Jul 21 2020

90 horas depois

Publicado por as 11:51 em Geral

Cansados, mas felizes.

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7 Resposta a “90 horas depois”

  1. # FIQUE EM CASA diz:

    ” Mais vale tarde do que nunca ”

    Num simples mas profundo significado, quem o diz é o Povo português num ditado popular e que se aplica em pleno nesta matéria para investimento e desenvolvimento, de que carecemos num país em crise económica e financeira causada pela pandemia COVID 19 e que ainda não atingiu o seu pico em várias valências, essencialmente no desemprego e no défice.

  2. Munhoz Frade diz:

    O que é surpreendente novidade neste financiamento europeu para recuperação da crise é que não segue a velha receita austeritária. Antes parece de certo modo seguir o exemplo do que fizemos em Portugal, após o falhanço da “troika”. Foi a política desenhada por Centeno, injectando liquidez na economia, que estimulou o consumo e o crescimento do emprego, equilibrando as contas públicas. Agora, que a crise é extensa e global, a Europa, e em especial a Alemanha, parece ter percebido que tem de assegurar um mercado interno, ou soçobrará na concorrência com as outras potências.

  3. J.Serodio diz:

    Ainda sabemos muito pouco das condições deste plano de financiamento!…Como o pobre desconfia quando a esmola é muita, vamos ver mais aí para a frente, que imposições é que os Países do bloco norte, estabeleceram com este acordo, para reduzir a soberania e capacidade de gestão de cada País do grupo mais frágil, onde nós nos incluímos!…E este cepticismo é extensivo a muitas figuras da nossa praça, dos mais variados quadrantes políticos, como se sabe!…Oxalá esteja redondamente enganado, mas não me parece!

  4. Munhoz Frade diz:

    Essa posição de pretender solucionar tudo invocando a soberania sai completamente derrotada. Então digam como os países de economias mais frágeis da UE sairiam autonomamente do buraco, contando apenas com os próprios recursos? O Reino Unido está mais “soberano” após o BREXIT, mas estará mais capaz de sair da crise?

  5. J. Serodio diz:

    Pois! Este tem sido um dos problemas da unidade europeia, desde a sua fundação!…A europa está hoje mais próxima do federalismo que muitos defendem há longa data!…Com as vicissitudes próprias de uma organização federal!…A história mais recente da construção europeia, com os seus altos e baixos, está muito longe ainda dum quadro de verdadeira integração, temos muitos exemplos, dos quais o Brexit é apenas um exemplo de falência nesse desígnio!…Não obstante os aplausos gerais pelo desfecho deste entendimento europeu, que se concretizará em recursos financeiros inusitados ao dispor das nações, persistem muitas dúvidas sobre a forma como o investimento vai ser planificado!…Somos um País, há longa data, inexoravelmente dependente de financiamento externo, para estimular a economia, para realizar investimento público, por em prática políticas de emprego, financiar a pesada máquina do estado, e acorrer aos desvarios da banca a que estamos já habituados!…Somos no essencial maus gestores, incompetentes, improdutivos e incapazes de criar riqueza!…E se a falta de liquidez era um dos problemas, com dinheiro disponível, as consequências não têm sido as esperadas!…No fundo, a pergunta que se imporá a breve trecho: O que fazer a tantos recursos (que não são gratuitos), num cenário macroeconómico deprimente, com um crescimento exponencial do desemprego, o definhar do sector turístico (que possui um peso muito expressivo no PIB), o subfinanciamento do sector da saúde, o tecido empresarial débil que hoje registamos, a escassez de recursos nas áreas da investigação, da ciência, da cultura, da educação,etc., etc?…E deixe de lado o Reino Unido, que não é preocupação nossa!

  6. Munhoz Frade diz:

    J. Serodio: obrigado pela réplica, é uma oportunidade para trocar argumentos com alguma consistência, o que infelizmente vem sendo raro no panorama nacional. Também a mim me parece que a Europa caminha no sentido de um tipo de federalismo. Certamente, não seguindo os modelos americanos dos EEUU ou do Brasil, mas algo diferente, sem o qual se desagregaria. Apenas citei o ziguezagueante caso do Reino Unido para exemplificar que a tendência do isolacionismo não traz vantagens para as nações. No contexto deste embrionário federalismo, digamos que esse caso também diz respeito ao nosso contexto futuro, não a longo ou médio prazo, mas inserido na problemática do nosso dia-a-dia. Veja-se a repercussão das suas decisões no que respeita às deslocações turísticas dos cidadãos britânicos. Adiante. Quanto à massa e como utilizá-la, a questão central (e soberana) é definirmos as nossas prioridades, diferentes dos outros países da UE. O que desde já se aplaude é a novidade de uma decisão baseada num sentido de destino comum, comunitário. Mas se queremos implementar em Portugal medidas estratégicas, como aquelas que elencou no seu comentário, com as quais estou plenamente de acordo, se calhar veremos que o financiamento é mais curto do que parece…

  7. J.Serodio diz:

    Caro Dr. Munhoz, agradeço a interlocução, que é sempre saudável, quando a discussão é consistente e profícua, como é o caso!…
    No essencial parece estarmos de acordo. A discussão parlamentar que a esta hora está a ter lugar, concerteza trará mais luz à discussão desta problemática,. Espero que haja bom senso e sentido de oportunidade, pois não teremos porventura nos tempos vindouros, outra ocasião como esta para resolver assimetrias, impulsionar a economia e a criação de emprego, e aproveitar a circunstância para priorizar a resolução dos problemas estruturais do País. No final, o montante do fundo de recuperação na ordem dos 15 mil milhões de euros não será certamente suficiente se as áreas de investimento forem vastas, daí que se exija sentido de responsabilidade e competência governativa na gestão dos fundos! E que amanhã possamos reconhecer que o País deu um salto civilizacional, social e económico expectável. E não será pequeno o desígnio!

    Bem haja

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