Abr 13 2018

Para ler. E reler

Publicado por as 11:00 em Geral

“A Agricultura de regadio, pelo nível de investimento e especialização que está a atingir irá, naturalmente, proporcionar a instalação de novas indústrias, com o agroalimentar à cabeça, comportando-se assim como a locomotiva do desenvolvimento do BA.

Contudo, há o outro Baixo Alentejo, onde o investimento no setor agrícola é inevitável, porque a ocupação do território assim o exige, já que não há outro setor que lhe valha. Neste caso, o investimento terá naturalmente de ter uma filosofia diferente, e inevitavelmente alicerçado em políticas publicas. Porque se tratam de investimentos com retornos financeiros mais débeis e, portanto, de risco mais elevado, o investimento publico deverá ser desenhado com vista a promover rendimentos justos aos agricultores, assegurando desta forma a manutenção da atividade, e consequentemente, a sustentabilidade económica, social e ambiental destes territórios. As politicas publicas de apoio ao rendimento jogam aqui um papel fundamental.
(…)
Tenho a sensação de que pelo facto de se ter construído o Alqueva a administração central parece “sentir” que já cumpriu com a sua obrigação de investimento na região. Por exemplo, há manifestas deficiências nas infraestruturas de transporte, rodovia e ferrovia. Contudo, o governo quando instado sobre a falta de investimento na região, atira para cima da mesa os enormes números do Alqueva. Ou seja, há apenas um discurso contabilístico, não se encontrando uma lógica de planeamento integrado. Aliás, o discurso político enferma deste vício, falam-se de milhões e nunca se fala do resultado desses milhões. De facto, este tipo de discurso é sempre mais fácil, adapta-se a qualquer realidade e facilita a comparação, porque são apenas euros. Se a minha ideia está confusa, pense-se, por exemplo, no Aeroporto…”

Leia aqui a entrevista de Rui Veríssimo.

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