Ago 18 2020

A teia socialista

Publicado por as 13:49 em Geral

O PSD denunciou uma “teia de relações partidárias” entre a administração de saúde e segurança social no Alentejo e exigiu o apuramento de responsabilidades pela morte de 18 doentes com covid-19 em Reguengos de Monsaraz.
Em comunicado, o partido social-democrata fala numa “teia de relações partidárias que se estabelece com a Administração Regional de Saúde e o Centro Distrital da Segurança Social” e exige o apuramento de “responsabilidades políticas municipais e distritais” na morte dos 18 idosos num lar de Reguengos de Monsaraz “por alegada falta de cuidados médicos adequados”.

“A ocupação generalizada das estruturas da administração local e regional por parte do Partido Socialista é uma prática que atinge no Alentejo uma dimensão insuportável”, sublinha o partido.

Também o facto de a presidência da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão da Silva coincidir com a presidência da Câmara Municipal de Reguengos revela, segundo o partido, “a promiscuidade política que domina as relações institucionais naquele município do Alentejo”.

Ler aqui.

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34 Resposta a “A teia socialista”

  1. Vitor Paixão diz:

    A direcção do lar falhou em toda a linha pois é patente o incumprimento das normas da DGS, já para não falar no défice de cuidados prestados àqueles idosos. Vai dai vem o Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos politizar a situação com o seu discurso inflamado, atirando culpas para cima do Governo na tentativa de “salvar” um partido que está em cacos e que se for necessário até se venderá à abécula do venturinha. Só não vê quem não quer. Quanto ao Rio, até ao momento em que (ainda que tenuamente) admitiu poder fazer uma coligação, junção, ajuntamento ou o que quer que seja com o facho abécula do venturinha, conseguia admirá-lo e nutrir alguma simpatia por ele mas foi-se o carácter, a decência, tudo… estão desesperadamente desesperados! Sem ironia, sinto falta da (verdadeira) social democracia.

  2. Max diz:

    A coincidência do Presidente do Lar ser simultaneamente Presidente de Câmara eleito pelo PS, tem levado a uma triste tentativa de branquear a morte de tantos idosos.
    O Sr. Paixão só lhe falta atribuir a morte dos idosos ao Rio e ao Ventura.

  3. Vitor Paixão diz:

    @Max – Lamento que tenha de me dar razão. Ou por outras palavras, pergunto-lhe qual foi a parte que não percebeu? A parte em que considero a direcção do lar a principal responsável pelo sucedido, independentemente da proveniência politica dos seus membros? Ou a parte em que me parece que a Ordem dos Médicos desde há muito tempo vem levantando um processo de intenções politicas da qual esta situação não é excepção? Acrescento ainda que defendo uma investicação INDEPENDENTE para apurar responsabilidades como tal duvido que mesmo assim perceba pois o Sr. insere-se na segunda parte do meu comentário. Deturpar o que os outros escrevem, ainda que a titulo de opinião, é feio e revelador da falta de argumentação.

  4. MaRem diz:

    Investigação independente? Onde é que se pode comprar disso?
    Além disso, o que eu vejo é o grosso do povo a defender investigação independente, para os outros.
    Os concursos para a administração pública têm sempre júris independentes, constituído por pessoas independentes, que, independentemente dos candidatos, o resultado é conhecido antecipadamente. Por vezes ganham o concurso os que nem concorreram.
    Nos inquéritos é quase sempre assim – como podemos ilibar estes camaradas, como poderemos safar estes amigos dos camaradas.
    Social democracia para que te quero! Se pelo menos o partido socialista fosse socialdemocrata já não era mauzinho de todo!

  5. Vitor Paixão diz:

    @MaRem: não deixa de ser estranho pedir a social democracia ao partido socialista quando em boa verdade o próprio PSD ainda a pratica menos.

  6. FILIPE diz:

    João Espinho – – – seria interessante saber-se quem são as pessoas que fazem parte dos Corpos Sociais do Nobre Freire.

  7. Ana Matos Pires diz:

    Vamos lá deixar a política rasteira de lado. Vamos lá não fazer chicana política à custa de assuntos graves e sérios. Vamos lá ser sérios e honestos. Memória, precisa-se. O atual presidente da ARS Alentejo, José Robalo, já o era no tempo do governo PSD, foi nomeado por despacho de Paulo Macedo.

