se o que viriam a ser os Contos do Mundo e Há Contos nas Mouraria”. Investiu-se crescentemente no FIBD e nas Palavras Andarilhas. Apoiou-se à séria projetos de outras entidades, como o Festival do Azulejo e as Maias (APDBeja), ou o Outeiro do Circo e a sua iniciativa, que teve lugar durante todo o ano de 2016, “12 lugares, 12 meses, 12 histórias”.
    E isto, socorrendo-me apenas da memória imediata, sem querer ser exaustiva.

  7. Hugo Cunha lança diz:

    Porque a amizade e a estima não tem ideologias, religiões nem clubes e, como a Sónia sublinhou, somos amigos há mais anos do que gostamos de admitir (porque iria parecer que estamos a ficar velhos, quando ambos somos pouco mais que adolescentes), a Sónia teve a delicadeza de me informar que tinha comentado um texto meu que o Luís foi recuperar à arqueologia.
    Sónia: como se dizia quando jogávamos à batalha naval (e provavelmente fizemos-lo nas aulas na Ordem…), falhaste o tiro.
    Apesar de não ter registo dos dislates que escrevi todos estes anos, os que foram enviados para jornais ficaram em e-mails.
    O artigo em causa é um tributo ao Baioa e ao Bruno, num momento em que eram insultados por avançados mentais, aquando da sua luta pelas acessibilidades e tem por pano de fundo uma manifestação silenciosa na Ovibeja, que tem “festas giras e artistas”.

    Por certo que nos anos em que estiveste na CMB existiram excelentes iniciativas, como existiram nos anos anteriores e continuaram nos anos posteriores, por mérito de muitos e especialmente dos eleitos que, sem exceção, deram o melhor de si e defenderam a sua cidade de acordo com a sua visão do Bom, do Belo e do Justo. E, como escrevi recentemente, estou grato a existirem pessoas que têm vontade e coragem (ou insanidade) de se submeterem ao jogo da democracia e serem tantas vezes enxovalhados por pequenas mentes apenas elevadas na arte da maledicência.
    Ao Vítor (por quem tenho estima pessoal), ao Paulo (de quem sou amigo pessoal) e ao Nuno (de quem sou íntimo) expresso a minha gratidão com a certeza absoluta que irão fazer uma campanha com elevação (porque são pessoas sérias) e que não nunca esqueçam que aquilo que os une é imensamente mais do que aquilo que os separa.

    beijinhos,
    h.

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