Mai 13 2020

Caso Paulo Barriga – Tribunal condena CIMBAL

Publicado por as 14:05 em A minha cidade

A notícia é avançada pela RVP, que transcrevo:

    “Esta é uma matéria que se reporta ao ano 2018, altura em que o jornalista Paulo Barriga contestou o concurso lançado pela CIMBAL para a direção do Diário do Alentejo. Ontem, dia 12 de maio, o jornalista Paulo Barriga ficou a conhecer a sentença, em que o Tribunal de Trabalho de Beja lhe deu razão.

Paulo Barriga foi diretor do semanário bejense durante 9 anos e a sua prestação de serviços terminava no final do ano 2018. Ainda era diretor quando saiu o concurso, lançado pela CIMBAL, procedimento este que contestou, nomeadamente os critérios que estavam inscritos no concurso, considerando-os um “casaco feito à medida de alguém”. O diretor do Diário do Alentejo, na altura ainda era Paulo Barriga, considerou que o concurso em causa estava viciado e que “havia um gato escondido com rabo de fora”.

O jornalista decidiu avançar para tribunal com a sua contestação e ontem, dia 12 de maio, conheceu o resultado da sentença, em que o Tribunal de Trabalho de Beja lhe dá razão.

Em sentença, a que Voz da Planície teve acesso, é reconhecida:

– A existência de um contrato de trabalho por tempo indeterminado entre Paulo Barriga e a CIMBAL, com início a 1 de janeiro de 2011 e fim a 31 de janeiro de 2019;

– A ilicitude do despedimento do autor por parte da ré e, em consequência:

É condenada a CIMBAL, na qualidade de ré a pagar ao autor uma indemnização que fixo em 30 (trinta) dias de retribuição por cada ano ou fração de antiguidade, desde a data de celebração de cada contrato até ao trânsito em julgado da decisão de despedimento, e que, à presente data (04.05.2020), perfaz o valor de € 27.767,17 (vinte e sete mil, setecentos e sessenta e sete euros e dezassete cêntimos) e respetivos juros de mora vencidos desde a data do trânsito em julgado da presente decisão, à taxa legal de 4%, até efetivo e integral pagamento.

A CIMBAL terá de pagar ao autor as retribuições que este deixou de auferir, incluindo férias, subsidio de férias e de natal, desde a data do despedimento (31.01.2019) até ao trânsito em julgado da sentença tendo por base o valor da remuneração mensal do Trabalhador de € 2.972,40 (dois mil, novecentos e setenta e dois euros e quarenta cêntimos) e o acréscimo dos juros de mora, à taxa legal, vencidos e vincendos, até efetivo e integral pagamento, desde a data do vencimento de cada prestação, sem prejuízo das legais deduções previstas nas alíneas a) a c), do nº 2 do artigo 390º, nº 2, do Código do Trabalho.

– É ainda a CIMBAL condenada a pagar ao autor a quantia de € 5.944,80 (cinco mil novecentos e quarenta e quatro euros e oitenta cêntimos), a título de retribuição por 22 (vinte e dois) dias de férias não gozadas e respetivo subsidio, bem como a quantia de € 743,10 (setecentos e quarenta e três euros e dez cêntimos) a título de proporcionais de férias, subsídios de férias e de natal do ano de cessação de facto do contrato, a que acrescem juros de mora à taxa cível desde a data da cessação do contrato (31.01.2019) até efetivo e integral pagamento.

Condenando ainda a CIMBAL ao pagamento das custas por ter saído vencida.

Recorde-se que neste concurso foi admitido apenas um candidato, Luís Fernando Godinho Maneta, que assumiu as funções de diretor do Diário do Alentejo no dia 14 de janeiro de 2019, substituindo no cargo Paulo Barriga.”

Espera-se:

1 – Comunicado da CIMBAL
2 – Editorial de Luís Maneta
3 – O silêncio dos autarcas do PS que, durante o processo de saneamento de Paulo Barriga, não tiveram uma palavra de reconhecimento pelo trabalho deste. Destaco o “silêncio inocente” de Paulo Arsénio, que agora se deverá manter calado (coerência).
4 – O “assobiar para o lado” dos autarcas comunistas que integram a CIMBAL.