    “Despacho n.º 3517/2015
    Considerando que a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) realizou procedimento concursal para o
    cargo de presidente do conselho diretivo da Administração Regional de
    Saúde do Alentejo, I. P., publicado pelo Aviso (extrato) n.º 13466/2014,
    no Diário da República, 2.ª série, n.º 233, de 02 de dezembro, em obediência às regras de recrutamento, seleção e provimento dos cargos de direção superior da Administração Pública, previstas nos artigos 18.º e 19.º
    do Estatuto do Pessoal Dirigente dos serviços e órgãos da administração
    central, regional e local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de
    janeiro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2011, de 22 de dezembro,
    aplicáveis por força do n.º 4 do artigo 19.º da Lei -Quadro dos Institutos
    Públicos, aprovada pela Lei n.º 3/2004, de 15 de janeiro, alterada e republicada pelo Decreto -Lei n.º 5/2012, de 17 de janeiro, posteriormente
    alterada pelo Decreto -Lei n.º 123/2012, de 20 de junho e pelas Leis
    n.os 24/2012, de 9 de julho e 66 -B/2012, de 31 de dezembro;
    Considerando que, nos termos previstos no n.º 6 do artigo 19.º da
    citada Lei n.º 2/2004, o júri do mencionado procedimento concursal
    apresentou proposta indicando três candidatos, entre os quais o licenciado
    José Alberto Noronha Marques Robalo.
    Nestes termos, e ao abrigo do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo 19.º,
    dos artigos 20.º e 25.º da Lei n.º 3/2004, de 15 de janeiro, alterada e
    republicada pelo Decreto -Lei n.º 5/2012, de 17 de janeiro, posteriormente
    alterada pelo Decreto -Lei n.º 123/2012, de 20 de junho e pelas Leis
    n.os 24/2012, de 9 de julho e 66 -B/2012, de 31 de dezembro, determino
    o seguinte:
    1 — Designo, em regime de comissão de serviço, por um período de
    cinco anos, renovável por igual período, o licenciado José Alberto Noronha Marques Robalo, para exercer o cargo de presidente do conselho
    diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, I. P., cujo
    currículo académico e profissional consta da nota curricular publicada
    em anexo ao presente despacho e que dele faz parte integrante.
    2 — Ao abrigo do disposto n.º 3 do artigo 31.º da Lei n.º 2/2004,
    de 15 de janeiro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2011, de 22 de
    dezembro, autorizo o designado José Alberto Noronha Marques Robalo
    a optar pelo vencimento ou retribuição base da sua função, cargo ou
    categoria de origem.
    3 — Autorizo o designado, José Alberto Noronha Marques Robalo a
    exercer, em acumulação, a atividade de docência em estabelecimentos
    do ensino superior, cumpridos os requisitos da alínea c) do n.º 2 do
    artigo 21.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
    4 — O presente despacho produz efeitos no dia seguinte ao da sua
    publicação.
    16 de março de 2015. — O Ministro da Saúde, Paulo José de Ribeiro
    Moita de Macedo.”

    Dito isto, acho que a gestão da situação de Reguengos é absolutamente lamentável, ninguém esteve, nem está, bem na fotografia.

  8. João Espinho diz:

    @ampires – toda a gente sabe que o homem foi para a ARS durante o governo PSD/CDS. O que não invalida que haja uma “teia socialista”.
    Adenda: foi deputado municipal no Alandroal pelo…PS

  9. Teiazinha diz:

    Teias… podemos falar de teias em tanto lado… começando aqui na Cuba, O presidente da Junta da Cuba é o presidente do Sporting da Cuba, o presidente da Junta de farinho é o presidente dos Bombeiros, o presidente da Camara é o presidente da Escola Profissional… depois podem ir ver nos Centros de Apoio a Idosos, Lares, etc quem é que está à frente… está a teia montada…

  10. João Espinho diz:

    @teiazinha – tentativa de desviar as atenções para a casa do vizinho? Reconhece, portanto, que existe uma teia socialista.

  11. José Maria P. diz:

    Ui, vai ser uma roda-viva na Ordem dos Médicos.
    Onde vão eles encontrar tempo e outros recursos para auditar todos os lares onde houve/há surtos e óbitos?
    No tempo em que a OM tinha a missão de regular a profissão os dias eram mais sossegados.

