Mai 29 2018

Sobre a morte medicamente assistida

Publicado por as 11:04 em Geral

Sobre esta crónica, escreve o Rui Teixeira no Facebook: ”

“(…) as pessoas que concordam com a despenalização da eutanásia, se soubessem do meu prognóstico, aquando do meu nascimento, provavelmente ter-me-iam feito morrer (…)” – Assim se contamina o debate. Não sei se por ignorância ou se por pura manipulação. O que está em causa é o reconhecimento de uma liberdade individual ou, se quiserem, duas liberdades individuais: a da pessoa que, em consciência, sente que chegou ao fim da linha humanamente suportável e a do clínico que se predispõe a ajudá-la. O que está em causa é que NINGUÉM pode ser eutanasiado (assassinado) a não ser que expresse conscientemente essa vontade nem NENHUM clínico será obrigado a praticar tal acto contra a sua vontade. Posta assim a questão, cada um de nós fará valer, no seu momento final, as suas próprias convicções o que, no meu entender, será em si próprio um exercício maior de liberdade.
Quanto à crónica que reproduzo e cuja leitura obviamente recomendo resta acrescentar que quando a autora nasceu já havia quem defendesse o aborto e já se praticava, de forma clandestina, em condições miseráveis para os pobres, em clínicas arrumadinhas para quem tivesse bago para ir “lá fora”, e, no entanto, a Mafalda está cá. Não encontro maior contraditório para a opinião que expressa.”

Aproveito para divulgar (ver aqui) os projectos que vão estar hoje em debate na AR.

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