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48 Resposta a “Caso Paulo Barriga – Tribunal condena CIMBAL”

  1. António M Simões Mourão diz:

    Caro João Espinho
    Explique lá, por favor, como é que um contrato por tempo indeterminado tem princípio e fim!?
    “– A existência de um contrato de trabalho por tempo indeterminado entre Paulo Barriga e a CIMBAL, com início a 1 de janeiro de 2011 e fim a 31 de janeiro de 2019”
    Obrigado,
    Cumprimentos.

  2. # FIQUE EM CASA diz:

    Esta foi a saída contestada de Paulo Barriga do D. A., e é a decisão do Tribunal, com a indeminização de dezezas de milhares de euros.
    Deixo o desafio ético e era bom o referido jornalista vir a público já agora, com coragem, dizer ou escrever qual foram os meios e as estratégias que pessoalmente utilizou para ser admitido no Diário do Alentejo à epoca, pelo presidente dr. Jorge Pulido Valente que também era do PS.

  3. lição de tango diz:

    A política neste país, na generalidade, é uma porca onde os bacorinhos mamam, e bem, nas suas tetas. A conversa de democracia, direitos, igualdade de tratamento das pessoas no trabalho, na administração central e local, é tudo conversa da treta. O SIADAP é um dos muitos exemplos de como as coisas não funcionam, ou antes, funcionam de acordo com outros interesses. E vai de um extremo ao outro, ninguém deve jogar pedras pois todos têm telhados de vidro. Neste caso relatado, espero que se tenha feito justiça, para colocar um pequeno travão em tantos abusos que vão por esse país fora e, aqui no Alentejo, não é exceção.

  4. Vargas diz:

    @lição de tango- veja lá esses telhados de vidro, uma vez que todos os têm!
    A indignação é um direito de liberdade democrática, porra!

  5. ASDRUBAL diz:

    Parabéns ao excelente profissional que é o Paul Barriga por esta vitória, que simultâneamente é uma derrota de Roma e de Pedro do Carmo.
    Conseguiram realizar um concurso de forma que Paulo Barriga fosse excluído e em simultâneo contratar um PS de Évora, o qual consegui transforma o o DA num “jornal” de sétima categoria.
    Só que a incompetência e falta de seriedade da CIMBAL e obviamente do PS, originam um prejuízo, ao contribuinte de perto de 36.000 €. Concerteza que não sairá da carteira do Romba e do Pedro Carmo.

  6. MaRem diz:

    Este concurso foi viciado, mas não tem dúvida, as câmaras da cimbal pagam e fica tudo bem.

    Foram compridas todas as regras e devem de ter pedido pareceres as juristas especialistas da camara especialistas em concursos

    Ainda bem que os concursos dos novos chefes da câmara foram feitos dentro de todas as regras e tudo certinho e direitinho.

  7. ASDRUBAL diz:

    MaRem- os concursos já chegaram ao fim?
    Só falta o de Educação!!!
    Será porque o melhor candidato também concorreu para Moura?
    A CMB está a deixar passar todos os prazos passíveis de reclamação com o objectivo de eliminar a concorrência????

  8. J.J. Ramires diz:

    @ASDRUBAL- Em Beringel fazem-nos de barro e por medida!Moldes já há por aí uns quantos que sobraram doutras lides!

  9. antonio diz:

    Qualquer jurista, mesmo pouco inteligente sabia que o Paulo Barriga iria ganhar. Se tinha um contrato por tempo indeterminado não podia ter sido despedido assim sem justa causa. Mas como não pagavam do bolso deles, vamos lá gastar mais uns milhares, que povo paga. E assim vai este país, a gastar à ” fartazana” que a Cimbal é rica, isto é só uma opinião. zé toino

  10. ASDRUBAL diz:

    J. J. Ramires-típica resposta de Arsenette. Em Quintos e Loulé fazem-nos ainda mais macios.

  11. J.J. Ramires diz:

    @asdrubal- esqueceu-se dos de Santo Aleixo e das Caldas, que são mais coloridos!