  12. Carlota diz:

    Filipe, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Nobre Freire é um destacadissimas militante do PS, um homem de mão de Pedro do Carmo. Está Aposentado do Ministério da Agricultura, tendo a sua carreira profissional sido realizada encostada ao PS, não se lhe reconhecendo qualquer trabalho realizado no chamado sector social. Fora do Ministério da Agricultura foi secretário de um Governador Civil que por aí passou.
    Ainda vamos ver o PS a nomear alguma Assistente social para o Ministério da Agricultura.
    Em Beja também temos a nossa TEIA.

  13. Beja2 diz:

    @Carlota – tem razão e olhe elas em beja são tantas e estão em pulgas por isso …mas infelizmente não vai calhar nadica de nada que o Costa não é maluco. Só lá calça quem o homem quer e ainda bem que é assim

  14. atento diz:

    Em Beja as teias socialistas alargam-se todos os dias e em todas as instituições. Nunca o PS de Beja pensou ter tantos e tantas militantes competentes e aguerridos só por amor ao próximo. Ah Ah Ah.

  15. Ana Matos Pires diz:

    @João Espinho
    Parece-me absolutamente indecoroso fazer chicana política com um tão grave problema de Saúde Pública, essa foi a minha crítica.
    Comparativamente com outros lares do país, Reguengos não foi o sítio onde mais pessoas foram infetadas, mais pessoas foram internadas (na enf COVID ou na UCI) nem mais pessoas morreram. Houve, isso sim, uma péssima gestão da situação que o Ministério Público está a averiguar, vamos aguardar o resultado da investigação e deixar-nos de deitar gasolina para a fogueira, fogueira que não deveria ter existido.

  16. Ana Matos Pires diz:

    Um trabalho jornalístico a ler https://www.dn.pt/edicao-do-dia/22-ago-2020/o-que-falhou-em-reguengos-e-falha-no-pais-o-modelo-de-lar-que-e-uma-bomba-relogio-12543408.html e uma reflexão pessoal por quem sabe https://canhoto.blog/2020/08/22/as-mortes-em-lares/

  17. Patolas (e) o Idiota diz:

    Para além da péssima gestão da situação, não esquecer que o lambretas (ministro do governo do pantomineiro mor), num passe de mágica (talvez milagre seja mais apropriado), em “cinco minutos”, duplicou a lotação dos lares em Portugal?!
    Era a economia social… os resultados estão à vista!

  18. Marcus diz:

    A teia socialista, que ninguém tem a mínima dúvida que existe de facto, está bem instalada e por tudo o que é instituição e em todo o país, com a benção e a conivência do PCP e do B.E. Embora os seus fogosos e activos militantes e simpatizantes com a conivência de quase todos os meios de comunicação social e o silêncio dos partidos atrás referidos tentem mostrar o contrário.
    Não será melhor nem pior do que a que o PSD também faria, aliás até já fez no passado, se porventura estivesse no poder.
    A novidade, é que quem não concorda com este tipo de democracia que está instituída e para permanecer, tinha no passado os partidos de esquerda, PCP e B.E. como a única oposição credível e agora tem o CHEGA.

  19. Pipopu diz:

    A culpa é dos “cobardes”. Costa dixit.

  20. Luís Afonso diz:

    Idiotices e parolices, é o que é! O da lambreta já ficou apeado, agora já cabem movimento todos num uber elétrico e ao fim de quase seis anos ainda os teus camaradas não tiveram tempo de alterar o que (verdade ou mentira tua) o outros fizeram, patola?

  21. Matilde diz:

    Tenho saudades da Assunção Cristas a falar dos kostas encostados.
    Agora anda por aí um moço pequeno, que nunca viu o mar, a mandar postas de pescada. O meu avô dizia – este betinho nunca viu o Ku à carriça!

  22. ATENTO diz:

    Depois da leitura atenta de todos estes comentários, cheguei a uma conclusão: A CULPA É DO PASSOS COELHO.

  23. João Espinho diz:

    @atento – também me parece.

  24. Patolas (e) o Idiota diz:

    O lambretas ficou apeado mas deixou obra, assim como o pantomineiro mor (obra que vai levar muitos anos a derrubar)!

  25. Patolas (e) o Idiota diz:

    O lambretas ficou apeado mas deixou obra, assim como o pantomineiro mor (obra que vai levar muitos anos a derrubar)!

