Mar 02 2019

O Festival, a vereadora e as redes sociais

Publicado por as 17:38 em A minha cidade

Hoje temos a final portuguesa do Festival da Canção.
Exceptuando os telemóveis do Conan Osíris não conhecia, até há dias, mais nenhuma canção.
Não gosto da música do Conan, prefiro as metáforas da letra e sim, acho que o tipo fez uma excelente campanha de marketing.
Mas um post da vereadora Marisa Saturnino, na sua página no Facebook, levou-me a ir à procura de Surma, compositora e intérprete da canção Pugna.

Estamos em 2019 e o nacional cançonetismo morreu. Mas, infelizmente, não morreram as mentalidades bafientas, como atestam as palavras da vereadora Marisa. Mulher, formada na área social, com responsabilidades nesta área na Câmara de Beja, não teve o bom senso de evitar fazer comentários sobre aspectos físicos da cantora “mana do Herrera (antes de ter sido operado às orelhas), que mais parece ter saído de um filme da familia Adams”. Para se sentir reforçada nas suas opiniões sobre outra mulher, citou a própria mãe :”podia ser feia mas ao menos cantar bem”!!”.

Calculo que Marisa Saturnino, se um dia tiver que receber a cantora na nossa cidade, se chegue perto dela e lhe chame feia e orelhuda. Ou talvez não, porque isto de fazer comentários depreciativos, às características físicas de outros, é fácil quando se está a teclar no Facebook para uma ampla plateia de indefectíveis. Na vida real as coisas são diferentes e a “coragem” esfuma-se.
Enfim, cada um é como é, e a vereadora Marisa tem um conceito de beleza que só a ela e ao seu espelho dizem respeito.
Posto isto, e ganhe quem ganhar, este Festival ( as semifinais) já serviu para por a nu como estão algumas mentalidades neste país em 2019.

Para quem queira, pode ler aqui o post a que me referi.

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15 Resposta a “O Festival, a vereadora e as redes sociais”

  1. José Fonseca diz:

    @Espinho, este comentário nem parece seu, um homem defensor das liberdades individuais estar a comentar parvoíces do Facebook dos outros.
    Quem tem responsabilidades acrescidas deve ter algum cuidado no que publica nas redes sociais, mas usar isso para juízos de valor parece exagerado.
    Podia ficar por aqui mas sendo de quem se trata não posso deixar de referir que é injusto para quem trabalha com dedicação pelo bem comum.
    Isto de ter coragem tem muito que se lhe diga.

  2. João Espinho diz:

    @fonseca – sabia que virias aqui defender uma das tuas damas. Mas, neste caso, parece-me que não tem defesa possível. Mas cada um(a) com a sua dama…

  3. Jesuino diz:

    Enquanto a Vereação PS pensar que o Mundo se restringe a Beja e que ELES são o Centro do Mundo , rodeados por aquela estranha CORTE que os segue , Arsenio e a sua Camara , tal como diria a minha Mãezinha, não passam de um conjunto de pacovios.

  4. José Fonseca diz:

    @Espinho, não se trata de defender damas , até porque a pessoa em questão não precisa de defesa e sabe defender-se a si própria.
    Começamos a ter uma idade que nos custa a aceitar injustiças e no dia em que lhe calhar a si, pode contar comigo não para o defender pois sei que se desenrasca sozinho, mas para denunciar a injustiça.
    @Espinho, sou seguidor dos seus comentários pertinentes que denunciam falcatruas, más politicas, decisões questionáveis etc, cada um sabe de si e eu não tenho moral para dar lições a ninguém, se vim aqui comentar foi por achar estranho perder tempo com assuntos de redes sociais, que está mais do que visto não servirem o interesse comum, embora tenham mais impacto, em vez de comentarmos assuntos bem mais importantes .
    E olhe que há muitos.
    Abraço.

  5. João Espinho diz:

    @fonseca – as redes sociais não são o tema central do meu post. O que escrevi foi uma crítica a uma certa forma de estar e dizer coisas. Neste caso, trata-se de uma mulher que chama feia a outra. Só que, a pessoa tem responsabilidades públicas e deveria “medir” as suas opiniões publicadas. Até logo. Abraço.

  6. João Carlos diz:

    Quando não há outro assunto, fazem-se publicações destas que não têm assunto nenhum. Quando se acha mal uma publicação em jeito de brincadeira numa página pessoal de Facebook num regime democrático, podemos avaliar a pequenez de espírito. Enfim… Já vi por aí outros eleitos a dizer coisas piores nas páginas pessoais de Facebook e V.exa nada disse !!

