Jul 15 2019

As ratazanas em Beja são pontuais

Publicado por as 9:46 em A minha cidade

A Piscina Municipal de Beja tem sido “visitada”, nos últimos dias, por ratazanas. São vários os utilizadores que denunciam esta situação, que a Câmara Municipal diz ser “um problema pontual” e que ficará resolvido hoje, com a desratização programada para esta segunda-feira, dia de encerramento deste espaço, nas zonas envolventes à Piscina.
(Notícia RVP)
Aproveitando: não se importam de mandar limpar os esgotos? É que, neste caso, os odores não são nada pontuais. Beja agradece.

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7 Resposta a “As ratazanas em Beja são pontuais”

  1. Par Erudito & Antolhos, Lda. diz:

    A culpa de existirem ratazanas é dos Descobrimentos. Desenganem-se os que pensavam que quando faltávamos às aulas de Química, íamos fumar às escondidas. Íamos mas era para a biblioteca, estudar história. E é por isso que também podemos afirmar que essa ideia de os sólidos orgânicos em ambiente anaeróbio produzirem líquidos nauseabundos é um mito. A dissertação de mestrado de D. Sancho II versava sobre esta matéria. E para o provar vamos guardar as cascas da melancia, os amanhos dos carapaus e os restos do bacalhau e da salada dentro de um saco de plástico e se resumir alguma coisa semelhante a líquido, vamos usá-la como creme facial.

  2. Valentim diz:

    Mais vale ser engraçado, do que cair em graça!
    Nada em contra, de passar o tempo livre na biblioteca a estudar “história”! Mas a questão é mais de natureza química do que histórica! D. Sancho II parece que apreciava fumar uns cigarritos de erva! Quanto à experiência do creme facial, de que fala, não tenho conhecimento, mas vou presumir que consigo funciona!

  3. João da Mota diz:

    Mas que elas existem, existem.
    De todos os tamanhos, e para todos os gostos.
    Claro que estamos a falar delas, as ratazonas.
    Agora a sério.
    Os serviços municipalizados da cidade, que já foram e ainda não há muitos anos a sua imagem de marca. Estão como que “adormecidos”, parecendo mesmo impossivel tirá-los do estado de intensa letargia em que se encontram.
    O mote foi dado pelo senhor presidente da autarquia, ao dizer uma vez e outra perante as criticas de que o lixo e os dejectos caninos estão a tomar conta das ruas da cidade, que a situação afinal não é nem tão boa e nem tão má como a pintam.
    Fez e faz mal. Muito mal. Isto porque afinal é ele em primeiro lugar que irá pagar esta fatura nas próximas eleições.
    E talvez bastasse chamar à responsabilidade as chefias do sector do lixo e uma pequena campanha de sensibilização junto dos trabalhadores camarários e da população em geral.

  4. Par Erudito & Antolhos, Lda. diz:

    @Valentim. A Par Erudito & Antolhos, Lda. tem o prazer de informar Vossa Excelência que a experiência redundou em fiasco porque, como toda a gente devia saber, os líquidos não nasceram de geração espontânea.
    Três dias depois, as cascas da melancia, os amanhos dos carapaus e os restos do bacalhau e da salada que haviam sido depositados dentro de um saco de plástico em ambiente quente não resumiram uma gota de liquido que fosse, aliás, tal como tínhamos antecipado. Era tudo tão evidente que até nos custou a acreditar que só nós é que estávamos a ver. Assim sendo, sem liquido não há creme.
    Qual é o assunto agora? Ratazanas? Não há. E se houvesse não eram muitas e não fazia mal. Meio copo de ratas, no máximo.

  5. valentim diz:

    “Frente a uma situação difícil, o Português opta pela espera de um milagre ou pela descompressão de uma anedota. O grave disto é que o milagre não vem e a anedota descomprime de tudo. Ficamos assim à mercê do azar e nem restos de razão para mexer um dedo”.

    \Virgílio Ferreira

  6. Par Erudito & Antolhos, Lda. diz:

    Por falar em mexer um dedo. O problema das viaturas camarárias que regam com líquidos nauseabundos as vias públicas da cidade, e fazem poça quando se imobilizam para despejar os moloks, já foi resolvido ou vamos continuar a negar leis elementares da química e defender a ideia anedótica que consiste em atribuir a culpa aos utilizadores que despejam líquidos nos moloks? Ou estamos à espera de um milagre chamado Inverno com muito frio que iniba fermentações e muita chuva para lavar as ruas?

  7. Acacio diz:

    A falta de limpeza da cidade é reflexo da falta de liderança nos Serviços da CMB. As brigadas de limpeza da CMB por vezes fazem lembrar um grupo de excursionistas de viagem a Lisboa.