  12. debeja diz:

    J.J.Ramires, percebes do assunto…

  13. J.J. Ramires diz:

    @debeja- Eu é mais bolos! De olaria não percebo mesmo nada!

  14. Anselmo Brito diz:

    Já agora gostaria de saber quem foi o advogado/a da CIMBAL neste assunto.

  15. ASDRUBAL diz:

    J. J. Ramires–você nem de advocacia percebe quanto mais de olaria.

  16. MaRem diz:

    60 mil euros não não pagam a brincadeira.
    Mas deram dinheirinho a vários advogados que precisam de ganhar a vida e é preciso gastar.
    Muito dinheiro pro maneta e o maneta pro carallhio

  17. J.J. Ramires diz:

    @Asdrubal- Conhecemo-mos de algum lado?…Olhe que é um defeito de merda, fazer juízos sobre alguém que não se conhece de lado nenhum, usando covardemente a capa do anonimato e do pseudónimo! É de uma imbecilidade copiosa, bem característica de mentes limitadas do ponto de vista cognitivo! Não li da sua autoria qualquer comentário pertinente sobre o tema do post a não ser a cretinice que expôs de modo tão evidente!
    Passe bem

  18. ASDRUBAL diz:

    JJRamires- um pouco de chá e um Gurosan e ficará mais bem disposta/o.

  19. JUSTIÇA diz:

    As ilegalidades contratuais.
    As promiscuidades de Paulo Barriga com o Poder Politico.
    A vergonha da vontade de eternização num órgão publico.

    Vejamos esta historia de promiscuidades entre o Diretor do Diario do Alentejo, Paulo Barriga, e o poder politico vigente.
    Só para começar, como sabem o cargo de director do DA é de 3 anos podendo ser perlongado por mais 2 anos, isto dá 5 anos. Com Paulo Barriga sempre foi diferente, foi ficando, nos últimos anos já a CIMBAL não sabia como resolver este embrolho.
    Então como é que a CIMBAL resolveu, realizaram um contrato fantasma com a Sociedade Portuguesa de Autores para a dirigir o jornal e depois a Sociedade Portuguesa de Autores meteu Paulo Barriga na direcção do DA. Esse contrato teve em vigor nos últimos dois anos e foi assinado pelo ex autarca João Rocha.
    A coisa de um ano foi realizado concurso publico, como alias devia sempre ter sido feito e não ter o director do DA que o poder politico quer e lhe dá geito, o Paulo Barriga podia ter-se candidatado nesse concurso publico transparente, porque não se candidatou Paulo Barriga?

    Recordar que o contrato assinado entre o ex autarca João Rocha e a Sociedade Portuguesa de Autores para manter Paulo Barriga dois anos na direcção do jornal publico é que é muito duvidosa e perpassa a ilegalidade da contratação publica.
    Esta a ponta do icebergue das maroscas politicas utilizando o jornal publico que Paulo Barriga e os seus compinchas andaram a praticar durante 9 anos.

  20. Berlim diz:

    @Justica. O Senhor concerteza que sabe que o Paulo Barriga foi corrido do DA porque não aceitou ser chantageado pwlo aparelho do PS, designadamente pelo Pedro do Carmo, pelo Fernando Romba e pelo Presidente da CMMertola.

  21. Maria Flores diz:

    JUSTIÇA – – – Segundo a sua análise os Comunas são uns tipos pouco sérios (o que é totalmente verdade) utilizando o PS prática totalmente transparente (o que é uma grande Mentira).
    O “” CONCURSO “” arranjado para contratar esse tal Maneta foi das coisas mais vergonhosas a que assisti. Nunca pensei que o PS do Baixo-Alentejo descesse tão baixo.

  22. Rui Gomes diz:

    Quer dizer, então o Paulo Barriga entrou sem concurso para diretor do diário do Alentejo?

