Abr 17 2020

Desculpem o desabafo

Publicado por as 16:32 em Geral

Estamos num tempo em que é considerado pouco patriótico, ou mesmo antipatriótico, emitir opiniões críticas às decisões de quem manda neste país.
Transcrevo o que acabei de ler num tweet: “Pró caralho aqueles que pensam que estar contra as cerimónias do 25 de Abril com 300 pessoas na Assembleia da República, é o mesmo que estar contra comemorar o 25 de Abril.”
Concordo e subscrevo. Já podem mandar-me para a fogueira.

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13 Resposta a “Desculpem o desabafo”

  1. ATENTO diz:

    Estou aí. Também subscrevo.

  2. Vitor Paixão diz:

    Num periodo em que somos proibidos de acompanhar os nossos entes queridos que partem, num periodo em que somos impedidos de visitar os nossos familiares, num periodo me que tanto (e bem) nos é exigido, não faz qualquer sentido este tipo de comemoração. Ainda que haja quem defende que são situações que não devem ou não podem ser comparadas a verdade é que a birra e teimosia do Sr. Ferro Rodrigues, que levou Governo e Presidente da República a reboque, traduz-se numa violação dos deveres de igualdade e equidade, para além de colocar em causa a saúde pública. Comemorar sim, desta forma e no actual contexto, jamais!

  3. charlie diz:

    Estaria tudo certo, ou melhor, errado se de facto fossem 300 pessoas.
    Acontece que são “apenas” 130…
    Serão demais mesmo assim?
    Talvez. Mas pede o rigor que se diga o número correcto: 130-

  4. João da Mota diz:

    É a política, estúpido.
    Ou seja, a realização da cerimónia nestes dias, em que as pessoas já atingiram o seu limite de saturação de estarem fechadas em casa. Ao ponto de começarem a sair em massa, sem se importarem com o que quer que lhes aconteça. Parece uma contradição evidente.
    Mas isso pouco interessa, perante os interesses políticos em jogo.
    Nuns tempos em que os mais jovens, ou seja os que têm menos de 40 anos olham para o 25 de abril de 1974 como os mais velhos olham para o 5 de outubro de 1910. Passar aquela efeméride sem a respectiva e pomposa celebração na A.R., seria de facto um erro tremendo.
    sobretudo agora que a subida em termos de intencões de de voto da extrema direita com o CHEGA é o facto mais saliente da política nacional.

  5. CarlosC diz:

    Considero que o 25 de Abril é uma data que merece ser comemorada, talvez ainda mais quando existem tantas ameaças à Democracia como nos tempos actuais.
    Mas pode ser comemorada de diferentes formas, e no contexto actual manter celebrações presenciais, mesmo que reduzindo o número de participantes, é um péssimo exemplo que vem dos que nos governam.
    Espero que esta teimosia não se repercuta pelo país fora, com as câmaras, juntas, etc. a efectuarem as suas comemorações.
    No dia 25 qual a moral para impedir um cidadão de aproveitar para visitar a família? Ir passear? Celebrar uma festa com menos de 130 pessoas se distanciadas entre si? Se estiver sol, ir até à praia? Tudo isto são opções que em Democracia temos de considerar tão válidas como estar presente nas comemorações da AR.
    E preparem-se a seguir vem o 1 de Maio… teremos as habituais manifs? Já agora porque não?

  6. libertà diz:

    Permitam-me deixar este texto aqui.
    25 DE ABRIL- OS RATOS NO DIA MAIS BELO
    O 25 de abril permitiu que todas as pessoas tenham a sua opinião. Ainda bem. Em relação à realização da cerimónia na Assembleia da República em termos muito restritos , com pouquíssimos deputados, e cumprindo as normas de DGS, há “opiniões” que não são mais do que aproveitamento da pandemia para ofuscar e denegrir a data que nunca foi cara a gente pouco democrática. É absolutamente espantoso que se comparem festas familiares, datas religiosas ou concentrações de rua com um acto solene onde os deputados não estão presentes pela festa, mas enquanto representantes do povo. O povo, assim, estará no Parlamento, facto que quem reconhece abril sabe com alegria e o povo tem direito a que a Assembleia da República, que tem funcionado em moldes restritos, não deixe de o fazer no dia em que celebramos a nossa liberdade. Os ataques a esta evidência, lançando mão do comparações do dia fundador da democracia com tudo e mais alguma coisa, mostram-nos muitos ratos a saírem da toca. Aqueles que nunca aderiram ao dia mais belo, porque o primeiro… I.M.
    #25deabrilsempre