  7. João Espinho diz:

    @João Carlos- vamos por partes. Marisa Saturnino é uma figura pública, com responsabilidades políticas e públicas, certo? Tem todo o direito de escrever o que pensa e pensar como muito bem entende. Publicar no facebook o que publicou, com a opção de post público, tem a intenção óbvia de ser lida por todos, sujeita, portanto, ao contraditório ou às críticas de todos. Também eu abro os meus posts ao público quando quero ser lido por todos. Quando escrevo “brincadeiras”, elas ficam restritas aos meus amigos e seguidores. Para além disso, não tenho responsabilidades públicas/políticas. E escrevo aqui no blog o que me apetece e sobre o que me apetece, apesar da “pequenez de espírito” (essa resvalou mas não atingiu). Não frequento as páginas de outros vereadores, exceptuando quando me alertam para alguma “barbaridade”. E, se é uma pessoa atenta, deve saber que o silêncio não é propriamente a minha opção.
    Volto a dizer: o que a vereadora escreveu sobre outra mulher deveria ter ficado restrito ao seu grupo de seguidores. E deixe lá o Vexa. Volte sempre!

  8. Sevinate diz:

    @espinho,estranho esta sua “nova” maneira de estar, no que diz respeito ao atual executivo camarário.
    Mais estranho valorizar publicações Facebookianas no perfil pessoal de cada um, neste caso uma. Todos temos direito a uma opinião, mesmo sobre a opinião dos outros.
    Citando Lady Gaga “as redes sociais são a retrete da Internet”, concordo plenamente com esta artista também criticada pela sua aparência diferente.
    Gosto de vir aqui, mas não deixe que o Praça, se transforme no blog da maledicência gratuita.

  9. João Espinho diz:

    @sevinate – leia o que respondi a @ João Carlos. E isto nada tem a ver com política. Sobre o executivo, a seu tempo escreverei. Keep calm.

  10. Vitor Paixão diz:

    Não quero de forma alguma ferir susceptibilidades, mas para mim tacanhez de espirito é não saber aceitar as diferenças, principalmente se for num contexto artistico/cultural. Ninguém tem de gostar do mesmo e somos livres de criticar quando e se bem o entendermos mas há limites para tudo. A titulo de exemplo desde que, em 2012 comecei a ter de negociar com artistas tendo em vista o seu agenciamento pura e simplesmente deixei de criticar gratuitamente. Posso gostar ou não gostar, concordar ou não com o cachet que pedem mas resta-me aceitar a possibilidade de os ter cá… ou não ter. Isto para dizer que quem tem responsabilidades culturais, e a Sra. Vereadora tem essas responsabilidades, não deve, aliás, não pode publicamente (ainda que numa página pessoal) tecer este tipo de comentários, achicalhando a artista em toda a sua representação, quer visual, lirica ou sonora. E Posso ainda adiantar que até há bem pouco tempo a SURMA era agenciada pela Rafaela Ribas, esposa e agente do Miguel Angelo e de outros que já vieram ao Pax Júlia, como é o caso do Mazgani. Acham que é bom apra a Câmara que alguém do executivo se manifeste assim relativamente a um artista? Goste-se ou não? Coloquemos a mão na consciência e abdiquemos das simpatias pessoais e politicas para ter capacidade para analisar o que é menos correcto. Apenas a Sr. Vereadora se poderá desculpar o que quanto a mim seria um gesto nobre pois esteve mal.

  11. João da Mota diz:

    Gostei dessa da “Côrte” de Beja. Mas sobretudo para a tentativa de tentar impor um certo tipo de gostos e/ou padrões sociais à “Plebe ranhosa” da cidade.
    Não colhe e fez muito bem a chamada de atenção de J. Espinho, quer tenha ido ou não buscar a sua fonte ao Facebook.
    Quando é que os nossos representantes locais deixam de olhar para o seu umbigo, e se concentram nas tarefas para que foram eleitos e são principescamente pagos pelo erário publico: servir os munícipes e a cidade.
    Por exemplo, em vez de criticar cançonetistas, porque não olhar para as ruas da cidade. Onde os dejectos caninos e outros que tais as enchem a tal ponto, que em vez de podermos olhar para o trânsito e para as pessoas e as cumprimentarmos, temos que concentrar a atenção no chão com medo de os pisar, tanta é a sua quantidade e os riscos inerentes.

  12. saleiro diz:

    E que dizer dos políticos e políticas pão sem sal que se preocupam com a sua sombra e o seu look mas que não têm vida para dirigir uma cidade porque cairam de pára quedas na política e que não têm a mínima noção do que estão a fazer?

  13. Vitor Paixão diz:

    Correcção: Surma desde sempre foi agenciada pela Omnichords o que não altera em nada a minha opinião.

  14. m.m.c. diz:

    Saleiro: Não são políticos e politicas pão sem sal. Trata-se de cidadãos e munícipes que pagam os seus impostos. E que não só devem como têm obrigação de exigir a quem se propôs e foi eleito, que cumpra com os seus deveres e obrigações.
    Daqui a pouco mais de dois anos logo veremos.

  15. Quarta-feira de cinzas diz:

    Temos bullie. Beja merece o que tem!