Ago 02 2019

Beja vai ter árvores

Publicado por as 11:13 em A minha cidade

A promessa foi deixada aqui pelo Presidente da Câmara.
Escreve Paulo Arsénio: ” Estamos a planear, com o Serviço de Zonas Verdes, exatamente por estarmos de acordo com algumas das observações feitas, uma ação “forte” de plantação de árvores para o mês de novembro.
Provavelmente não conseguiremos satisafazer todas as necessidades de árvores na cidade mas será um primeiro forte impulso na reposição de árvores em muitos locais donde foram sendo cortadas por diversos motivos e jamais repostas.
Note-se ainda que muitas das árvores só “darão” sombras adequadas ao fim de alguns anos. É um daqueles serviços que se faz num determinado momento e cujo efeito só se avalia alguns anos mais tarde.
Procuraremos dar o “pontapé de saída” ainda em 2019.”
Para memória futura!

Share

4 Resposta a “Beja vai ter árvores”

  1. ATENTO diz:

    Reconheço a importância das árvores na cidade e defendo o incremento do plantio, mas este tem que obedecer a uma selecção muito criteriosa, ajustada a cada espaço. Não se pode plantar por plantar, como até aqui tem acontecido e, depois, é preciso cuidar e não as deixar ao “Deus dará” como acontece na nossa cidade.

    Na minha rua (Rua dos Açores) as árvores foram deixadas ao abandono, cresceram desabridamente, sem qualquer tipo de tratamento ou poda. São árvores de grande porte, com raízes fortíssimas que rebentam com os muros das vivendas (sinto-o na pele) lascando pedras decorativas, pilares de portões, que ficam inoperacionais, etc. De vez em quando e a pedido das famílias, vêm cortar uns ramos que já nos entram pelas janelas. Esses cortes não obedecem a qualquer critério e vemos árvores enormes, com as ramagens totalmente desequilibradas, potenciais fatores de perigosidade. É o que temos
    .
    Esperemos que daqui para diante as coisas melhorem.

  2. Ecce homo diz:

    @atento: A falta de planeamento tem destas coisas! E que se manifesta de diversos modos, sendo que a plantação de árvores até será o mal menor!
    O que dizer da falta ou exiguidade dos espaços públicos, do estacionamento indisciplinado, do abandono das áreas de utilização colectiva, da falta de segurança das vias públicas, das questões da limpeza urbana, da gentrificação da habitação, da especulação imobiliária em solo urbano, da decrepitude do centro histórico, etc., etc…
    Temos hoje uma cidade moribunda, vazia de alma, de dinâmicas vivenciais, em suma de terceiro mundo!
    É pena ter-se chegado a este ponto, e infelizmente não se vislumbra na acção governativa, qualquer solução alternativa ou esboço de estratégia de alguma espécie!…as coisas vão acontecendo na cidade de modo casuístico e avulso, sem matriz organizativa ou linha de actuação!

  3. Viriato diz:

    O Verão tem estado esquisito, talvez isso influa no estado de espírito das pessoas porque o que é normal é os estados depressivos chegarem lá mais para a frente quando os dias são mais curtos.

    O que está em causa ou em discussão é a arborização das ruas com finalidade de sombreamento e não a lamechice de problemas com dezenas e alguns com centenas de anos.

    Como Bejense já começa a aborrecer todos aqueles que uma vez e outra veem repetir o discurso que a minha cidade está moribunda, é falso, não está nem nunca esteve, quanto muito atravessou ciclos como todos os lugares do mundo.

    Se realmente gostassem da cidade olhavam para ela com outros olhos e conseguiam ver na diversidade das politicas urbanísticas que atravessaram a cidade em toda a sua já longa história a identidade da mesma e talvez assim a compreendam melhor e a respeitassem.

    Outro assunto que volta sempre à baila são os problemas gerais quase sempre culpa dos outros, o melhor seria que cada um fizesse o melhor para respeitar o ambiente, os vizinhos, as infraestruturas, etc, etc… com certeza seria bastante mais fácil a convivência.

    Voltando ao assunto das árvores estou de acordo que devem ser bem escolhidas e com direito a tratamento continuado.

    Um bem haja para todos os Bejenses porque nós somos a cidade.

  4. Valentim diz:

    “Nada me chateia mais do que ouvir um político dizer que não devemos criar alarme social. A sociedade tem de estar alarmada, que é a sua forma de estar viva”…
    O mal maior da cidade não é a falta de árvores, é a falta de discernimento dos políticos que nos têm governado, e pelos vistos também de alguns cidadãos acomodados a este modus vivendi pasmacento!
    Se estão bem assim, pois que assim seja, que como diz o povo “mais caga um boi do que cem mosquitos”!