    Na altura foi um arranjo dos autarcas do PS e do PSD de Almodôvar que faziam a maioria na Cimbal.
    Sem qualquer verdadeiro concurso publico. Isso não o incomodou. Ele o todo legalista.
    Foi na altura saneado o então diretor, Carlos Lopes. Isso já estava correto.
    O amigo Cocas andar a pressionar junto dos amigos do PSD, a pedido do Barriga, era tudo claro, não era nomeação à medida, agora o Maneta ter ganho um concurso é que é concurso á medida! Nem o honesto Barriga aceitaria! Depois… as cambalhotas sucedem-se ao sabor da evolução do poder autárquico. É preciso é sobreviver como diretor. Para além de todos os prazos e de todas a legalidade e ética. De 5 possíveis e legais anos assim “arranjados” sobrevive-se manipuladamente até 9 anos. Como? A Cimbal faz um contrato com a sociedade portuguesa de autores pagando esta a prestação de serviço do Barriga de diretor do diário do Alentejo. Como diria o outro, limpinho, limpinho, limpinho, eis a forma de contornar a lei e o impoluto Barriga, defensor da legalidade, da igualdade e do erário público perpetuado no poder como diretor do Diário do Alentejo!
    É simples, é barato e dá milhões!

  23. João Espinho diz:

    @Gomes- há, no que escreveu, diversas incorrecções, para além de delírios, muito habituais quando as coisas não correm bem para as bandas socialistas. Mas a malta percebe-vos.

  24. Atento diz:

    Então Espinho, só agora ao fim de 21 comentários é que há incorrecções??

  25. João Espinho diz:

    Então? Algum problema?

  26. RITA diz:

    Com este assunto do Paulo Barriga e do Maneta tudo se esquece acerca do Paulo Arsénio.
    Tive mesmo pena do rapaz quando li esta semana um post põe ele publicado, acerca da abertura do Seaside.

  27. João Espinho diz:

    @rita – foi de ir às lágrimas.

  28. bejense diz:

    E os comentários do primo, o Cardeal Patriarca que veio do Seixal para se tornar no mais assanhado arsenete?
    Mas o que talvez os bejenses não saibam é que o senhor até foi nomeado para adjunto de uma vereadora do PS na câmara do Seixal quando a CDU lhe distribuiu pelouros. Quando esses pelouros foram retirados a ela e ao outro vereador por votarem contra o orçamento da câmara o senhor também teve de sair.
    Nessa altura o homem não se importava de ter uma nomeação política numa câmara dirigida pelo PCP. Mudam-se os tempos.

  29. Vitor Paixão diz:

    ANTÓNIO MOURÃO: Do ponto de vista estritamente juridico essa explicação é do mais simples que pode haver. Embora desconheça os contornos do contrato, tanto quanto julgo saber, Paulo Barriga terá sido contratado bna altura, com recurso a um CPS (Contrato de Prestação de Serviços). Se assim foi então o tribunal terá considerado tratar-se de uma “falsa prestação de serviços” como existem milhares na Administração Pública, sem excepção. Ou seja, o que supostamente deveria consistir no exercicio autónomo e independente da profissão acaba por se constatar que se trata de um contrato de trabalho “disfarçado de prestação de serviços”. Por certo o Tribunal terá considerado verificar-se uma sujeição a horário de trabalho e não menos importante, uma subordinação hierárquica, por si só suficientes para cairmos no âmbito de um contrato de trabalho. Ora se esteve assim durante mais de 8 anos naturalmente que se converteu, ou melhor dizendo, desde o iniciou tratou-se, na verdadeira acepção da palavra, de um contrato de trabalho por tempo indeterminado. E vá lá vá lá o Tribunal não ter decidido anular o concurso pois julgo que do ponto de vista (também) estritamente juridico, haveria matéria para o fazer. Alerto que esta é uma opinião meramente juridica e que nada tem contra ou a favor do anterior e do actual director do Diário do Alentejo e que parte do pressuposto de ter havido um contrato de prestação de serviços já que se assim não fosse seria, por parte do Tribunal, uma decisão/afirmação caricata e desprovida de quaqluer sentido, tal como (penso eu) pretendes imputar ao Tribunal.

