Abr 20 2021

NERBE contra critérios de desconfinamento

Publicado por as 14:39 em COVID19

“Em face das medidas anunciadas pelo governo, relativamente à terceira fase de desconfinamento e, devido à gravidade das mesmas, vem a Direção do NERBE/AEBAL, manifestar a sua profunda indignação sobre a medidas previstas para três concelhos do distrito de Beja, nomeadamente Moura, Barrancos e Odemira, que não passam para a terceira fase de desconfinamento, que se iniciou no dia 19.

É incompreensível que Moura, com 17 casos, e Barrancos com 4 casos, não possam passar à terceira fase, o que permitiria às nossas empresas dos referidos Concelhos, voltarem a respirar alguma normalidade.

O critério utilizado penaliza os concelhos de menor população e de maior área geográfica, como são os casos da maioria dos nossos concelhos, não conseguimos encontrar uma única explicação que justifique um critério cego, igual para todo o País e que, na fórmula de cálculo não inclua uma variável, que tenha em conta a dimensão do concelho.

Também no concelho de Odemira, apesar do número de incidências ser bastante maior, é preciso não esquecer que grande parte está localizado na população migrante e que, estes mesmos migrantes, que são mais de vinte mil, não contam para o cálculo da população existente.

Mais uma vez, uma fórmula mal elaborada implica que o concelho retroceda para a fase um, o que obsta a que os empresários desse concelho possam abrir e voltar a ter as receitas de que tanto precisam para manter os seus postos de trabalhos e continuarem em atividade.

Estas situações são extremamente penalizadoras para as nossas empresas, que aguardam por dias melhores. Para mais, é altamente discriminatória, para com as empresas de quase todo o País.

Queremos querer que, as decisões para além de seguirem critérios, como não podia deixar de ser, sigam critérios justos, equitativos e que tratem situações distintas, de forma também distinta, uma vez, que o nosso território e o nosso Alentejo são tão diferentes de outras zonas do País. Salienta-se que, depois das fórmulas e dos critérios deve imperar o bom senso, porque é isso que nos distingue. Ter a capacidade de ler os números e tomar decisões com base nesses mesmos números, mas, com o bom senso necessário para não prejudicar toda a atividade económica de um concelho, numa fase em que as nossas empresas atravessam graves constrangimentos.

Também não podemos concordar, com as regras de encerramento dos restaurantes ao fim de semana às 13H00, porque para além de não encontrarmos nenhuma relação entre as infeções e os horários, impossibilita que, do ponto de vista económico, justifique abrir estas unidades ao fim-de-semana. Bastaria que o horário de fecho fosse às 15H00, para que os nossos restaurantes pudessem, pelo menos, trabalhar no horário do almoço.

Esperamos que, à semelhança do que tem acontecido em decisões anteriores, o Governo venha rapidamente reconhecer e emendar estes erros que tanto prejudicam as nossas empresas.

Beja 19 de Abril de 2021
O Presidente da Direção
Filipe Fialho Pombeiro”

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