    Cerimónia do 25 de abril com bancadas a um terço e “alguns convidados”.
    in https://www.dn.pt/poder/cerimonia-do-25-de-abril-com-bancadas-a-um-terco-e-alguns-convidados-12075182.html

    25 abril. Maioria dos partidos apoia celebração na AR.
    Ouvidos pela Lusa, PS, PSD, BE, PCP, Verdes e Iniciativa Liberal são favoráveis à manutenção da tradicional sessão parlamentar solene, com graus variáveis de limitações – tal como a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.
    O PAN e o CDS defendem outras formas de assinalar a data e o Chega manifesta-se frontalmente contra.
    in https://www.dn.pt/poder/25-abril-maioria-dos-partidos-apoia-celebracao-na-ar-12065703.html

    Obrigado e bom fim de semana.

  7. # FIQUE EM CASA diz:

    No 25 Abril de 2019, deputados 230 + 470 convidados = 700
    Em 25 Abril de 2020, deputados 77 (1/3) + 53 convidados = 130

    Face ao espaço da Assembleia da República e galerias, não vejo porquê a razão de tanto alarido e só o CDS votou contra e estará representado.
    Desde que as medidas de segurança sejam cumpridas e distanciamento , porque não?

  8. Luís Tavares diz:

    A Liberdade incomoda muita gente (e é legítimo essas pessoas sentirem-se incomodadas).
    Sobre a temática de autorizar ou proibir a comemoração do 25 de Abril, transcrevo, com a devida vénia, o post de ontem de F Seixas da Costa:
    ” 25 de abril
    É discutível – e é um debate respeitável, se desenvolvido em termos de saúde pública – a questão da realização da sessão parlamentar comemorativa do Dia da Liberdade.
    A polémica, porém, teve uma incontestável vantagem: fez sair da toca os que detestam a data, mas que, às vezes, se acanham (ia a escrever “acobardam”, mas depois arrependi-me) em afirmá-lo.”

  9. João Espinho diz:

    @tavares – citar o embaixador causa-me arrepios. É que SEXA é um servo do PS, pelo que não acrescenta nada de novo ao debate. É que ele veio engrossar a tribo dos que vêem um fascista em cada esquina. A mim só me chamaram fascista quando liderava greves não controladas pelo PCP. E não gostei. Parece que voltámos aos tempos do PREC, agora com intervenientes que apagaram daa memória o que foi a luta pela Liberdade, contra a unicidade

  10. Luís Tavares diz:

    Arrepie-se à vontade, meu caro J Espinho.
    O que escrevi (e o que o embaixador escreveu) não tem como alvo o José Espinho.
    Apenas concordo que se deve celebrar na AR o 25 de Abril. Respeito, discordando, quem acha que não.
    A talhe de foice, nunca me chamaram fascista, mas em tempos já me chamaram comunista (apesar de o não ser) e por isso fui detido, aqui em Austin, Tx.
    Coisas da vida…

  11. João Espinho diz:

    João. My name is João😉

  12. Mariano diz:

    «Pro caralho» não diria, não sou tão grosseiro, mas pro pai de todos nós, tem o meu apoio.

  13. valentim diz:

    25 de Abril sempre e cada vez mais!
    “Nas revoluções há duas espécies de homens: os que as fazem e os que delas aproveitam”. É por essa mesma razão que a memória deve manter-se viva, porque um gajo sem memória está condenado a uma existência errante!

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