  30. JUSTIÇA diz:

    A vigarice de um contrato sem concurso público não é de refletir?

  31. JUSTIÇA diz:

    Paulo Barriga deveria explicar a todos porque é que o contrato durante os ultimos dois anos do seu exercício enquanto director do DA foi com a Sociedade Portuguesa de Autores.

    De vigaristas está o tribunal cheio de boa sentenças.

  32. JUSTIÇA diz:

    Com um contrato muito pouco transparente Paulo Barriga arrecadou 74.905,82€ em 22 meses, isto é, 3.404,81€ cada mes e tem a pouca vergonha de se armar em vitima.

    Para que não tenham duvidas abaixo está o contrato dos últimos dois anos de Paulo Barriga como diretor do Diário do Alentejo.
    O todo legalista, Sr. da transparência e vitima dos políticos Paulo Barriga como se queria eternizar no poder do Diário do Alentejo não olhou a meios para atingir o seu propósito.

    Contornaram a lei da contratação publica para beneficiar Paulo Barriga, como podem ver abaixo;

    Contrato de Assessoria na Área do Direito de Autor na Disciplina de Jornalismo
    Entre:
    CIMBAL — Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, adiante designada por “CIMBAL”, com sede na Praceta Rainha D. Leonor, n e 1 Apartado 70, 7801-953 Beja, com o número de identificação fiscal 509761534, representada pelo Presidente do Conselho Intermunicipal, João Manuel Rocha da Silva, na qualidade de Primeiro outorgante, com poderes para o ato.
    SPA — Sociedade Portuguesa de Autores., adiante designada por “SPA”, Cooperativa de
    Responsabilidade Limitada, Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, com sede na AV. Duque de
    Loulé, 31, em Lisboa, com o número de identificação fiscal 500 257 841, representada por José Jorge Alves Letria, Cartão de Cidadão n. 9 1289729, com residência no Largo Miraparque, 15 — R/C Esq. g, em Mafra, e António José Freire Torrado, Cartão de Cidadão n. 9 1210862, com residência na Rua Guiomar Torresão, 61 — 2. 9 Esq., em Lisboa, na qualidade de representantes legais da SPA, na qualidade de Segundo outorgante.
    Considerando os termos do art. g 112. 2 e seguintes, subjacente à alínea a) do n Q .1 do art. Q 20Q. e sequentes, conjugadas do n. 2 1 do artigo 369 e artigo 382, do Decreto-Lei n. 9 18/2008, de 29 de janeiro, adotando o procedimento de “Ajuste Direto”, é celebrado contrato na sequência do despacho do Presidente do Conselho Intermunicipal, datado de 14 de junho de 2016, nos termos e condições constantes das cláusulas seguintes:

    SAXO
    CLÁUSULA PRIMEIRA
    (Deliberação de adjudicação e aprovação da minuta de contrato)
    A presente contratação foi adjudicada ao Segundo Outorgante por despacho do Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMBAL, datado de 14 de junho de 2016, que também aprova a minuta do contrato.
    CLÁUSULA SEGUNDA
    (Objeto do Contrato)
    As partes outorgantes estabelecem o presente contrato, o qual tem como objeto a Assessoria na Área do Direito de Autor na Disciplina de Jornalismo, a qual compreende a criação intelectual inerente à execução de trabalhos jornalísticos.
    CLÁUSULA TERCEIRA
    (Valor da Aquisição)
    O valor total da aquisição é de 74.905,82€ (setenta e quatro mil, novecentos e cinco euros e oitenta e dois cêntimos), isento de IVA ao abrigo do art. g 9 9 do CIVA, conforme proposta datada de 09/06/2016.
    CLÁUSULA QUARTA
    (Prazo de Execução)
    O prazo previsto para a prestação de serviços é de 22 (vinte e dois) meses, contados a partir da data de assinatura do contrato.
    CLÁUSULA QUINTA
    (Condições de Pagamento)
    1. O pagamento será efetuado contra apresentação de faturas, no valor mensal de 3.404,81€ (três mil, quatrocentos e quatro euros, oitenta e um cêntimos), durante 22 (vinte e dois) meses, o que perfaz o valor total de 74.905,82€ (setenta e quatro mil, novecentos e cinco euros e oitenta e dois cêntimos).
    2. As quantias devidas pela CIMBAL devem ser pagas no prazo máximo de 30 (trinta) dias após a receção das respetivas faturas.