  26. Luís Afonso diz:

    Já percebi que o Patolas (e) o Idiota gosta e deve até Xuxar muito (não sei onde, mas de certeza que Xuxa), não sabia que tem tem o bom gosto selectivo de esposa de um cherne.
    “Obras” por derrubar e outras já derrubadas foram muitas (reposição de salários, horas de função pública, reversão de privatizações, etc.), mas responda lá à minha questão, “ao fim de quase seis anos ainda os teus camaradas não tiveram tempo de alterar o que (verdade ou mentira tua) os outros fizeram, patola?”.
    Por que não derrubam esta obra do lambretas? É assim tão difícil que em seis anos não conseguem?

  27. Patolas (e) o Idiota diz:

    O afonso (o tal nobre que se inclina) andou desaparecido. Mas voltou! Desta vez, falando daquilo que sabe Xuxar. Percebe-se facilmente que é um especialista! Pelo feedback que vou tendo parece que possuo uma rica Xuxa. Não o vou convidar a experimentar porque contínuo apaixonado pelo sexo feminino.
    Quanto à pergunta a resposta está no comentário: a obra foi de tal envergadura que não houve tempo para reverter tudo (reposição de salários, horas de função pública, reversão de privatizações, etc.). Vai levar tempo!

  28. ATENTO diz:

    Patolas (e) o Idiota : vai levar tempo ou não convém?

  29. Luís Afonso diz:

    Lol A metáfora era mais (utilizando a expressão idiota) inclinada para o xuxar nas tetas da vaca da política, portanto, referia-me ao local laboral e ao tacho que vocemecê porventura rapará por vassalagem aos xuxialistas do burgo. Pelos vistos a vaca está magra e a xuxa é agora é outra.
    A verdade é que a teia dos Partido Socialista no Alentejo é grande e indesmentível. As desculpas esfarrapadas de lacaios e freelancers porno com lambretas e falta de tempo são…desculpas.

  30. Patolas (e) o Idiota diz:

    Percebo afonso (o tal nobre que se inclina)! De inclinações não entendo! Na minha profissão estou no topo (não há mais escalões). Não preciso da política partidária para viver comodamente… quanto a lacaios e rapa tachos deixa transparecer que também percebe muito. Compreendo! Tempo de vacas magras sem dúvida… e vão continuar para essas bandas. Ainda por cima vem ai a “bazuca”!

    Há uma falácia designada por “Tu quoque” (falácia do apelo à hipocrisia) em que o oponente acusa o outro de praticar aquilo que ele pratica. O afonso (o tal nobre que se inclina) não faz outra coisa!

  31. Luís Afonso diz:

    Patolas, esquecendo a troca de graçolas de emprego, trocadilhos e metáforas, se é assim tão independente como se apregoa, como consegue ter esta aparente cegueira partidária e justificar aquilo que aconteceu em Reguengos com uma lei (já agora, genuinamente lhe peço que me diga qual é essa lei), com algo que ao fim de seis anos o atual governo não resolveu?

  32. Patolas (e) o Idiota diz:

    Cegueira partidária?! Apenas sublinhei a cegueira política do governo do pantomineiro mor no que diz respeito à denominada economia social (duplicar a lotação dos lares e entregá-los aos “padreca” na sua maioria). Se o governo seguinte não realizou ainda alterações à lei (tal como a outras) é porque a obra do tal governo (que penso defende) foi de tal maneira (e estrutural) que vai levar tempo. Escrevi, poucos dias depois da formação da gerigonça, que o tempo seria crucial para “derrubar” toda a barreira de leis produzidas (são tantas as malfeitorias estruturadas) pelo governo do pantomineiro mor (o tal que nunca trabalhou na vida e veio acusar aqueles que trabalham de viver acima das suas possibilidades e retirar-lhes vencimentos, reformas… demonstrou ser o político nascido na incubadora do partido com menos vergonha na cara) e que seria uma tarefa imensa. É o pantomineiro que nos informa que o seu governo colocou em marcha “o mais ambicioso programa de reformas para o país das últimas décadas”. Quem esteve e está atento e não tem lentes percebe. O governo seguinte apresentou prioridades… e continuam a existir. É a política! Fazer tudo de uma vez e de modo rápido (como o pantomineiro fez possivelmente não teria sido a melhor opção; não era por acaso que queria mais 4 anos de governo para terminar a obra de modo a que as reversões levassem décadas: a tal libertação da economia do estado! Era este o leitmotiv dos gurus; lembra-se de um oriundo do goldman sachs group?!). Não tenho dúvidas que é necessária uma reforma profunda da prestação de cuidados a idosos e do seu modelo de financiamento (e não só). Não se lembra do discurso de desarticulação dos laços intrageracionais (novos contra velhos; peste grisalha…)?! Mais, embora se tenham realizado mudanças, as fragilidades (criadas também no tempo do pantomineiro) inerentes ao modelo de protecção social são muitas. Esperemos que as alterações aconteçam…
    Agora defender que o governo do pantomineiro mor está isento de culpas e que não tem nada a ver com o que se está a passar…

