Mar 27 2020

COVID-19 em Portugal – ACTUALIZAÇÃO

Publicado por as 16:40 em COVID19

Acompanhe aqui a evolução dos dados provenientes dos boletins diários oficiais da Direcção Geral da Saúde.

1 – O boletim da Direção-geral da Saúde, publicado à hora do almoço, refere mais 16 mortes por covid-19 (76 no total) e mais 724 casos (4.268 no total). É uma subida de 20%, na linha do que tinha acontecido nas 24 horas anteriores. A região Norte volta a registar a maioria dos novos casos detetados em Portugal, desta vez por uma margem ainda mais alta: 80,8%. São agora 2.443 as infeções confirmados no Norte do país, mais 1.323 no que em Lisboa, a segunda da lista. As pessoas dadas como recuperadas mantêm-se as 43 ontem anunciadas.

2 – Em tempo de guerra não se mudam generais, dizia há dias o primeiro-ministro. Ontem foi dia de lamentar que não se mudem ministros. Holandeses neste caso. Em tempo de crise global, em vésperas de uma recessão económica a que ainda ninguém adivinha a dimensão e em plena pandemia em Portugal, “repugnante” não é palavra que se queira ouvir a um primeiro-ministro. Mas assim foi no final da reunião de ontem do Conselho Europeu.
Wopke Hoekstra, ministro das finanças holandês, terá dito esta semana que “a comissão europeia devia investigar países como Espanha, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos”. E António Costa não gostou de ser confrontado com as declarações. “Esse discurso é repugnante. Ninguém está disponível para ouvir o ministro das Finanças holandês a dizer o que disseram em 2009, 2010, 2011. Não foi a Espanha que importou o vírus. O vírus atinge a todos por igual. Se algum país da UE acha que resolve o problema deixando o vírus à solta nos outros países, não percebeu bem o que é a UE”, disse.

3 – Em conferência de imprensa no ministério da Saúde, Graça Freitas afirmou que tudo indica que o período mais intenso da pandemia “será diferido para mais tarde”, atingindo o pico “nunca antes, provavelmente do mês de maio”.
“São previsões, vale o que vale”, ressalvou, acrescentando que, de acordo com os matemáticos que analisam os dados ao serviço das autoridades de saúde, o pico da pandemia em Portugal “não será um momento instantâneo no tempo”, mas poderá prolongar-se durante dias ou semanas.

Share

Deixe Uma Resposta