    COMUNOAD£ INTEIMUNiOPAL WXO
    3. Desde que devidamente emitidas e observado o disposto do número anterior, as faturas são pagas através de transferência bancária, para número de identificação bancário e instituição de crédito indicada pelo adjudicatário.
    CLÁUSULA SEXTA
    (Caução)
    Não é exigível caução, conforme o n e 2 do artigo 889 do CCP.
    CLÁUSULA SÉTIMA (Encargos)
    Os encargos resultantes deste contrato têm cabimento no orçamento do corrente ano e 2017, conforme informação de cabimento relativa a despesa inerente à contratação em questão, tendo a mesma sido cabimentada na classificação orgânica 0401 e económica 020220.
    CLÁUSULA OITAVA
    (Casos omissos)
    Todas as matérias não reguladas no presente contrato serão regidas peio caderno de encargos do respetivo procedimento, pelo Decreto-Lei 18/2008 de 29 de janeiro, Lei n. Q 3/2010 de 27 de abril, Decreto-Lei n. 2 149/2012 de 12 de julho, Decreto-Lei n. 9 278/2009 de 2 de outubro e restante legislação aplicável.
    CLÁUSULA NONA
    (Foro Competente)
    Para resolução de todos os litígios decorrentes do Contrato fica estipulada a competência do Tribunal Administrativo e Fiscal do Círculo de Beja, com expressa renúncia a qualquer outro.
    CLÁUSULA DÉCIMA
    (Contrato)
    1. O contrato é composto pelo respetivo clausulado contratual e os seus anexos.
    2. O contrato a celebrar integra ainda os seguintes elementos:
    a) O presente Caderno de Encargos;
    b) A proposta adjudicada.
    COMUNOAOE WXO
    3. Em caso de divergência entre os documentos referidos no número anterior, a respetiva prevalência é determinada pela ordem pela qual aí são indicados.
    4. Em caso de divergência entre os documentos referidos no n. 2 2 e o clausulado do contrato e seus anexos, prevalecem os primeiros, salvo quanto aos ajustamentos propostos de acordo com o disposto no artigo 99. 2 do Código dos Contratos Públicos e aceites pelo adjudicatário nos termos do disposto no artigo 101. 9 desse mesmo diploma legal.
    Beja, 21 de junho de 2016.

    Este contrato tem as assinaturas de;
    João Manuel Rocha da Silva
    José Jorge Alves Letria
    Antonio Jose Freire Torrado

  33. FIGUEIRA diz:

    Justiça – Gostava que se referisse ao concurso, e respectivo caderno de encargos, que levou à contratação de Luís Maneta.
    Já agora refira-se aos honorários do Maneta e também a quantos filmes documentários já realizou.
    O afastamento do Paulo Barriga é unicamente uma questão política e não contratual.

  34. JUSTIÇA diz:

    Ao menos o Maneta foi contratado depois de passar por um concurso público, agora se acham que a solução é fazer estas aldrabices de contratos com SPA para dirigir um jornal público, vocês é que sabem. Concurso publico que serviu para repor a legalidade e que o Paulo Barriga também podia ter concorrido, tinha todas as competências para se candidatar e não o fez.
    Agora devia Paulo Barriga exclarecer os contribuintes que lhe pagaram e supostamente vão pagar esta indemnização que xxxx é esta?

  35. Rui Gomes diz:

    Figueira se formos analisar as questões políticas que envolvem Paulo Barriga então temos pano para mangas. Vejamos quantas manchetes a fazer favores políticos ele fez durante os nove anos que foi director do DA. Até publicou notícias falsas que levou a muita confusão em determinados sectores do estado.