    PS – Seria interessante averiguar o que passou num dos lares de matosinhos… e não só em reguengos ou o que passou no barreiro com a assistência médica! Talvez, desta forma, possamos estar mais aptos a compreender o que passou (e continua a passar) e o que terá de ser feito para melhorar a situação.

  33. Luís Afonso diz:

    Patolas, está equivocado acerca de quem defendo (o que é natural, seguramente não nos conhecemos sequer).
    Acredite ou não, sou independente. Mas sou-o na verdadeira assunção da palavra: o meu modesto posto de trabalho e do meu agregado não está relacionado com qualquer favorecimento político ou outro. Como tal comento assuntos do meu interesse e que sejam para mim inteligíveis (aqui e na minha vida privada) livremente, com livre arbítrio e o inevitável erro de perceção resultante do (des)conhecimento que me reconheço.
    Fui entusiasta da primeira “geringonça”, voto maioritariamente na CDU e até entendo perfeitamente que Roma e Pavia não se fizeram num dia, que há prioridades…eu compreendo toda a sua argumentação. Entendo perfeitamente que atos antecessores comprometem o presente, mas, neste caso em concreto, não vejo senão cegueira política em não admitir que, havendo vontade, já poderia ter sido alterada a atual situação. E não podemos levar a vida inteira a lamuriar o passado que temos…coitado do Afonso Henriques!
    Mas indo ao assunto concreto, admitindo o meu desconhecimento e porque não concretiza qual a lei de que fala, numa pesquisa rápida e naturalmente passível de não ver alíneas que podem comprometer a minha conclusão, diz o Despacho Normativo n.º 67/89 – Diário da República n.º 170/1989, Série I de 1989-07-26 que “ b) Nos quartos comuns, com capacidade máxima de quatro camas, a área mínima admitida por cama é de 6 m2, excepto no caso de camas articuladas, em que deverá ser de 7 m2, não devendo, em qualquer dos casos, a distância entre as camas ser inferior a 0,9 m;”
    A portaria do Mota Soares (Portaria n.º 67/2012) diz que ” Nos quartos duplos e triplos, a área mínima admitida por cama é de 6 m², exceto no caso de camas articuladas, em que deve ser de 7 m², recomendando -se, em qualquer dos casos, que a distância entre as camas não seja inferior a 0,9 m”.
    Diria que nem houve sequer nenhuma alteração à capacidade! O rácio área / cama é o mesmo! Portanto, mais uma vez, genuinamente, esclareça-nos lá aquilo que tem estado a defender / atacar com essa duplicação do Mota Soares!
    Ah! Só não compreendo que chame pantomineiro Mor ao Passos Coelho…de que eu tenha memória, o pantomineiro Mor é outro, está a ser julgado pela justiça portuguesa e tem outro nome.

  34. Luís Afonso diz:

    Continuo a aguardar pelos seus esclarecimentos, Patola.
    Complemento com este artigo: https://www.publico.pt/2020/08/25/impar/cronica/lar-1929127
    Isento, de uma pessoa que esteve neste lar em 2009, que fala visivelmente com conhecimento Desta (lares de idosos) causa e sem caça a bruxas, padrecas, partidos de punho esquerdo fechado, dedos em V, nem foices e martelos.
    O problema deste lar é antigo! O problema deste lar é o problema de tantos outros lares! Façam-se diagnósticos e procurem-se soluções! Os culpados procurem depois! Aquilo que assistimos agora no caso de Reguengos é a um torneio de ping-pong de responsabilidades entre muitos culpados!
    E por o ver com o argumento do Lambreta, concluo e mantenho para comigo que a sua aparente inteligência e capacidade intelectual (que do pouco que lhe leio até vislumbro que tenha), está toldada por uma (pelo que você apregoa…) injustificável cegueira política.

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