  36. João Espinho diz:

    @Gomes- pareces a voz do dono. Captas?

  37. Rui Gomes diz:

    Caro Espinho apenas tenho memória e não me vendem o que está na moda. Captas?

  38. João Espinho diz:

    @gomes – tens uma memória muito selectiva, que te leva a tentar desviar atenções. Capto perfeitamente.

  39. Rui Gomes diz:

    A verdade é que Paulo Barriga engendrou uma vigarice para ficar mais dois anos a liderar o DA e agora ainda o fazem de vítima.

    Se o assunto não fosse grave até dava vontade de chorar a rir ver vocês a defender a vigarice do contrato de prestação de serviços assinado com a SPA para contornar a lei de contratação pública para o Paulo Barriga ficar no jornal mais 2 anos.

    Não tentem branquiar as vigarices de Paulo Barriga com o concurso público que veio repor a legalidade e a justiça na contratação do Director do DA.
    Então quer dizer que vocês preferiam outro contrato vigarista com a SPA do que um concurso transparente, e não venho com desculpas do concurso feito a medida para o Maneta, o Paulo Barriga não concorreu porque não quiz e também já tinha este processo judicial em mente, até chegou a amassar os dirigentes da CIMBAL, se estes não realizassem novo contrato com ele partiria para tribunal.
    A verdade é que Paulo Barriga não queria o concurso público e pretendia que a CIMBAL realizar-se mais um contrato de 2 anos com a SPA para ele ficar e se eternizar.

    Não tentem branquiar a coisa e fazer de um vigarista uma vítima.

  40. MAXIMINO diz:

    O Pedro do Carmo e Companhia meteram os cães de fila a defenderem o indefensável, ou seja, o saneamento do Barriga e a admissão do Maneta.
    O actual Director do DA é tão fraquinho, tão fraquinho que o Pedro do Carmo vai ter que arranjar outro candidato à Câmara de Alvito.

  41. Anibal diz:

    Paulo Barriga entrou para o DA sem concurso publico. Entrou para diretor do DA por cunhas, pedidos pessoais e manobras de bastidores da Cimbal. Não foi nomeado diretor do DA pelo seu curriculum ao valor profissional acrescido, mas sim por favorecimento pessoal, isto já todos sabemos.

    Também sabemos que foi sempre sendo reconduzido ao longo de 7 anos sem um único concurso publico ter sido realizado, e quando a questão começou a ficar incomoda e de difícil resolução jurídica, lá sacaram da cartola o dito contrato de prestação de serviços com a Sociedade Portuguesa de Autores, uma autentica vigarice sem escrúpulos que não é transparente e só serviu os interesses de Paulo Barriga e de alguns amigos políticos.

    Também todos sabemos que Paulo Barriga não se candidatou ao ultimo concurso publico porque o seu curriculum é uma desgraça, comparado com outros colegas seus, e porque não quis passar a vergonha de depois de 9 anos na frente do jornal publico de correr o risco de perder esse concurso que tinha as normas definidas desde inicio e que todos sabiam o que estava em jogo, sem cunhas e padrinhos, assim Paulo Barriga não quis ir a jogo. Mas também isso não é bem verdade, pois Paulo Barriga mesmo no fim, quando viu que os seus amigos políticos desta vez não o podiam favorecer, ainda tentou ir a jogo, até tentou adiar o concurso para reunir documentação.

    Tenham vergonha em falar do concurso publico que levou Luis Maneta a diretor do DA, porque por causa das vigarices de Paulo Barriga o diretor atual e os vindouros tem menos poderes de decisão sobre o pessoal a quem tem de distribuir serviço. Os estragos provocados por Paulo Barriga enquanto diretor do DA são imensos.

    Mas tenho gostado de ler aqui muita gente a defender todas as vigarices de Paulo Barriga e a criticarem um concurso publico transparente que repos a justiça na contratação do atual e de futuros diretores do DA. Depois defendem transparência na contratação publica, gosto da vossa coerência.

  42. João Espinho diz:

    @anibal – vê lá se não te cai a máscara. Com tanto escarro, ainda infectas a vizinhança.

  43. Anibal diz:

    Volto a afirmar que gosto muito da vossa coerência.
    Defende transparência na contratação pública e depois querem defender a vigarice da contratação de Paulo Barriga.
    Grandes defensores da transparência e verdade vocês me saíram, a quem já caiu a máscara foi a vocês.

  44. Elsa diz:

    Sabem o que é que vos digo é que o menino Paulo Barriga levou para casa quase 75 mil euros em dois anos com um contrato duvidoso que contorna a lei da contratação pública e agora quer levar para casa mais 40 mil euros porque acha que tem razão em querer continuar com a vigarice.

    Vocês acham mesmo que a CIMBAL não vai recorrer desta absurda decisão do tribunal de trabalho?

    Se a CIMBAL não recorrer é porque os atuais dirigentes também são cúmplices desta grande vigarice ou porque estão a pagar os favores que Paulo Barriga fez a Pedro do Carmo e ao PS durante os seus últimos anos no jornal público.

    A CIMBAL tem de recorrer para proteger o dinheiro público e o tribunal tem de reavaliar a decisão para repor a justiça.

  45. João Espinho diz:

    Ó Elsa vê lá se vais preso. Já agora. Essa constante mudança de nome é para enganar alguém?

  46. Anibal diz:

    JOÃO ESPINHO, parece que estás com azedume.
    Se alguém aqui deveria explicar ao povo alguma coisa era o Paulo Barriga, mas tu também devias dar explicações ao povo porque é que tens estado a defender e divulgar a defesa de Paulo Barriga que estava a liderar o DA com base num contrato aldrabado.

    Não me digas que agora também defendes corruptos e vigaristas?

    Porra que vocês nem mesmo com o contrato que prova a vigarice aqui publicado querem ver o que está em causa.

    Se avisas a Elsa para ter cuidado senão vai presa, eu aviso aqui todos para terem cuidado com os vigaristas e corruptos que defendem. Querem meter os dedos nos olhos dos outros, mas desta vez isto parece que te está a correr mal.

    Aguarda-se esclarecimentos da CIMBAL sobre a contratação de Paulo Barriga e os contratos de prestação de serviços.

    Aguarda-se nota de imprensa de Paulo Barriga a esclarecer o contrato da SPA.

    Aguarda-se um post neste bloog a divulgar a vigarice de um contrato público da CIMBAL com a SPA para Paulo Barriga se manter 2 anos a mais no DA.

  47. Anibal diz:

    Mas João Espinho tu ameaçares de prisão uma pessoa por esta se manifestar contra a corrupção e defender os cofres publicos é de morrer a rir.

    A verdade as vezes é dura para alguns, mas tem de ser divulgada e defendida.

    A CIMBAL tem a obrigação de recorrer desta decisão do tribunal de trabalho para que justiça seja feita e a verdade reposta.
    Também a CIMBAL tem obrigação de esclarecer todos nós sobre este contrato com a SPA.

    A corrupção tem de ser travada, a corrupção é um cancro entranhado na nossa sociedade.

  48. # FIQUE EM CASA diz:

    Em 13 de Maio pelas 14h e 35 m, escrevi logo uma pequena parte do tudo o que sei no período anterior à admissão de Paulo Barriga, para director do Diário do Alentejo, que envolveu com amigos comuns e o que comigo falou sobre a matéria em causa face ao interesse que tinha com diligências pessoais e estavam à mesa 6 adultos a jantar, em Beja.

    Volto a repetir, lançando o desafio público a Paulo Barriga, porque ele tem memória e eu testemunhas, para clarificar a conversa compremetedora para ele na situação criada, porque quem cala consente, não o imagino no silêncio contínuo pelo conhecimento que tenho ou as dezenas de milhares de euros em causa, falarão mais alto, face ao(s) recurso(s) ?

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